quinta-feira, 31 de julho de 2008

Brasil terá colapso aéreo com aumento de passageiros na Copa-2014, diz Abag

23/07/2008 - 13h48

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u425380.shtml

KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online

O Brasil pode viver, em 2014, o maior colapso do setor aéreo com a realização da Copa do Mundo. A previsão é que o número de embarques dobre no país durante o mês do campeonato, segundo a Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral).
Segundo estimativas da entidade, cerca de 500 mil turistas estrangeiros devem vir ao Brasil assistir aos jogos em 2014. Se, em média, esse torcedores assistirem a jogos em quatro cidades diferentes, os embarques devem chegar a 4 milhões --número atual registrado no país, sem eventos extraordinários.
Segundo a Fifa, o país que sediar a Copa deve realizar os jogos entre oito e dez cidades. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol), por sua vez, insiste em dividir as partidas em 12 cidades, das 18 sugeridas, nas cinco regiões do país.
Rui Thomas de Aquino, presidente da Abag, afirmou que a entidade está preocupada com a malha aeroportuária e sua condição de atender ao aumento de demanda. "Não há infra-estrutura e estamos super atrasados. Não há nenhuma possibilidade de construir um aeroporto em menos de três anos. A partir desse tempo, depende de vontade política, mas pode levar até oito anos", afirmou.
O vice-presidente da entidade, Adalberto Febeliano, afirmou que a maior parte da infra-estrutura do país é da época da 2ª Guerra Mundial (1939-1945). "Nossa infra-estrutura não vai suportar. Haverá um colapso no setor aéreo", disse.
Para minimizar a crise, Aquino afirmou que seria preciso um aeroporto na região metropolitana de São Paulo, construir uma segunda pista no aeroporto Viracopos (Campinas) e fazer adaptações nos aeroportos de Brasília, Belo Horizonte e no Galeão, no Rio, para aceitar aviação geral e executiva, como mais espaço e mais hangares.
Aquino defende que a iniciativa privada construa um aeroporto, com concessão ou permissão do governo. Ele afirmou que algumas empresas de construção já teriam estudos sobre locais onde a construção seria possível. "Estamos muito preocupados, assumimos um compromisso e podemos passar vergonha na Copa", afirmou.
Para o executivo, assim que o governo apontar as soluções, as empresas aéreas também devem fazer seus planos para dar conta dos passageiros extras no mês do campeonato.
As 18 cidades indicadas para receber jogos da Copa são: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife/Olinda (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

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