11/06/2009 - 12h00
Especialistas propõem novas leis, câmeras melhores e até reforma de estádio para coibir violência
UOL, Denise Mirás, Em São Paulo
Na semana passada, Clayton Ferreira de Souza, 27, morreu após ser espancado durante confronto entre torcedores do Corinthians e do Vasco em São Paulo, na noite do duelo entre as equipes na Copa do Brasil, ampliando a lista de episódios trágicos de violência vinculada ao futebol no país.
Para colaborar com o debate público sobre o tema, o UOL Esporte estreia nesta quinta-feira uma série de reportagens que buscarão apresentar o problema sob diferentes pontos de vista, mostrando sua evolução ao longo dos anos, as ações e planos das autoridades, como outros países agiram e agem para minimizá-lo, entre outros aspectos. Neste primeiro texto, especialistas de diversas áreas apontam soluções e medidas que poderiam frear a violência.
1. Criminalizar ações violentas das torcidas
"Precisamos de ferramentas a mais na Justiça, para que possamos até fechar entidades constituídas, com CNPJ, estatuto, diretoria, se for o caso para diminuir a sensação de impunidade", diz o coronel Marcos Marinho, hoje chefe de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, que comandou o 2º Batalhão de Choque e esteve à frente do trabalho com torcidas entre 1988 e 2005.
Já aprovada pela Câmara, proposta do governo que está no Senado estipula que as ações violentas de torcidas, mesmo que não sejam constituídas legalmente, como pessoa jurídica, passarão a ser criminalizadas. Caso a lei entre em vigor, elas serão responsabilizadas pela ação de associados. Assim, haverá punição da própria torcida, além dos torcedores, individualmente. Passará a ser crime entrar em estádio entoando cantos que incitem violência, participar de tumultos, portar instrumentos para uso de violência no entorno dos estádios e também no caminho de ida e de volta. Além de reclusão, o primário pode ser afastado por três anos dos estádios, mesma penalização para a própria torcida.
2. Câmeras melhores nos estádios
A delegada Margarette Barreto está desde 2004 à frente da Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), que começou a monitorar as torcidas organizadas que já tinham histórico de violência, com a identificação de presidente e diretores, partindo para os inquéritos policiais por formação de quadrilhas e bandos. Ela cita medidas adotadas na Espanha para pedir que haja investimento para a compra e instalação de câmeras mais potentes nos estádios.
"Na Espanha, as câmeras dão uma visão panorâmica e podem aproximar, com zoom, o rosto de uma única pessoa, com extrema nitidez, de forma que haja facilidade de identificação, que se possa utilizar como prova, sem possibilidade de se contestar. Isso ainda não temos aqui. Lá, as câmeras ficam em uma sala em local que o público as vê, expostas, de forma que se iniba os indivíduos que pensem em alguma ação violenta. Aqui, há gente se drogando, cantando provocações, mas muitos se perdem na multidão."
3. Cadastro de torcedores (com ou sem carteirinha)
O sistema inglês, que cadastrou hooligans e obriga os mais violentos a se apresentar para serem detidos na delegacia durante os jogos ou por 24 horas, além de se impedir que viajem, não poderia ser aplicado aqui, de acordo com a delegada Margarette, por ser anticonstitucional. "Mas estamos fazendo, sim, um cadastro de pessoas com esse perfil já temos um início, com todos aqueles que se envolveram em ocorrências policiais registradas, que já deram algum problema. Para aprimorar esse cadastro, aguardamos verba do Senasp (a Secretaria Nacional de Segurança Pública)."
Já o promotor Paulo Castilho lamenta que tenha sido retirado do projeto do governo que tramita agora no Senado o cadastramento nacional dos torcedores. "Seria muito benéfico, porque também haveria um cartão para funcionar como um cartão de crédito na compra de ingressos, que passariam a ser virtuais, com identificação na entrada do torcedor, de forma visual ou mesmo digital. Acabaria com a falsificação e também com os cambistas, evitaria a possibilidade de evasão de rendas. Mas, acima de tudo, haveria controle efetivo, online, dos torcedores. E os bandidos não iriam aos jogos porque bandido não se cadastra. Não teria como adquirir o ingresso."
4. Identificar os líderes do bando violento
Muita gente, e há muito tempo, estuda comportamento das multidões, relacionado também às torcidas de futebol, como observa o psiquiatra forense Guido Palomba. A psicologia das massas vem ainda do século 19. "Lembramos do indivíduo bom, que é incapaz de cometer barbaridades, mas de repente se deixa levar pelos outros, por exemplo em casos de linchamento. Mas também é preciso ressaltar que se falamos em massa, existem líderes que podem já existir ou nascer ali na hora, na situação."
No caso das torcidas violentas do futebol, segue o professor, é fundamental identificar o líder. "É o insuflador, aquele a quem os outros seguem como um estouro de boiada, de maneira não totalmente consciente. É reconhecer esse líder e prender, como criminoso. Porque é um criminoso agressivo, destrutivo, às vezes beirando o homicida , do ponto de vista psicológico. Aliás, muitas vezes ele incita e sai, como forma de burlar a lei. Não se expõe, para escapar. É um malandro e um covarde, porque não está à frente."
5. Mudar estádios para isolar torcidas organizadas
Para Eduardo de Castro Mello, arquiteto especialista em construções esportivas desde 1970 e que será o responsável pela construção do estádio de Brasília para a Copa de 2014, é preciso preparar os estádios fisicamente para a separação dos torcedores organizados dos demais.
"Aqueles que participam de torcidas violentas não estão preocupados em assistir aos jogos. Eles querem ser o espetáculo, aparecer. Ficam de pé, não se sentam em cadeiras numeradas, puxam bandeiras por cima dos outros o que impede a visão de quem está lá para ver o jogo. Não dá certo misturar esses dois tipos de torcedores."
Assim, o arquiteto pensa que seja o caso de se reservar as áreas atrás dos gols, já com assentos retirados, para os torcedores "que querem ser o espetáculo, com bandeiras e coreografias", deixando espaços com visão melhor para torcedores interessados no jogo. "Facilitaria a entrada e saída das torcidas uniformizadas rivais, sob controle da polícia."
Com relação ao entorno dos estádios, onde muitas vezes surgem conflitos, Eduardo de Castro Mello lembra de absurdos como as duas rampas do Morumbi com 15 metros de largura que desembocam em uma calçada de 3. "Como sair de 15 para 3? O Maracanã tem o mesmo problema. A multidão vira um bolo, que se empurra para a rua, ainda mais propensa a brigas. É preciso espaços livres maiores, 12 a 15 metros de largura, para escoamento, para circulação".
6. Multas como punição
A partir da identificação de vândalos, a Espanha agora adota penas pecuniárias, conta a delegada Margarette Barreto, do Decradi. "As torcidas com os mais fanáticos, de camisetas, bandeiras, fica como confinada em uma determinada baia. Se flagrada uma ação violenta de um indivíduo em um jogo, uma bomba por exemplo, o indivíduo leva multa de 3 mil euros (que será tirada de seu salário assim que tiver um registro profissional), assim como a torcida e também o clube. Esse montante é revertido para um fundo de segurança."
7. Mobilização do governo e da sociedade
O promotor Paulo Castilho acredita que a formação de uma Comissão Nacional Anti-Violência, e de comissões estaduais nos mesmos moldes, com representantes das polícias, de juristas e dirigentes. "É preciso que todo mundo se mexa, que o Brasil todo se mexa. Precisamos mudar, inovar, pensar na possibilidade de leis estaduais, por exemplo, pensar na especialização da polícia, em aumentar o raio de ação dos tribunais do Gecrim, hoje limitados apenas ao entorno do estádio e com punições que no geral ficam na prestação de serviços, por causa da legislação falha e das penas brandas."
De toda forma, a delegada lembra que seria preciso uma cobrança de várias frentes. "A sociedade não lembra. Mas além da ação penal, é preciso acionar esses torcedores violentos na área civil. Se o delito é penal, cadeia; se é civil, quebrou, pagou. E ainda é preciso dizer que o nível de exclusão dessas pessoas é alto. E há muitos garotos de classe média, que também extravasam frustrações com a violência.
8. Estado mais presente
Alexandre Luccas, especialista em psicologia social e autor do livro Futebol e Torcidas: um Estudo Psicanalítico sobre o Vínculo Social, lembra que muitos dos torcedores violentos são marginalizados pela sociedade, estão na periferia do Estado. O trecho que sobra para participarem muitas vezes é nas torcidas. E também não resolve acabar com elas. Se a Gaviões reúne em sua quadra 4 a 5 mil jovens no fim de semana, e a maioria está lá para se divertir, não para partir para a violência. O que esses jovens irão fazer se não puderem ter esse espaço também? O Estado precisa estar presente nas periferias, com eventos esportivos, com atividades nas praças públicas, na educação... Precisa estar presente em todos esses aspectos, que estão abandonados, com jovens à margem do mundo. Fora a sensação de impunidade, que está no Brasil como um todo.
Autor dos livros Torcidas Organizadas do Futebol: Violência e Auto-Afirmação e Sociologia da Juventude: Futebol, Paixão, Sonho, Frustração, Violência, o sociólogo Carlos Alberto Máximo Pimenta lembra que a violência é maior que as torcidas é uma característica da sociedade contemporânea. E não há só a violência contra o outro, mas também a de identificação, para o indivíduo se sentir valorizado, como continua o professor.
O mundo, hoje, mostra uma cultura de força, de se colocar medo no outro. Somos nós e os outros: é para bater nele, se não fizer parte da turma. A sociedade contribui para isso, de todo modo. Por isso, adianta fazer jogo de uma torcida só? Claro que não! Porque as coisas não acontecem só dentro do estádio, mas ao redor dele. É mais uma questão de educação, de oportunidade de trabalho, de valorização da juventude, continua Carlos Pimenta.
Sábado, 13 de Junho de 2009
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009
O esforço pernambucano pela seleção brasileira
ter, 09/06/09
por alexandre abreu
http://colunas.globoesporte.com/conexaogontijo/2009/06/09/o-esforco-pernambucano-pela-selecao-brasileira/
Os torcedores que forem acompanhar o jogo Brasil e Paraguai vão encontrar um grande esforço do sociedade local. Todos os detalhes foram acertados em uma reunião, no Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por representantes de oito órgãos da Prefeitura do Recife e do Governo do Estado. A Federação Pernambucana de Futebol também esteve presente.
O papel de cada entidade na organização da partida entre Brasil e Paraguai foi discutido. Na chegada ao campo, o torcedor terá que passar por dois cinturões de policiamento. O primeiro a 300 metros do estádio e o segundo ao redor do Arruda. Para passar por essa segunda barreira dos policiais será necessário mostrar o ingresso. 670 homens vão fiscalizar e, se preciso, revistar os torcedores. Ao todo, 1,6 mil policiais farão a segurança, sendo 300 dentro do estádio.“Por volta de 15h do dia do jogo, nós estaremos lançando nosso destacamento precursor, que é o responsável pela vistoria que a gente faz no dia da partida, a divisão de torcida e a organização das entradas. Qualquer ocorrência será julgada na hora. Vão trabalhar dentro do clube três promotores, dois defensores públicos e dois juízes, além de quatro delegacias que serão instaladas dentro do Arruda: a do Consumidor, a de Furto de Veículos, a da Infância e da Adolescência e a do Torcedor”, afirma o promotor de Justiça Aguinaldo Fenelo.
por alexandre abreu
http://colunas.globoesporte.com/conexaogontijo/2009/06/09/o-esforco-pernambucano-pela-selecao-brasileira/
Os torcedores que forem acompanhar o jogo Brasil e Paraguai vão encontrar um grande esforço do sociedade local. Todos os detalhes foram acertados em uma reunião, no Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por representantes de oito órgãos da Prefeitura do Recife e do Governo do Estado. A Federação Pernambucana de Futebol também esteve presente.
O papel de cada entidade na organização da partida entre Brasil e Paraguai foi discutido. Na chegada ao campo, o torcedor terá que passar por dois cinturões de policiamento. O primeiro a 300 metros do estádio e o segundo ao redor do Arruda. Para passar por essa segunda barreira dos policiais será necessário mostrar o ingresso. 670 homens vão fiscalizar e, se preciso, revistar os torcedores. Ao todo, 1,6 mil policiais farão a segurança, sendo 300 dentro do estádio.“Por volta de 15h do dia do jogo, nós estaremos lançando nosso destacamento precursor, que é o responsável pela vistoria que a gente faz no dia da partida, a divisão de torcida e a organização das entradas. Qualquer ocorrência será julgada na hora. Vão trabalhar dentro do clube três promotores, dois defensores públicos e dois juízes, além de quatro delegacias que serão instaladas dentro do Arruda: a do Consumidor, a de Furto de Veículos, a da Infância e da Adolescência e a do Torcedor”, afirma o promotor de Justiça Aguinaldo Fenelo.
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Segunda-feira, 8 de Junho de 2009
A violência que alimenta
JUCA KFOURI
São Paulo, domingo, 07 de junho de 2009
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Como a inflação, a violência de torcida, se não fosse boa para alguns, teria acabado faz muito tempo
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O MINISTRO do Esporte, entre uma e outra festa para comemorar seu aniversário e lançar sua candidatura a deputado federal, diz que mais uma morte de torcedor em São Paulo não altera em nada a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
E não altera mesmo, ainda mais em se tratando de um pobre coitado, que não tinha nada que estar fazendo ali àquela hora.
O presidente da CBF, entre uma e outra solenidade com vistas exatamente à Copa de 2014, decreta que se a morte não foi dentro do estádio não é problema dele, é da polícia, embora, tempos atrás, tenha tentado se eximir, também, de sete mortos em Salvador, dentro da Fonte Nova, em outro campeonato organizado pela entidade que ele dirige.
E a PM paulista, junto à competente autoridade do Ministério Público, passa a defender jogos com uma torcida só.
Mas para um ônibus com corintianos no trajeto de mais de uma dezena de ônibus com vascaínos. Só pode ser por gosto, pois ninguém será capaz de convencer um observador isento que um ônibus, com mulheres dentro, prepare uma emboscada nem para outro ônibus, que dirá para mais de dez.
Esta coluna é mais radical na defesa da paz dos cemitérios: quer jogos sem torcida!
Já a Polícia Civil até hoje foi incapaz de achar os culpados do caso do gás, em Palestra Itália, e da fratura do braço do técnico do Palmeiras, no aeroporto de Congonhas, embora perca seu tempo com um bando de canastrões que se julga perseguido por este colunista.
É que a simulação de indignação com a morte de torcedores dá empregos e alimenta demagogias, ao mesmo tempo em que deixa nu o tamanho da incompetência, e do cinismo, de autoridades e cartolas. Porque se tem gente que se sustenta na exploração dos ditos torcedores organizados, é sempre bom não perder de vista que do outro lado a violência até elege deputados, capazes de iludir os incautos do me engana que eu gosto.
E lembrar, principalmente, que na origem de tudo está o que deveria preocupar um presidente de CBF, ou seja, o tratamento animalesco que se dá aos torcedores em todos, repita-se, em todos os estádios brasileiros. Com a óbvia contrapartida do comportamento animalesco dos torcedores, nas chamadas torcidas organizadas e nas numeradas das elites, basta lembrar episódios recentes com as equipes da CBN, no Pacaembu, da Sportv, na Vila Belmiro, e da ESPN Brasil, no Couto Pereira, em Curitiba.
O estádio de futebol e seus arredores viraram faixas de ódio, de covardia coletiva, de extravasamento da idiotia e do que de mais sombrio pulsa na alma humana, embora, registre-se, seja a minoria dos torcedores que assuma tal papel.
Ao contrário, todos os cartolas e autoridades brasileiros que algum dia trataram da questão (todos!) mostraram-se ou incompetentes ou conformados ou coniventes ou cúmplices, porque sustentam também essa minoria raivosa, belicista, irracional e facilmente identificável e isolada da sociedade.
Quando a inflação acabou no Brasil, logo se descobriu, com a falência de bancos, quem lucrava com ela.
No futebol é igual.
São Paulo, domingo, 07 de junho de 2009
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Como a inflação, a violência de torcida, se não fosse boa para alguns, teria acabado faz muito tempo
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O MINISTRO do Esporte, entre uma e outra festa para comemorar seu aniversário e lançar sua candidatura a deputado federal, diz que mais uma morte de torcedor em São Paulo não altera em nada a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
E não altera mesmo, ainda mais em se tratando de um pobre coitado, que não tinha nada que estar fazendo ali àquela hora.
O presidente da CBF, entre uma e outra solenidade com vistas exatamente à Copa de 2014, decreta que se a morte não foi dentro do estádio não é problema dele, é da polícia, embora, tempos atrás, tenha tentado se eximir, também, de sete mortos em Salvador, dentro da Fonte Nova, em outro campeonato organizado pela entidade que ele dirige.
E a PM paulista, junto à competente autoridade do Ministério Público, passa a defender jogos com uma torcida só.
Mas para um ônibus com corintianos no trajeto de mais de uma dezena de ônibus com vascaínos. Só pode ser por gosto, pois ninguém será capaz de convencer um observador isento que um ônibus, com mulheres dentro, prepare uma emboscada nem para outro ônibus, que dirá para mais de dez.
Esta coluna é mais radical na defesa da paz dos cemitérios: quer jogos sem torcida!
Já a Polícia Civil até hoje foi incapaz de achar os culpados do caso do gás, em Palestra Itália, e da fratura do braço do técnico do Palmeiras, no aeroporto de Congonhas, embora perca seu tempo com um bando de canastrões que se julga perseguido por este colunista.
É que a simulação de indignação com a morte de torcedores dá empregos e alimenta demagogias, ao mesmo tempo em que deixa nu o tamanho da incompetência, e do cinismo, de autoridades e cartolas. Porque se tem gente que se sustenta na exploração dos ditos torcedores organizados, é sempre bom não perder de vista que do outro lado a violência até elege deputados, capazes de iludir os incautos do me engana que eu gosto.
E lembrar, principalmente, que na origem de tudo está o que deveria preocupar um presidente de CBF, ou seja, o tratamento animalesco que se dá aos torcedores em todos, repita-se, em todos os estádios brasileiros. Com a óbvia contrapartida do comportamento animalesco dos torcedores, nas chamadas torcidas organizadas e nas numeradas das elites, basta lembrar episódios recentes com as equipes da CBN, no Pacaembu, da Sportv, na Vila Belmiro, e da ESPN Brasil, no Couto Pereira, em Curitiba.
O estádio de futebol e seus arredores viraram faixas de ódio, de covardia coletiva, de extravasamento da idiotia e do que de mais sombrio pulsa na alma humana, embora, registre-se, seja a minoria dos torcedores que assuma tal papel.
Ao contrário, todos os cartolas e autoridades brasileiros que algum dia trataram da questão (todos!) mostraram-se ou incompetentes ou conformados ou coniventes ou cúmplices, porque sustentam também essa minoria raivosa, belicista, irracional e facilmente identificável e isolada da sociedade.
Quando a inflação acabou no Brasil, logo se descobriu, com a falência de bancos, quem lucrava com ela.
No futebol é igual.
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São Paulo, domingo, 07 de junho de 2009
PARA SOCIÓLOGO, BRASIL DEVE SEGUIR EXEMPLO EUROPEU
A briga da última quarta-feira exemplifica "um fenômeno do final dos anos 90, que está sem controle", afirma o sociólogo Mauricio Murad. "As ações são ineficazes. A inteligência está do lado deles. Essas brigas podem ser mapeadas." Segundo ele, que viveu de 2000 a 2005 na Europa e integrou comissão da Uefa sobre controle da violência em estádios, o Brasil deve copiar experiências de sucesso. "Na Europa, a sociedade cobrou. Lá, não há impunidade, a Justiça age. Não acabaram com a violência, mas a mantiveram sob controle."
PARA SOCIÓLOGO, BRASIL DEVE SEGUIR EXEMPLO EUROPEU
A briga da última quarta-feira exemplifica "um fenômeno do final dos anos 90, que está sem controle", afirma o sociólogo Mauricio Murad. "As ações são ineficazes. A inteligência está do lado deles. Essas brigas podem ser mapeadas." Segundo ele, que viveu de 2000 a 2005 na Europa e integrou comissão da Uefa sobre controle da violência em estádios, o Brasil deve copiar experiências de sucesso. "Na Europa, a sociedade cobrou. Lá, não há impunidade, a Justiça age. Não acabaram com a violência, mas a mantiveram sob controle."
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Mortes no futebol dobram, diz estudo
São Paulo, domingo, 07 de junho de 2009
De 1999 a 2008, 42 foram mortos em conflitos dentro e fora de estádios, e violência se acentuou nos últimos dois anos
Para sociólogo, ligações das torcidas com o crime organizado e a expansão da internet colaboraram para aumento de conflitos
SÉRGIO RANGEL
DA SUCURSAL DO RIO
As mortes de torcedores de futebol envolvidos em conflitos a cada ano dobraram no Brasil em 2007 e 2008 em relação aos oito anos anteriores.
O resultado está em uma pesquisa coordenada pelo sociólogo Mauricio Murad, da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e da Universo (Universidade Salgado de Oliveira), um dos pioneiros no estudo da sociologia no futebol.
Para ele, elos com o crime organizado e a internet contribuíram para o recrudescimento da selvageria entre as torcidas.
O trabalho revela que, entre 1999 e 2008, a média foi de 4,2 mortes por ano, em um total de 42. Considerado o período entre 1999 e 2006, foram 28 mortos, média de 3,5 em cada ano.
Quando o intervalo analisado se restringe a 2007 e 2008, o índice salta para 7. Ou seja, nos últimos dois anos, o número médio de mortes foi o dobro dos oito anos anteriores.
O estudo levou em consideração mortes nos estádios, nos arredores das praças esportivas e em confrontos provocados por integrantes de organizadas, mesmo longe dos gramados.
""A pesquisa mostra que a violência entre os torcedores é crescente, preocupante e tem que ser contida", diz Murad.
A pesquisa foi realizada com base em notícias dos principais jornais de cada região do país.
Como o universo analisado foi até 2008, a última morte contabilizada é a do são-paulino Nilton César de Jesus, 26.
Ele foi baleado na nuca por um policial em 7 de dezembro, antes da partida decisiva do Brasileiro entre Goiás e São Paulo, em Brasília. Morreu quatro dias depois no Hospital de Base. O torcedor partiu de São Paulo numa caravana da organizada Dragões da Real.
Portanto a morte do torcedor corintiano na noite da última quarta, em confronto com seguidores do Vasco, não entrou no trabalho acadêmico. Em 2009, em pouco mais de seis meses, já houve três casos de óbitos relacionados ao futebol.
Murad acredita que o aumento das mortes nos estádios tem ligação com o envolvimentos de integrantes de organizadas com o crime organizado e a expansão da internet. No Maracanã, por exemplo, são comuns brigas entre torcedores do mesmo clube por causa da ligação de membros de organizadas com facções criminosas.
Nos últimos anos, dezenas de brigas ainda foram agendadas por sites de relacionamentos.
Numa delas, Germano Soares da Silva, 44, morreu cinco dias depois de ser espancado por integrantes de uniformizadas do Botafogo e Vasco no centro do Rio, após um jogo de basquete, em novembro de 2007. Silva era um dos fundadores da Jovem Fla, uma das organizadas mais violentas da cidade.
""Foi um horror e mostrou a brutalidade das torcidas de futebol, que aproveitaram uma partida de basquete para arrumar briga sem tanta repressão. O conflito foi marcado pela internet, e a polícia não fez nada para conter", afirma Murad.
As cenas de violência assustaram os cariocas, mas ninguém foi preso. Na época, 31 jovens, quase todos de classe média, foram indiciados por formação de quadrilha, homicídios e corrupção de menores.
""A grande questão é conter esses vândalos, que são minorias dentro das organizadas. Para isso, basta ter vontade política e usar com inteligência os órgãos de repressão, prevenção e reeducação", sugere Murad, que acredita que a Copa do Mundo no Brasil em 2014 ajudará no combate à violência.
De 1999 a 2008, 42 foram mortos em conflitos dentro e fora de estádios, e violência se acentuou nos últimos dois anos
Para sociólogo, ligações das torcidas com o crime organizado e a expansão da internet colaboraram para aumento de conflitos
SÉRGIO RANGEL
DA SUCURSAL DO RIO
As mortes de torcedores de futebol envolvidos em conflitos a cada ano dobraram no Brasil em 2007 e 2008 em relação aos oito anos anteriores.
O resultado está em uma pesquisa coordenada pelo sociólogo Mauricio Murad, da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e da Universo (Universidade Salgado de Oliveira), um dos pioneiros no estudo da sociologia no futebol.
Para ele, elos com o crime organizado e a internet contribuíram para o recrudescimento da selvageria entre as torcidas.
O trabalho revela que, entre 1999 e 2008, a média foi de 4,2 mortes por ano, em um total de 42. Considerado o período entre 1999 e 2006, foram 28 mortos, média de 3,5 em cada ano.
Quando o intervalo analisado se restringe a 2007 e 2008, o índice salta para 7. Ou seja, nos últimos dois anos, o número médio de mortes foi o dobro dos oito anos anteriores.
O estudo levou em consideração mortes nos estádios, nos arredores das praças esportivas e em confrontos provocados por integrantes de organizadas, mesmo longe dos gramados.
""A pesquisa mostra que a violência entre os torcedores é crescente, preocupante e tem que ser contida", diz Murad.
A pesquisa foi realizada com base em notícias dos principais jornais de cada região do país.
Como o universo analisado foi até 2008, a última morte contabilizada é a do são-paulino Nilton César de Jesus, 26.
Ele foi baleado na nuca por um policial em 7 de dezembro, antes da partida decisiva do Brasileiro entre Goiás e São Paulo, em Brasília. Morreu quatro dias depois no Hospital de Base. O torcedor partiu de São Paulo numa caravana da organizada Dragões da Real.
Portanto a morte do torcedor corintiano na noite da última quarta, em confronto com seguidores do Vasco, não entrou no trabalho acadêmico. Em 2009, em pouco mais de seis meses, já houve três casos de óbitos relacionados ao futebol.
Murad acredita que o aumento das mortes nos estádios tem ligação com o envolvimentos de integrantes de organizadas com o crime organizado e a expansão da internet. No Maracanã, por exemplo, são comuns brigas entre torcedores do mesmo clube por causa da ligação de membros de organizadas com facções criminosas.
Nos últimos anos, dezenas de brigas ainda foram agendadas por sites de relacionamentos.
Numa delas, Germano Soares da Silva, 44, morreu cinco dias depois de ser espancado por integrantes de uniformizadas do Botafogo e Vasco no centro do Rio, após um jogo de basquete, em novembro de 2007. Silva era um dos fundadores da Jovem Fla, uma das organizadas mais violentas da cidade.
""Foi um horror e mostrou a brutalidade das torcidas de futebol, que aproveitaram uma partida de basquete para arrumar briga sem tanta repressão. O conflito foi marcado pela internet, e a polícia não fez nada para conter", afirma Murad.
As cenas de violência assustaram os cariocas, mas ninguém foi preso. Na época, 31 jovens, quase todos de classe média, foram indiciados por formação de quadrilha, homicídios e corrupção de menores.
""A grande questão é conter esses vândalos, que são minorias dentro das organizadas. Para isso, basta ter vontade política e usar com inteligência os órgãos de repressão, prevenção e reeducação", sugere Murad, que acredita que a Copa do Mundo no Brasil em 2014 ajudará no combate à violência.
Túmulo do futebol
XICO SÁ
São Paulo, sexta-feira, 05 de junho de 2009
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De tanto proibir, São Paulo proibiu o torcedor de ir ao estádio, que se tornou uma praça dos vândalos
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AMIGO TORCEDOR , amigo secador, é triste, mas São Paulo, terra de muito samba, choro e rock'n'roll, está virando o túmulo do futebol. Foi a primeira a proibir cerveja, depois proibiu batucada, bandeiras... E, de tanto proibir, fez dos clássicos os incríveis jogos de uma só torcida. Palmas!
O pior: tantas proibições só proibiram a alegria, a prova dos noves do velho Oswald, o maior colunista de esportes da história paulistana (vide o jornal "O Homem do Povo"), e nada de proibir a dita cuja, a violência, essa dama bruta que toca o terror e sempre aparece travestida de velha da foice.
Proibir, aliás, é a única moral dos mandatários dos nossos tempos.
Quem não faz vai lá e proíbe, é bem mais fácil, sempre em nome das melhores das intenções e da cartilha do politicamente correto. Sim, a violência nos estádios e nos arredores não é monopólio de São Paulo, mas aqui o pânico tem sido frequente, como a emboscada, o pavor e a morte na noite gelada de anteontem.
De tanto proibir, proibiram o torcedor de ir a campo. Eles conseguiram. A praça é dos vândalos como o céu é do monóxido de carbono. Resta esperar o fim da novela mais chata do planeta, sentar a bunda no sofazão e ver o jogo pelos olhos das câmeras da TV, que manda nessa joça. Pelo menos uma boa lição disso tudo aprendemos: proibir não é o caminho, não adianta, talvez o segredo esteja no seu contrário. Em liberar geral, como na mais sensata, e ainda utópica, política antidrogas.
Vigiar e punir, essa obsessão barata, nunca foi o truque, só provocou mais desgraças mundo afora.
São Paulo, sexta-feira, 05 de junho de 2009
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De tanto proibir, São Paulo proibiu o torcedor de ir ao estádio, que se tornou uma praça dos vândalos
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AMIGO TORCEDOR , amigo secador, é triste, mas São Paulo, terra de muito samba, choro e rock'n'roll, está virando o túmulo do futebol. Foi a primeira a proibir cerveja, depois proibiu batucada, bandeiras... E, de tanto proibir, fez dos clássicos os incríveis jogos de uma só torcida. Palmas!
O pior: tantas proibições só proibiram a alegria, a prova dos noves do velho Oswald, o maior colunista de esportes da história paulistana (vide o jornal "O Homem do Povo"), e nada de proibir a dita cuja, a violência, essa dama bruta que toca o terror e sempre aparece travestida de velha da foice.
Proibir, aliás, é a única moral dos mandatários dos nossos tempos.
Quem não faz vai lá e proíbe, é bem mais fácil, sempre em nome das melhores das intenções e da cartilha do politicamente correto. Sim, a violência nos estádios e nos arredores não é monopólio de São Paulo, mas aqui o pânico tem sido frequente, como a emboscada, o pavor e a morte na noite gelada de anteontem.
De tanto proibir, proibiram o torcedor de ir a campo. Eles conseguiram. A praça é dos vândalos como o céu é do monóxido de carbono. Resta esperar o fim da novela mais chata do planeta, sentar a bunda no sofazão e ver o jogo pelos olhos das câmeras da TV, que manda nessa joça. Pelo menos uma boa lição disso tudo aprendemos: proibir não é o caminho, não adianta, talvez o segredo esteja no seu contrário. Em liberar geral, como na mais sensata, e ainda utópica, política antidrogas.
Vigiar e punir, essa obsessão barata, nunca foi o truque, só provocou mais desgraças mundo afora.
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Segurança
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Pôncio Pilatos é o novo presidente da CBF
05/06/2009
http://blogdojuca.blog.uol.com.br/arch2009-05-31_2009-06-06.html
Ricardo Teixeira lavou as mãos.
Ao saber da morte de mais um torcedor em São Paulo, perguntou:"Foi dentro do estádio?".
Ao ouvir a resposta negativa, pontificou:
"É o que eu sempre tenho dito em entrevistas. Tudo o que acontece fora do campo é caso de polícia. O problema é que se relaciona a violência ao fato de ter acontecido em um jogo. Certamente em várias cidades aconteceram vários casos de violência que não têm nada a ver com futebol. É um problema exclusivamente de polícia e de punição".
E mais não disse nem lhe foi perguntado, porque não precisava.
O maior cartola do futebol brasileiro, o chefe do comitê organizador da Copa do Mundo no Brasil, fecha os olhos para mais uma morte, para o ônibus incendiado da torcida do Vasco, porque nada é problema dele.
E os torcedores, tratados feito animais, continuam a se comportar feito animais.
O que faz alguém acreditar que em 2014 será diferente?
http://blogdojuca.blog.uol.com.br/arch2009-05-31_2009-06-06.html
Ricardo Teixeira lavou as mãos.
Ao saber da morte de mais um torcedor em São Paulo, perguntou:"Foi dentro do estádio?".
Ao ouvir a resposta negativa, pontificou:
"É o que eu sempre tenho dito em entrevistas. Tudo o que acontece fora do campo é caso de polícia. O problema é que se relaciona a violência ao fato de ter acontecido em um jogo. Certamente em várias cidades aconteceram vários casos de violência que não têm nada a ver com futebol. É um problema exclusivamente de polícia e de punição".
E mais não disse nem lhe foi perguntado, porque não precisava.
O maior cartola do futebol brasileiro, o chefe do comitê organizador da Copa do Mundo no Brasil, fecha os olhos para mais uma morte, para o ônibus incendiado da torcida do Vasco, porque nada é problema dele.
E os torcedores, tratados feito animais, continuam a se comportar feito animais.
O que faz alguém acreditar que em 2014 será diferente?
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Terça-feira, 2 de Junho de 2009
Dossiê Copa 2014
UOL: http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/
ESPN: http://espnbrasil.terra.com.br/copadomundo/noticia/53170_FIFA+CONFIRMA+SEDES+DE+2014
Cidade Investimento previsto Principais obras
http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ranking-investimentos.jhtm
1º
Rio de Janeiro-RJ
R$ 10 bi
Reforma do aeroporto Tom Jobim
Reurbanização da zona portuária
Limpeza da Baía da Guanabara
Ampliação dos projetos sociais em comunidade
1º
São Paulo-SP
R$ 10 bi
Construção de duas novas linhas de metrô
Término do Rodoanel
Construção da perimetral sul – avenida ligando a João Dias ao Morumbi
Construção de linha férrea de Cumbica à estação da Luz
3º
Fortaleza-CE
R$ 9,2 bi
Bioparque de Fortaleza
Revitalização de bairros próximos ao Castelão
Construção do metrô de Fortaleza
Construção do Centro Olímpico do Castelão
4º
Manaus-AM
R$ 6 bi
Construção de novas ruas e avenidas
Ampliação do efetivo da polícia militar
Melhorias no entorno do Estádio Vivaldo Lima
Construção de metrô de superfície ou similar
5º
Cuiabá-MT
R$ 5 bi
Construção do novo estádio
Implantação do novo terminal aeroportuário
50 obras para melhoria do transporte/trânsito
Investimentos no metrô de superfície
6º
Curitiba-PR
R$ 4,5 bi
Primeira linha do metrô de Curitiba
Melhorias e ampliação no aeroporto
Obras de integração metropolitana
Melhorias na acessibilidade da cidade
7º
Brasília-DF
R$ 2 bi
VLT ligando aeroporto ao estádio
Construção da linha 2 do metrô
Ampliação do terminal de passageiros do aeroporto
Instalação de internet wireless em toda cidade
8º
Natal-RN
R$ 1,7 bi
Auto-suficiência energética até 2010
Melhoria da acessibilidade para pedestres
Construção de novo aeroporto internacional
Investimento em armamento, viaturas e contratação de pessoal
9º
Salvador-BA
R$1,5 bi
Conclusão do Complexo Viário 2 de Julho
Via Expressa Baía de Todos os Santos
Ampliação da segunda pista do Aeroporto
Duplicação do Porto de Salvador
9º
Recife-PE
R$ 1,5 bi
Implantação de parque público na margem do Capibaribe
Arborização planejada
Integração entre os meios de transporte de massa e individuais
Sistema integrado de segurança
-
B. Horizonte-MG
n/d
Metrô ligando a região central ao Mineirão
Reforma das redes hospitalar e hoteleira
Obras nos aeroportos que conectam a cidade
Modernização do Estádio Independência
-
Porto Alegre-RS
n/d
Ampliação da capacidade nos aeroportos
Duplicação da via conhecida como "Avenida Beira-Rio"
Ampliação da estrutura hoteleira
Construção de linha
Total: R$ 51,4 bi
ESPN: http://espnbrasil.terra.com.br/copadomundo/noticia/53170_FIFA+CONFIRMA+SEDES+DE+2014
Cidade Investimento previsto Principais obras
http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ranking-investimentos.jhtm
1º
Rio de Janeiro-RJ
R$ 10 bi
Reforma do aeroporto Tom Jobim
Reurbanização da zona portuária
Limpeza da Baía da Guanabara
Ampliação dos projetos sociais em comunidade
1º
São Paulo-SP
R$ 10 bi
Construção de duas novas linhas de metrô
Término do Rodoanel
Construção da perimetral sul – avenida ligando a João Dias ao Morumbi
Construção de linha férrea de Cumbica à estação da Luz
3º
Fortaleza-CE
R$ 9,2 bi
Bioparque de Fortaleza
Revitalização de bairros próximos ao Castelão
Construção do metrô de Fortaleza
Construção do Centro Olímpico do Castelão
4º
Manaus-AM
R$ 6 bi
Construção de novas ruas e avenidas
Ampliação do efetivo da polícia militar
Melhorias no entorno do Estádio Vivaldo Lima
Construção de metrô de superfície ou similar
5º
Cuiabá-MT
R$ 5 bi
Construção do novo estádio
Implantação do novo terminal aeroportuário
50 obras para melhoria do transporte/trânsito
Investimentos no metrô de superfície
6º
Curitiba-PR
R$ 4,5 bi
Primeira linha do metrô de Curitiba
Melhorias e ampliação no aeroporto
Obras de integração metropolitana
Melhorias na acessibilidade da cidade
7º
Brasília-DF
R$ 2 bi
VLT ligando aeroporto ao estádio
Construção da linha 2 do metrô
Ampliação do terminal de passageiros do aeroporto
Instalação de internet wireless em toda cidade
8º
Natal-RN
R$ 1,7 bi
Auto-suficiência energética até 2010
Melhoria da acessibilidade para pedestres
Construção de novo aeroporto internacional
Investimento em armamento, viaturas e contratação de pessoal
9º
Salvador-BA
R$1,5 bi
Conclusão do Complexo Viário 2 de Julho
Via Expressa Baía de Todos os Santos
Ampliação da segunda pista do Aeroporto
Duplicação do Porto de Salvador
9º
Recife-PE
R$ 1,5 bi
Implantação de parque público na margem do Capibaribe
Arborização planejada
Integração entre os meios de transporte de massa e individuais
Sistema integrado de segurança
-
B. Horizonte-MG
n/d
Metrô ligando a região central ao Mineirão
Reforma das redes hospitalar e hoteleira
Obras nos aeroportos que conectam a cidade
Modernização do Estádio Independência
-
Porto Alegre-RS
n/d
Ampliação da capacidade nos aeroportos
Duplicação da via conhecida como "Avenida Beira-Rio"
Ampliação da estrutura hoteleira
Construção de linha
Total: R$ 51,4 bi
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Copa 2014
Domingo, 31 de Maio de 2009
Sem surpresas, Fifa anuncia sedes da Copa do Mundo de 2014
31/05/2009 - 15h36
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2009/05/31/ult59u198679.jhtm
Thales Calipo, Em Nassau (Bahamas)
O mistério chegou ao fim. Após 19 meses da escolha do Brasil como palco da Copa do Mundo de 2014, a Fifa divulgou, neste domingo, em Nassau, nas Bahamas, o nome das 12 sedes do Mundial. Sem muitas surpresas, foram confirmadas Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).
Dessa forma, das 17 candidatas que estavam na disputa, ficaram fora as cidades de Belém (PA), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), Goiânia (GO) e Rio Branco (AC).
Passada a euforia e a festa pela confirmação do anúncio, as cidades escolhidas terão um cronograma curto para se adequarem às exigências de uma Copa do Mundo. Todos os estádios que foram indicados, por exemplo, precisarão ser reformados ou ainda totalmente construídos. A expectativa é que as novas arenas estejam prontas até o fim de 2012, possibilitando a utilização na Copa das Confederações, em 2013.
Após o anúncio, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, voltou a reafirmar a necessidade de serem cumpridos os prazos. "As cidades escolhidas terão apenas o começo do trabalho, que exige organização, cumprimento de prazos, respeito aos padrões da Fifa e credibilidade. Tenho convicção que as 12 cidades têm noção de sua responsabilidade", explicou.
O grande objetivo de todas as cidades é atrair o dinheiro da iniciativa privada para viabilizar suas novas arenas e também a ampliação da rede hoteleira. Mesmo com as promessas antes do anúncio, poucas sedes devem conseguir estes investimentos, restando aos governos estaduais a tarefa, em muitos casos, de bancar as praças esportivas.
Por outro lado, o governo federal arcará com as obras de infraestrutura. Para isso, deve ser anunciado nos próximos dias um Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) exclusivamente para a Copa do Mundo de 2014.
Além de deixar todas as cidades em condições de receber o Mundial, o desafio é não repetir o que aconteceu nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, quando os gastos finais foram muito maiores do que a projeção inicial, obrigando o governo federal a gastar mais dinheiro do que o esperado para salvar o evento.
Ao mesmo tempo, a Fifa garantiu que não deixará as cidades preteridas no processo de seleção sem eventos ligados à Copa do Mundo. "Essas cidades que não foram escolhidas como sede, terão eventos ligados ao evento. Não podemos jogar em todas as cidades, mas faremos o possível para que todas as regiões possam receber atividades da Fifa", destacou Joseph Blatter.
SAIBA TUDO DE CADA SEDE
Belo Horizonte
Brasília
Cuiabá
Curitiba
Fortaleza
Manaus
Natal
Porto Alegre
Recife
Rio de Janeiro
Salvador
São Paulo
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2009/05/31/ult59u198679.jhtm
Thales Calipo, Em Nassau (Bahamas)
O mistério chegou ao fim. Após 19 meses da escolha do Brasil como palco da Copa do Mundo de 2014, a Fifa divulgou, neste domingo, em Nassau, nas Bahamas, o nome das 12 sedes do Mundial. Sem muitas surpresas, foram confirmadas Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).
Dessa forma, das 17 candidatas que estavam na disputa, ficaram fora as cidades de Belém (PA), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), Goiânia (GO) e Rio Branco (AC).
Passada a euforia e a festa pela confirmação do anúncio, as cidades escolhidas terão um cronograma curto para se adequarem às exigências de uma Copa do Mundo. Todos os estádios que foram indicados, por exemplo, precisarão ser reformados ou ainda totalmente construídos. A expectativa é que as novas arenas estejam prontas até o fim de 2012, possibilitando a utilização na Copa das Confederações, em 2013.
Após o anúncio, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, voltou a reafirmar a necessidade de serem cumpridos os prazos. "As cidades escolhidas terão apenas o começo do trabalho, que exige organização, cumprimento de prazos, respeito aos padrões da Fifa e credibilidade. Tenho convicção que as 12 cidades têm noção de sua responsabilidade", explicou.
O grande objetivo de todas as cidades é atrair o dinheiro da iniciativa privada para viabilizar suas novas arenas e também a ampliação da rede hoteleira. Mesmo com as promessas antes do anúncio, poucas sedes devem conseguir estes investimentos, restando aos governos estaduais a tarefa, em muitos casos, de bancar as praças esportivas.
Por outro lado, o governo federal arcará com as obras de infraestrutura. Para isso, deve ser anunciado nos próximos dias um Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) exclusivamente para a Copa do Mundo de 2014.
Além de deixar todas as cidades em condições de receber o Mundial, o desafio é não repetir o que aconteceu nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, quando os gastos finais foram muito maiores do que a projeção inicial, obrigando o governo federal a gastar mais dinheiro do que o esperado para salvar o evento.
Ao mesmo tempo, a Fifa garantiu que não deixará as cidades preteridas no processo de seleção sem eventos ligados à Copa do Mundo. "Essas cidades que não foram escolhidas como sede, terão eventos ligados ao evento. Não podemos jogar em todas as cidades, mas faremos o possível para que todas as regiões possam receber atividades da Fifa", destacou Joseph Blatter.
SAIBA TUDO DE CADA SEDE
Belo Horizonte
Brasília
Cuiabá
Curitiba
Fortaleza
Manaus
Natal
Porto Alegre
Recife
Rio de Janeiro
Salvador
São Paulo
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Copa 2014
Após tempo perdido, definição das sedes vira 'marco zero' para Copa-2014
31/05/2009 - 07h00
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2009/05/31/ult59u198662.jhtm
Thales Calipo, Em Nassau (Bahamas)
Quando o Brasil foi oficializado como palco da Copa do Mundo de 2014, em outubro de 2007, o país contava com pouco menos de sete anos para se adequar aos padrões exigidos para receber a competição. Neste domingo, 19 meses depois, os brasileiros terão o 'marco zero' do Mundial, com o anúncio das 12 sedes, e já preparam uma corrida para recuperar o tempo desperdiçado.
Estão na disputa as cidades de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Independentemente do resultado, que será anunciado em Nassau, nas Bahamas, por volta das 15h30 (horário de Brasília), o tempo é curto e a lista de obrigações é longa.
Com a demora para a análise das 17 candidatas por parte da Fifa, a maioria dos projetos permanece apenas no papel. Assim, projeções de custo no médio e longo prazo, a essa altura, acabam se tornando meros chutes das postulantes.
Dessa forma, quando as definições concretas forem realmente tomadas, o cenário não será dos mais animadores. Para começar, todos os estádios que receberão partidas oficiais serão reformados ou construídos totalmente, como já afirmou, por diversas vezes, o presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, Ricardo Teixeira.
O problema é quem vai ficar com essa conta. Na teoria, estádios particulares, como o Beira-Rio, do Internacional, ou o Morumbi, do São Paulo, deverão ser adequados apenas com dinheiro angariados pelos clubes. As cidades que não contam com esse modelo falam em parcerias com a iniciativa privada, mesmo que os investidores ainda acenem timidamente para essa possibilidade. Como o governo federal afirmou que não colocará dinheiro em arenas, a salvação para muitos será a ajuda estadual.
"O nosso estado já tem um orçamento aprovado de R$ 4,7 bilhões até 2014, e nele está incluído a reforma do estádio, caso não consigamos fechar uma parceria", afirma Ariovaldo Malizia, membro do grupo-tarefa de Manaus criado para a Copa. A capital amazonense tem um projeto de modernização do Vivaldão orçado em R$ 600 milhões, o mais caro entre as postulantes.
O Planalto, no entanto, não ficará fora da gastança. Assim como aconteceu no Pan, quando o governo federal teve de arcar com mais de 50% da conta final, a Copa do Mundo não deve ser diferente. Somente nos aeroportos, por exemplo, a Infraero poderá injetar até R$ 5 bilhões para duplicações de pistas, ampliações de terminais de passageiros, e outras obras necessárias para evitar um novo "apagão aéreo", desta vez aos olhos da opinião pública mundial.
Para o setor de infraestrutura, o governo federal pretende anunciar ainda em junho um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) exclusivo para as cidades envolvidas com a Copa do Mundo de 2014. A medida, no entanto, também não é garantia de que as sedes estarão totalmente aptas para o Mundial, já que, segundo levantamento da ONG Contas Abertas, apenas 3% das obras previstas pelo PAC "original" foram concluídas em dois anos.
Mesmo que todas as reformas e construções previstas sejam concretizadas, resta outro problema, desta vez para todas as esferas públicas: a elevação das estimativas iniciais de gastos. Como os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, ensinaram, nem sempre o que é somado no começo do processo termina da mesma forma.
Para evitar isso, as vencedoras na escolha deste domingo farão uma reunião em Brasília nas próximas semanas para deixar claro quanto cada uma das esferas públicas irá gastar para, desta forma, deixar os imprevistos apenas para os gramados da Copa do Mundo.
"O Pan foi uma lição para nós. O governo federal assumiu contas que não eram dele e isso não acontecerá com a Copa de 2014. Vamos exigir matriz de responsabilidade de cidades e estados que querem receber jogos da competição", costuma repetir o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr.
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2009/05/31/ult59u198662.jhtm
Thales Calipo, Em Nassau (Bahamas)
Quando o Brasil foi oficializado como palco da Copa do Mundo de 2014, em outubro de 2007, o país contava com pouco menos de sete anos para se adequar aos padrões exigidos para receber a competição. Neste domingo, 19 meses depois, os brasileiros terão o 'marco zero' do Mundial, com o anúncio das 12 sedes, e já preparam uma corrida para recuperar o tempo desperdiçado.
Estão na disputa as cidades de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Independentemente do resultado, que será anunciado em Nassau, nas Bahamas, por volta das 15h30 (horário de Brasília), o tempo é curto e a lista de obrigações é longa.
Com a demora para a análise das 17 candidatas por parte da Fifa, a maioria dos projetos permanece apenas no papel. Assim, projeções de custo no médio e longo prazo, a essa altura, acabam se tornando meros chutes das postulantes.
Dessa forma, quando as definições concretas forem realmente tomadas, o cenário não será dos mais animadores. Para começar, todos os estádios que receberão partidas oficiais serão reformados ou construídos totalmente, como já afirmou, por diversas vezes, o presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, Ricardo Teixeira.
O problema é quem vai ficar com essa conta. Na teoria, estádios particulares, como o Beira-Rio, do Internacional, ou o Morumbi, do São Paulo, deverão ser adequados apenas com dinheiro angariados pelos clubes. As cidades que não contam com esse modelo falam em parcerias com a iniciativa privada, mesmo que os investidores ainda acenem timidamente para essa possibilidade. Como o governo federal afirmou que não colocará dinheiro em arenas, a salvação para muitos será a ajuda estadual.
"O nosso estado já tem um orçamento aprovado de R$ 4,7 bilhões até 2014, e nele está incluído a reforma do estádio, caso não consigamos fechar uma parceria", afirma Ariovaldo Malizia, membro do grupo-tarefa de Manaus criado para a Copa. A capital amazonense tem um projeto de modernização do Vivaldão orçado em R$ 600 milhões, o mais caro entre as postulantes.
O Planalto, no entanto, não ficará fora da gastança. Assim como aconteceu no Pan, quando o governo federal teve de arcar com mais de 50% da conta final, a Copa do Mundo não deve ser diferente. Somente nos aeroportos, por exemplo, a Infraero poderá injetar até R$ 5 bilhões para duplicações de pistas, ampliações de terminais de passageiros, e outras obras necessárias para evitar um novo "apagão aéreo", desta vez aos olhos da opinião pública mundial.
Para o setor de infraestrutura, o governo federal pretende anunciar ainda em junho um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) exclusivo para as cidades envolvidas com a Copa do Mundo de 2014. A medida, no entanto, também não é garantia de que as sedes estarão totalmente aptas para o Mundial, já que, segundo levantamento da ONG Contas Abertas, apenas 3% das obras previstas pelo PAC "original" foram concluídas em dois anos.
Mesmo que todas as reformas e construções previstas sejam concretizadas, resta outro problema, desta vez para todas as esferas públicas: a elevação das estimativas iniciais de gastos. Como os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, ensinaram, nem sempre o que é somado no começo do processo termina da mesma forma.
Para evitar isso, as vencedoras na escolha deste domingo farão uma reunião em Brasília nas próximas semanas para deixar claro quanto cada uma das esferas públicas irá gastar para, desta forma, deixar os imprevistos apenas para os gramados da Copa do Mundo.
"O Pan foi uma lição para nós. O governo federal assumiu contas que não eram dele e isso não acontecerá com a Copa de 2014. Vamos exigir matriz de responsabilidade de cidades e estados que querem receber jogos da competição", costuma repetir o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr.
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro. A cidade ganha um presente ou um abacaxi?
http://msn.lancenet.com.br/maisesportes/noticias/09-05-02/537812.stm?olimpiada-comite-social-questiona-legado-dos-jogos-de-2016
Entre os dia 27 de abril e 1 de Maio membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) visitaram o Rio de Janeiro para examinar as condições da cidade, com vistas as Olimpíadas de 2016. Com a exceção das instalações esportivas, os critérios do COI - transporte, saúde, educação, meio ambiente e segurança – fazem parte do cotidiano do cidadão, que vota para que esses direitos sociais sejam garantidos.
Passado o ritual eleitoral o que percebemos infelizmente é a conversão do cidadão em um grande espectador da política; alguém que assiste passivamente as decisões pessoais de governantes e de grupos econômicos privados serem tomadas e justificadas como de interesse público. Neste sentido, a realização de uma Olimpíada na cidade é de interesse de todos? Atende a que prioridades? Serão feitas remoções forçadas? Os investimentos em saúde serão somente para os atletas? De que forma a realização de um evento que dura um mês pode trazer benefícios de longo prazo para a população?
Esses questionamentos têm sido marginalizados como se qualquer crítica ao projeto Olímpico de 2016 fosse exemplo de uma oposição antipatriota. O endosso midiático de artistas e atletas, a divertida roda gigante e o poder simbólico do esporte no “país do futebol” reforçam apenas um clima de oba-oba, permitindo que qualquer ação feita em nome das Olimpíadas e de preservar a “imagem do país lá fora” se autojustifiquem. Se de fato a população apóia a realização do evento como uma grande oportunidade para a revitalização urbana e social do Rio de Janeiro, ele só será um sucesso se os seus proponentes lidarem de forma aberta com as prioridades sociais e o compromisso de deixar um legado amplo para a cidade.
Infelizmente a experiência dos Jogos Panamericanos 2007 esteve muito longe de atender essas expectativas. Os canais de participação social e democrática foram nulos. Nenhuma grande obra de infraestrutura urbana prometida foi realizada. A Agenda Social do PAN ,que previa investimentos importantes para a população carente até 2012 no município foi esquecida. As poucas instalações esportivas construídas encontram-se fechadas para uso público, subutilizadas ou foram privatizadas, sendo que todas necessitam de amplas reformas se vierem a abrigar os Jogos Olímpicos. Ações arbitrárias na Marina da Glória, no Estádio de Remo da Lagoa e de remoção de comunidades na Zona Oeste tiveram que ser impedidas na justiça e como parte da resistência da sociedade civil.
É longa a lista de erros de concepção, planejamento e irregularidades que fizeram pular a previsão inicial de 400 milhões para um gasto final de mais de 3,6 bilhões de reais na realização do Pan/2007. Algumas dessas questões foram apontadas de antemão por organizações sociais reunidas em torno do Comitê Social do Pan desde 2005. Apesar desses problemas e sua necessária investigação a experiência do Pan/2007 não deve ser esquecida.
Os 30 bilhões de reais inicialmente previstos pelo projeto Olímpico equivalem ao gasto de quase 8 jogos Pan-Americanos. São gastos de dinheiro público e tendo em vista os erros passados é fundamental que o planejamento dos jogos contemple desde já a participação da sociedade civil, das comunidades locais e dos órgãos fiscalizadores em seu processo de tomada de decisão. Os discursos em torno do legado social presentes na candidatura devem se traduzir em políticas efetivas – de investimentos sociais e de lazer em comunidades carentes; de melhorias amplas no transporte público; de usufruto público e esportivo das instalações construídas, e que essas não tragam prejuízos ao cidadão, em especial à população residente no entorno das intervenções urbanas.
No dia 2 de outubro os membros do COI decidirão entre Chicago, Madri, Tóquio ou o Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016. Se o Rio for escolhido os desafios são enormes. Não desejamos repetir os onerosos erros do Pan/2007 e os elefantes brancos das últimas Olimpíadas. O fantástico Estádio Olímpico de Pequim jaz silencioso com a previsão de um único evento para este ano. Atenas ainda hoje amarga seus gastos realizados em 2004. Não desejamos e nem podemos arcar com tamanho desperdício, considerando as imensas demandas de investimento e melhoria na infraestrutura e serviços de nossa cidade.
O “Comitê Social do Pan” reivindica a realização das Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro com base nesses princípios. Convocamos indivíduos e organizações sociais a somarem esforços na construção coletiva de um projeto olímpico verdadeiramente cidadão, democrático e participativo.
Rio, abril de 2009.
_______________________________________________________________________
COMITÊ SOCIAL DO PAN – Mega Eventos Esportivos
Criado em abril de 2005, o “Comitê Social do Pan” é fruto da articulação entre o Fórum Popular do Orçamento (FPO), o Fórum Popular do Plano Diretor do Rio de Janeiro, organizações sociais e de moradores afetados pelas obras e pesquisadores do esporte. O Comitê realiza até hoje reuniões periódicas com o objetivo de acompanhar os projetos e o legado do PAN 2007 e de Mega Eventos Esportivos previstos para o Rio: como os Jogos Mundiais Militares em 2011, as Olimpíadas 2016 e a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
Contatos: Site: http://br.geocities.com/fporj/ Email: fporiodejaneiro@gmail.com
Entre os dia 27 de abril e 1 de Maio membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) visitaram o Rio de Janeiro para examinar as condições da cidade, com vistas as Olimpíadas de 2016. Com a exceção das instalações esportivas, os critérios do COI - transporte, saúde, educação, meio ambiente e segurança – fazem parte do cotidiano do cidadão, que vota para que esses direitos sociais sejam garantidos.
Passado o ritual eleitoral o que percebemos infelizmente é a conversão do cidadão em um grande espectador da política; alguém que assiste passivamente as decisões pessoais de governantes e de grupos econômicos privados serem tomadas e justificadas como de interesse público. Neste sentido, a realização de uma Olimpíada na cidade é de interesse de todos? Atende a que prioridades? Serão feitas remoções forçadas? Os investimentos em saúde serão somente para os atletas? De que forma a realização de um evento que dura um mês pode trazer benefícios de longo prazo para a população?
Esses questionamentos têm sido marginalizados como se qualquer crítica ao projeto Olímpico de 2016 fosse exemplo de uma oposição antipatriota. O endosso midiático de artistas e atletas, a divertida roda gigante e o poder simbólico do esporte no “país do futebol” reforçam apenas um clima de oba-oba, permitindo que qualquer ação feita em nome das Olimpíadas e de preservar a “imagem do país lá fora” se autojustifiquem. Se de fato a população apóia a realização do evento como uma grande oportunidade para a revitalização urbana e social do Rio de Janeiro, ele só será um sucesso se os seus proponentes lidarem de forma aberta com as prioridades sociais e o compromisso de deixar um legado amplo para a cidade.
Infelizmente a experiência dos Jogos Panamericanos 2007 esteve muito longe de atender essas expectativas. Os canais de participação social e democrática foram nulos. Nenhuma grande obra de infraestrutura urbana prometida foi realizada. A Agenda Social do PAN ,que previa investimentos importantes para a população carente até 2012 no município foi esquecida. As poucas instalações esportivas construídas encontram-se fechadas para uso público, subutilizadas ou foram privatizadas, sendo que todas necessitam de amplas reformas se vierem a abrigar os Jogos Olímpicos. Ações arbitrárias na Marina da Glória, no Estádio de Remo da Lagoa e de remoção de comunidades na Zona Oeste tiveram que ser impedidas na justiça e como parte da resistência da sociedade civil.
É longa a lista de erros de concepção, planejamento e irregularidades que fizeram pular a previsão inicial de 400 milhões para um gasto final de mais de 3,6 bilhões de reais na realização do Pan/2007. Algumas dessas questões foram apontadas de antemão por organizações sociais reunidas em torno do Comitê Social do Pan desde 2005. Apesar desses problemas e sua necessária investigação a experiência do Pan/2007 não deve ser esquecida.
Os 30 bilhões de reais inicialmente previstos pelo projeto Olímpico equivalem ao gasto de quase 8 jogos Pan-Americanos. São gastos de dinheiro público e tendo em vista os erros passados é fundamental que o planejamento dos jogos contemple desde já a participação da sociedade civil, das comunidades locais e dos órgãos fiscalizadores em seu processo de tomada de decisão. Os discursos em torno do legado social presentes na candidatura devem se traduzir em políticas efetivas – de investimentos sociais e de lazer em comunidades carentes; de melhorias amplas no transporte público; de usufruto público e esportivo das instalações construídas, e que essas não tragam prejuízos ao cidadão, em especial à população residente no entorno das intervenções urbanas.
No dia 2 de outubro os membros do COI decidirão entre Chicago, Madri, Tóquio ou o Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016. Se o Rio for escolhido os desafios são enormes. Não desejamos repetir os onerosos erros do Pan/2007 e os elefantes brancos das últimas Olimpíadas. O fantástico Estádio Olímpico de Pequim jaz silencioso com a previsão de um único evento para este ano. Atenas ainda hoje amarga seus gastos realizados em 2004. Não desejamos e nem podemos arcar com tamanho desperdício, considerando as imensas demandas de investimento e melhoria na infraestrutura e serviços de nossa cidade.
O “Comitê Social do Pan” reivindica a realização das Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro com base nesses princípios. Convocamos indivíduos e organizações sociais a somarem esforços na construção coletiva de um projeto olímpico verdadeiramente cidadão, democrático e participativo.
Rio, abril de 2009.
_______________________________________________________________________
COMITÊ SOCIAL DO PAN – Mega Eventos Esportivos
Criado em abril de 2005, o “Comitê Social do Pan” é fruto da articulação entre o Fórum Popular do Orçamento (FPO), o Fórum Popular do Plano Diretor do Rio de Janeiro, organizações sociais e de moradores afetados pelas obras e pesquisadores do esporte. O Comitê realiza até hoje reuniões periódicas com o objetivo de acompanhar os projetos e o legado do PAN 2007 e de Mega Eventos Esportivos previstos para o Rio: como os Jogos Mundiais Militares em 2011, as Olimpíadas 2016 e a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
Contatos: Site: http://br.geocities.com/fporj/ Email: fporiodejaneiro@gmail.com
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Copa 2014
O presidente acima da lei
http://blogdojuca.blog.uol.com.br/arch2009-05-03_2009-05-09.html
Do Estatuto do Torcedor, em vigor desde 15 de maio de 2003:
Art. 22.
São direitos do torcedor partícipe:
I - que todos os ingressos emitidos sejam numerados; e
II - ocupar o lugar correspondente ao número constante do ingresso.
Está bem claro, não?
Faz quase seis anos que o torcedor brasileiro tem direito a sentar na cadeira correspondente ao número do ingresso que ele comprou.
Ocorre que hoje, o todo poderoso presidente da CBF, Ricardo Teixeira disse, numa clara demonstração de que está acima do bem e do mal e da lei, na frente do ministro do Esporte, que neste Campeonato Brasileiro a entidade exigirá que alguns estádios assegurem que o torcedor sente no lugar que lhe cabe.
Para treinar para a Copa do Mundo de 2014, segundo ele.
Ou seja, ele decidiu que alguns têm que cumprir a lei, outros não.
Viva ele!
Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, dia 7 de maio, de 2009.
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm
Comentários:
[aylton-affonso] [Santo André - SP - Brasil]
Casuísmos não se justificam, como bem disse alguém por aqui, mas que essa história de "lugar numerado" é algo totalmente incompatível com nosso jeito de torcer, isso é. Digo e repito, futebol não é ópera, nem aqui nem na Europa! Quando era frequentador contumaz dos estádios, lembro-me que, comprado o ingresso, e se não era jogo de estádio lotado, esperava o arranjo dos times em campo, para ver prá que lado o Timão atacaria no 1º tempo. E corria prá lá, para pegar um lugar. Quando o juiz apitava o final do 1º tempo, corria para o outro lado. Pô, isso é legal, isso tem a ver com o futebol, e não ser obrigado a ficar sentado num lugar que sequer você tem direito a escolher! Está em curso um processo de "puritanização" e de tentativa de elitização do futebol, que, a pretexto de combater a violência e a bagunça generalizada (na venda de ingressos, por ex.), apela para um moralismo canhestro, para um politicamente correto irritante. Nem bandeiras mais são permitidas, que coisa chata !
08/05/2009 18:24
[meuemeieu] [Vinhedo - Sao Paulo]
Juca, será que para não respeitarmos o lugar marcado no ingresso, não deveríamos ter o direito de escolher o lugar onde vamos sentar quado compramos o ingresso????? Não vejo como alguém possa aceitar essa idéia sabendo que ela não tem critério nenehum! Não entra na minha cabeça que eu possa ser o primeiro da fila a comprar o ingresso e ficar num lugar pior que aquela pessoa que comprou seu ingresso minutos antes do jogo, na mão de um cambista! Se querem lugar marcado, que se de direito ao cidadão de escolher o seu lugar.
08/05/2009 14:07
[rmessi] [são paulo-sp Brasil]
acho esta lei fora da realidade, se vão me obrigar a sentar no lugar demarcado no ingresso, quero o direito de, ao comprar o ingresso, escolher o local que vou sentar.
08/05/2009 12:34
[andrelago] [Brasil]
No Bezerrão, no Gama, quando estou sozinho gosto de ficar na bagunça, na arquibancada leste. Quando vou com minha filha e esposa, prefiro ficar na Oeste. Quando tem sombra, gosto de ficar no meio, mas quando o sol bate, prefiro ficar no canto. TA VENDO? Igual a mim tem muitos, esse negocios de cadeira numerada não agrada ao torcedor brasileiro.
07/05/2009 22:52
[fs.1915] [SG RJ BR]
Esqueceram de colocar no estatuto que o torcedor deverá ser educado para respeitar o lugar a ele destinado. Isso acontece?
07/05/2009 22:44
[joaoalencarandrade] [BlumenauSC-TaubatéSP]
Juca, porque os presidentes de clubes, inclusive o Luiz Beluzzo tão elogiado por você, permitem essa promiscuidade que é a venda de ingressos? Todos são coniventes com isto. Ricardo Teixeira é o modelo seguido. O que esperar desse cidadão? É disso aí prá baixo. Triste é saber que esse cidadão têm trânsito livre com a presidência da república. Não sou favorável a violência, mas R. Teixeira cruzando meu caminho,soltaria alguns palavrões em sua direção. É o mínimo que merece.
07/05/2009 21:35
[manxa22] [BH]
Esse negócio de lugar marcado no estádio não dá certo no Brasil. De forma geral, no exterior, só se tem expectadores, aqui temos torcedores, que gostam de ficar em pé pular e não simplesmente colar a bunda na cadeira. até porque se quiser fazer isso a poltrona de casa é bem mais confortável.
07/05/2009 20:32
[ronaldo_sp] [Brasil]
Acho que enquanto "jornalistas organizados" fizerem um trabalho dúbio, de criticar e torcer, nada vai repercutir. Que fique tudo como está para torcedores profissionais não se acharem com poder demais nas maos.
07/05/2009 19:30
[murilix] [SP]
Está coberto de razão, pois ele sabe que é impossível implementar isso do dia pra noite em todos os estádios do Brasileirão. Antes começar o processo e expnadi-lo do que emperrá-lo até que todos os estádios tenham condições. Inclusive porque é melhor ter ALGUNS estádios cumprindo a lei do que NENHUM. Mas pra você tudo é motivo pra xingar o Ricardo Teixeira, né?
07/05/2009 18:36
[arquiduque61] [São Paulo, SP]
Soube que o ORLANDO SILVA, o Ministro das Multidões, mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo !!! A figura virou arroz de festa, está em tudo quanto é evento !!! Se tiver final de bocha ou de pelota basca, podem ter certeza, lá estará ele, ORLANDO SILVA, entregando o troféu aos campeões !!! É incrível como o PMDB, com toda a sua competência fisiológica, deixou a pasta dos esportes para o PC do B !!! O esporte dá uma mídia gratuita que nenhum outro ministério consegue dar, nem o da Fazenda !!!
07/05/2009 18:03
[fernandomiguel] [são paulo]
Não adianta fazer lei num país que tem lei que "pega" e tem outras que não "pegam". O estatuto do torcedor não é muito diferente de outros estatutos que não conseguimos implementar, como o est. do idoso, o da criança e do adolescente, que são leis que garantem direitos no papel, mas na realidade esses direitos não se concretizam.
07/05/2009 17:21
[J Luis] [http://sampafotos.blogspot.com] [São Paulo - SP]
Juca, nas últimas duas vezes que fui ao Morumbi (contra Sto. André e América de Cali), fiquei no setor especial, onde o ingresso é numerado, comprado e escolhido via internet. Não tem comparação. Nada de aperto, nem confusão. Duvido que algum torcedor comum seria contra isto. Só mesmo quem acha que é dono de lotes da arquibancada para reclamar.
07/05/2009 15:21
[Natália] [SP]
[devilla101] [SP], se ele não o faz, deveria fazer. É exatamente por pensamentos como esse seu que Brasil é o Brasil!
07/05/2009 14:02
[devilla101] [SP]
O Juca é daqueles chatos que chega na estádio com o ingresso na mão e faz 18 pessoas trocarem de lugar...
07/05/2009 12:39
[digomiero] [Curitiba]
Não que eu goste do Ricardo Teixeira, muito pelo contrário... mas tem que levar em consideração que a lei, goste você ou não, não está sendo cumprida de forma alguma... só alguns setores de alguns estádios te garantem sentar no exato local que teu ingresso indica... então não vejo essa declaração como uma decisão de que alguns podem deixar de cumprir a lei, vejo como uma NECESSIDADE URGENTE de que alguns PASSEM a cumpri-la... ele como presidente da CBF não escreveu a lei, não é responsável pela execução da lei nos estádios... Bom, tendo dito o que eu penso de verdade, e deixando meu ódio por ele agir: SÉRIO QUE ELE DISSE ISSO???? MEU DEUS, QUE HORROR... CADEIA NELE!!!
07/05/2009 12:39
[olerud] [São Paulo]
Caro Juca, me desculpe a agressividade mas eu estou com essa pessoa no limite da minha civilidade. Só mesmo em um país como o Brasil para um salafrário como esse continuar andando pelas ruas depois de duas CPIs que acabaram em mais uma grande e gorda pizza. Um recado para esse senhor: Não cruze meu caminho, não tolero injustiças, ladrões e muito menos monopólios administrativos (muito mal administrados por sinal) com o dinheiro alheio. Qualquer macaco faria um trabalho melhor que você. Faça um favor para a humanidade e dê um tiro na sua própria cabeça e nos poupe da sua presença. O pior é ver que existem pessoas que ainda conseguem ter a audácia de PREMIÁ-LO no maior evento de comunicação do Brasil. Simplesmente inacreditável....
07/05/2009 11:02
[sconeg] [Balneario Camboriu]
Juca! ainda sobre ingressos? Até quando vamos ter que aturar está palhaçada de ingressos esgotados estarem nas mãos de cambistas? Para depois anunciarem publicos inferiores a venda total, dando indicio de devolução de ingressos pelos cambistas? Esta claro que existe a conveniência da federação de dos próprios clubes... Este é um caso de policia!!!!
07/05/2009 10:56
[bitnas] [Feira de Santana - Bahia]
Isso acontece, porque os clubes são falidos, e tem que aceitar todas as decisões da cbf e da rede globo, quero ver isso acontecer com o seu conrinthians que deu um baile na administração do são paulo que todo ano a metade de sua arrecadação era de jogos do timão no morumbi, por isso enquanto os times brasileiros não procurarem outras maneiras de renda ficarão presos a cbf e a rede golobo com jogos no meio da semana as 21:30 isso é um absurdo.
07/05/2009 10:20
[rafael.slmb] [Brasilia,DF]
Ô Juca, vim visitar seu blog a fim de alguma novidade e vc me dá uma noticia de (mais) uma pataquada do nosso excelentissimo Sr. presidente da CBF. São esses os nossos representantes, Teixeiras, Nuzmans, Orlandos (tapioquinha), são essas as pessoas que querem organizar uma Copa do Mundo e uma Olimpiada.
07/05/2009 09:29
[De Vaneyo] [santos/sp]
Quais seriam os estadios"com privilégio" no Brasileirão,de estarem liberados da exigência legal? Alguem poderia informar?Quanto ao sr.Ricardo Teixeira, só mesmo processando-o por ser o responsavel da entidade organizadora do Campeonato e pregando a desobediência civil.
07/05/2009 09:15
[marangbh] [SP]
Ah tá, agora você se preocupou com a questão ingressos. Falou em CBF e Ricardo Teixeira, você vira o maoir defensor dos direitos do torcedor. Por que se calou sobre os INGRESSOS FALSOS na final do paulista, vendidos oficialmente pelo CURINTIA?
07/05/2009 08:20
[wildesentose] [Salvador-Bahia]
Qual é Juca, tanta coisa importante pra pensar e você insiste nessa frescura de assistir jogo sentadinho, isso é coisa de fresco, quem quer ficar sentadinho assistindo jogo fica em casa torcendo pela TV a cabo, torcedor brasileiro tem sangue latino nas artérias não come esse regue não.Convença ao torcedor brasileiro a assistir o jogo sentadinho no seu lugarzinho quietinho, bonitinho, fofinho...ahhhh isso é coisa de...de...de...deixa pra lá.
07/05/2009 07:44
[fabiopardo] [São Paulo]
E ainda queremos sediar uma Copa do Mundo... brincadeira. Estive na Alemanha na Copa do Mundo de 2006 e sinceramente não vejo como, em apenas cinco anos, mudarmos a mentalidade do nosso povo e principalmente de dirigentes e políticos brasileiros arrogantes e egocêntricos, que com certeza devem estar pensando em muita$ coisa$, menos no Futebol! Seja o que Deus quiser.
07/05/2009 01:36
[edualt] [Sp]
Mais uma lei fora da realidade e estupida. Em nenhum lugar do mundo todos os lugares sao numerados, mesmo na europa isso ocorre só nos jogos da UEFA. É claro que isso não dá razão pro casuismo.
07/05/2009 01:28
Do Estatuto do Torcedor, em vigor desde 15 de maio de 2003:
Art. 22.
São direitos do torcedor partícipe:
I - que todos os ingressos emitidos sejam numerados; e
II - ocupar o lugar correspondente ao número constante do ingresso.
Está bem claro, não?
Faz quase seis anos que o torcedor brasileiro tem direito a sentar na cadeira correspondente ao número do ingresso que ele comprou.
Ocorre que hoje, o todo poderoso presidente da CBF, Ricardo Teixeira disse, numa clara demonstração de que está acima do bem e do mal e da lei, na frente do ministro do Esporte, que neste Campeonato Brasileiro a entidade exigirá que alguns estádios assegurem que o torcedor sente no lugar que lhe cabe.
Para treinar para a Copa do Mundo de 2014, segundo ele.
Ou seja, ele decidiu que alguns têm que cumprir a lei, outros não.
Viva ele!
Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, dia 7 de maio, de 2009.
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm
Comentários:
[aylton-affonso] [Santo André - SP - Brasil]
Casuísmos não se justificam, como bem disse alguém por aqui, mas que essa história de "lugar numerado" é algo totalmente incompatível com nosso jeito de torcer, isso é. Digo e repito, futebol não é ópera, nem aqui nem na Europa! Quando era frequentador contumaz dos estádios, lembro-me que, comprado o ingresso, e se não era jogo de estádio lotado, esperava o arranjo dos times em campo, para ver prá que lado o Timão atacaria no 1º tempo. E corria prá lá, para pegar um lugar. Quando o juiz apitava o final do 1º tempo, corria para o outro lado. Pô, isso é legal, isso tem a ver com o futebol, e não ser obrigado a ficar sentado num lugar que sequer você tem direito a escolher! Está em curso um processo de "puritanização" e de tentativa de elitização do futebol, que, a pretexto de combater a violência e a bagunça generalizada (na venda de ingressos, por ex.), apela para um moralismo canhestro, para um politicamente correto irritante. Nem bandeiras mais são permitidas, que coisa chata !
08/05/2009 18:24
[meuemeieu] [Vinhedo - Sao Paulo]
Juca, será que para não respeitarmos o lugar marcado no ingresso, não deveríamos ter o direito de escolher o lugar onde vamos sentar quado compramos o ingresso????? Não vejo como alguém possa aceitar essa idéia sabendo que ela não tem critério nenehum! Não entra na minha cabeça que eu possa ser o primeiro da fila a comprar o ingresso e ficar num lugar pior que aquela pessoa que comprou seu ingresso minutos antes do jogo, na mão de um cambista! Se querem lugar marcado, que se de direito ao cidadão de escolher o seu lugar.
08/05/2009 14:07
[rmessi] [são paulo-sp Brasil]
acho esta lei fora da realidade, se vão me obrigar a sentar no lugar demarcado no ingresso, quero o direito de, ao comprar o ingresso, escolher o local que vou sentar.
08/05/2009 12:34
[andrelago] [Brasil]
No Bezerrão, no Gama, quando estou sozinho gosto de ficar na bagunça, na arquibancada leste. Quando vou com minha filha e esposa, prefiro ficar na Oeste. Quando tem sombra, gosto de ficar no meio, mas quando o sol bate, prefiro ficar no canto. TA VENDO? Igual a mim tem muitos, esse negocios de cadeira numerada não agrada ao torcedor brasileiro.
07/05/2009 22:52
[fs.1915] [SG RJ BR]
Esqueceram de colocar no estatuto que o torcedor deverá ser educado para respeitar o lugar a ele destinado. Isso acontece?
07/05/2009 22:44
[joaoalencarandrade] [BlumenauSC-TaubatéSP]
Juca, porque os presidentes de clubes, inclusive o Luiz Beluzzo tão elogiado por você, permitem essa promiscuidade que é a venda de ingressos? Todos são coniventes com isto. Ricardo Teixeira é o modelo seguido. O que esperar desse cidadão? É disso aí prá baixo. Triste é saber que esse cidadão têm trânsito livre com a presidência da república. Não sou favorável a violência, mas R. Teixeira cruzando meu caminho,soltaria alguns palavrões em sua direção. É o mínimo que merece.
07/05/2009 21:35
[manxa22] [BH]
Esse negócio de lugar marcado no estádio não dá certo no Brasil. De forma geral, no exterior, só se tem expectadores, aqui temos torcedores, que gostam de ficar em pé pular e não simplesmente colar a bunda na cadeira. até porque se quiser fazer isso a poltrona de casa é bem mais confortável.
07/05/2009 20:32
[ronaldo_sp] [Brasil]
Acho que enquanto "jornalistas organizados" fizerem um trabalho dúbio, de criticar e torcer, nada vai repercutir. Que fique tudo como está para torcedores profissionais não se acharem com poder demais nas maos.
07/05/2009 19:30
[murilix] [SP]
Está coberto de razão, pois ele sabe que é impossível implementar isso do dia pra noite em todos os estádios do Brasileirão. Antes começar o processo e expnadi-lo do que emperrá-lo até que todos os estádios tenham condições. Inclusive porque é melhor ter ALGUNS estádios cumprindo a lei do que NENHUM. Mas pra você tudo é motivo pra xingar o Ricardo Teixeira, né?
07/05/2009 18:36
[arquiduque61] [São Paulo, SP]
Soube que o ORLANDO SILVA, o Ministro das Multidões, mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo !!! A figura virou arroz de festa, está em tudo quanto é evento !!! Se tiver final de bocha ou de pelota basca, podem ter certeza, lá estará ele, ORLANDO SILVA, entregando o troféu aos campeões !!! É incrível como o PMDB, com toda a sua competência fisiológica, deixou a pasta dos esportes para o PC do B !!! O esporte dá uma mídia gratuita que nenhum outro ministério consegue dar, nem o da Fazenda !!!
07/05/2009 18:03
[fernandomiguel] [são paulo]
Não adianta fazer lei num país que tem lei que "pega" e tem outras que não "pegam". O estatuto do torcedor não é muito diferente de outros estatutos que não conseguimos implementar, como o est. do idoso, o da criança e do adolescente, que são leis que garantem direitos no papel, mas na realidade esses direitos não se concretizam.
07/05/2009 17:21
[J Luis] [http://sampafotos.blogspot.com] [São Paulo - SP]
Juca, nas últimas duas vezes que fui ao Morumbi (contra Sto. André e América de Cali), fiquei no setor especial, onde o ingresso é numerado, comprado e escolhido via internet. Não tem comparação. Nada de aperto, nem confusão. Duvido que algum torcedor comum seria contra isto. Só mesmo quem acha que é dono de lotes da arquibancada para reclamar.
07/05/2009 15:21
[Natália] [SP]
[devilla101] [SP], se ele não o faz, deveria fazer. É exatamente por pensamentos como esse seu que Brasil é o Brasil!
07/05/2009 14:02
[devilla101] [SP]
O Juca é daqueles chatos que chega na estádio com o ingresso na mão e faz 18 pessoas trocarem de lugar...
07/05/2009 12:39
[digomiero] [Curitiba]
Não que eu goste do Ricardo Teixeira, muito pelo contrário... mas tem que levar em consideração que a lei, goste você ou não, não está sendo cumprida de forma alguma... só alguns setores de alguns estádios te garantem sentar no exato local que teu ingresso indica... então não vejo essa declaração como uma decisão de que alguns podem deixar de cumprir a lei, vejo como uma NECESSIDADE URGENTE de que alguns PASSEM a cumpri-la... ele como presidente da CBF não escreveu a lei, não é responsável pela execução da lei nos estádios... Bom, tendo dito o que eu penso de verdade, e deixando meu ódio por ele agir: SÉRIO QUE ELE DISSE ISSO???? MEU DEUS, QUE HORROR... CADEIA NELE!!!
07/05/2009 12:39
[olerud] [São Paulo]
Caro Juca, me desculpe a agressividade mas eu estou com essa pessoa no limite da minha civilidade. Só mesmo em um país como o Brasil para um salafrário como esse continuar andando pelas ruas depois de duas CPIs que acabaram em mais uma grande e gorda pizza. Um recado para esse senhor: Não cruze meu caminho, não tolero injustiças, ladrões e muito menos monopólios administrativos (muito mal administrados por sinal) com o dinheiro alheio. Qualquer macaco faria um trabalho melhor que você. Faça um favor para a humanidade e dê um tiro na sua própria cabeça e nos poupe da sua presença. O pior é ver que existem pessoas que ainda conseguem ter a audácia de PREMIÁ-LO no maior evento de comunicação do Brasil. Simplesmente inacreditável....
07/05/2009 11:02
[sconeg] [Balneario Camboriu]
Juca! ainda sobre ingressos? Até quando vamos ter que aturar está palhaçada de ingressos esgotados estarem nas mãos de cambistas? Para depois anunciarem publicos inferiores a venda total, dando indicio de devolução de ingressos pelos cambistas? Esta claro que existe a conveniência da federação de dos próprios clubes... Este é um caso de policia!!!!
07/05/2009 10:56
[bitnas] [Feira de Santana - Bahia]
Isso acontece, porque os clubes são falidos, e tem que aceitar todas as decisões da cbf e da rede globo, quero ver isso acontecer com o seu conrinthians que deu um baile na administração do são paulo que todo ano a metade de sua arrecadação era de jogos do timão no morumbi, por isso enquanto os times brasileiros não procurarem outras maneiras de renda ficarão presos a cbf e a rede golobo com jogos no meio da semana as 21:30 isso é um absurdo.
07/05/2009 10:20
[rafael.slmb] [Brasilia,DF]
Ô Juca, vim visitar seu blog a fim de alguma novidade e vc me dá uma noticia de (mais) uma pataquada do nosso excelentissimo Sr. presidente da CBF. São esses os nossos representantes, Teixeiras, Nuzmans, Orlandos (tapioquinha), são essas as pessoas que querem organizar uma Copa do Mundo e uma Olimpiada.
07/05/2009 09:29
[De Vaneyo] [santos/sp]
Quais seriam os estadios"com privilégio" no Brasileirão,de estarem liberados da exigência legal? Alguem poderia informar?Quanto ao sr.Ricardo Teixeira, só mesmo processando-o por ser o responsavel da entidade organizadora do Campeonato e pregando a desobediência civil.
07/05/2009 09:15
[marangbh] [SP]
Ah tá, agora você se preocupou com a questão ingressos. Falou em CBF e Ricardo Teixeira, você vira o maoir defensor dos direitos do torcedor. Por que se calou sobre os INGRESSOS FALSOS na final do paulista, vendidos oficialmente pelo CURINTIA?
07/05/2009 08:20
[wildesentose] [Salvador-Bahia]
Qual é Juca, tanta coisa importante pra pensar e você insiste nessa frescura de assistir jogo sentadinho, isso é coisa de fresco, quem quer ficar sentadinho assistindo jogo fica em casa torcendo pela TV a cabo, torcedor brasileiro tem sangue latino nas artérias não come esse regue não.Convença ao torcedor brasileiro a assistir o jogo sentadinho no seu lugarzinho quietinho, bonitinho, fofinho...ahhhh isso é coisa de...de...de...deixa pra lá.
07/05/2009 07:44
[fabiopardo] [São Paulo]
E ainda queremos sediar uma Copa do Mundo... brincadeira. Estive na Alemanha na Copa do Mundo de 2006 e sinceramente não vejo como, em apenas cinco anos, mudarmos a mentalidade do nosso povo e principalmente de dirigentes e políticos brasileiros arrogantes e egocêntricos, que com certeza devem estar pensando em muita$ coisa$, menos no Futebol! Seja o que Deus quiser.
07/05/2009 01:36
[edualt] [Sp]
Mais uma lei fora da realidade e estupida. Em nenhum lugar do mundo todos os lugares sao numerados, mesmo na europa isso ocorre só nos jogos da UEFA. É claro que isso não dá razão pro casuismo.
07/05/2009 01:28
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Cultura do Torcedor,
Estatuto do Torcedor,
Geral - Ingresso
Segunda-feira, 30 de Março de 2009
BEM GELADA !! Maioria dos torcedores quer venda de cerveja
http://www.diariodanoticia.com.br/not1.php?act=10&id=5486
Data: 30/03 | 01:28
Fonte: FUTEBOL PRESS.
Alguém já viu “defunto” enjeitar cova? Ou criança enjeitar sorvete? Nem pensar! Pois é, proibição da venda de cerveja nos estádios, uma iniciativa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Ministério Público para estancar a violência nos estádios não é aceita pelos torcedores de Mato Grosso. Em alguns estados, como Maranhão, Ceará, Santa Catarina e Pernambuco, as federações e Ministério Público assinaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) e a venda foi mantida sob monitoramento mais específico.Em Mato Grosso, não um caso sequer de violência, exceto poucos casos isolados onde algum torcedor foi detido por agressão. As torcidas Boa Suja, a maior organizada de Mato Grosso, do Mixto, e Independente, do Operário, tem extrapolado algumas vezes, mas não há ligação comprobatória de que isso tenha sido pela ingestão de bebida.A enquête que o site manteve no ar por 20 dias, perguntando ao internauta sobre sua opinião a respeito, a maioria esmagadora se manifestou pela manutenção da venda. Uma menor parte, 18% são a favor da proibição e menos de 12% acham que tanta faz. Mas 70,5% querem que os vendedores de cerveja retornem ao estádio.
Se houver boa-vontade da Federação em atender a vontade do torcedor, basta apenas procura o Ministério Público para administra a venda.
Os torcedores de Cuiabá e Rondonópolis, onde há rivalidade entre as equipes locais (Mixto x Operário e União x Vila Aurora) as torcidas não chegam ao ponto de cometer violência nas proporções de São Paulo e Rio de Janeiro – onde se justifica a norma proibitiva.
Em alguns estádio de Mato Grosso, como o GIgante do Norte, Passo da Ema eDutrinha, a cerveja é vendida normalamente. Na enquete que mostrou preferência apela cervejinha durante os jogos, foram 316 votos no total.
Data: 30/03 | 01:28
Fonte: FUTEBOL PRESS.
Alguém já viu “defunto” enjeitar cova? Ou criança enjeitar sorvete? Nem pensar! Pois é, proibição da venda de cerveja nos estádios, uma iniciativa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Ministério Público para estancar a violência nos estádios não é aceita pelos torcedores de Mato Grosso. Em alguns estados, como Maranhão, Ceará, Santa Catarina e Pernambuco, as federações e Ministério Público assinaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) e a venda foi mantida sob monitoramento mais específico.Em Mato Grosso, não um caso sequer de violência, exceto poucos casos isolados onde algum torcedor foi detido por agressão. As torcidas Boa Suja, a maior organizada de Mato Grosso, do Mixto, e Independente, do Operário, tem extrapolado algumas vezes, mas não há ligação comprobatória de que isso tenha sido pela ingestão de bebida.A enquête que o site manteve no ar por 20 dias, perguntando ao internauta sobre sua opinião a respeito, a maioria esmagadora se manifestou pela manutenção da venda. Uma menor parte, 18% são a favor da proibição e menos de 12% acham que tanta faz. Mas 70,5% querem que os vendedores de cerveja retornem ao estádio.
Se houver boa-vontade da Federação em atender a vontade do torcedor, basta apenas procura o Ministério Público para administra a venda.
Os torcedores de Cuiabá e Rondonópolis, onde há rivalidade entre as equipes locais (Mixto x Operário e União x Vila Aurora) as torcidas não chegam ao ponto de cometer violência nas proporções de São Paulo e Rio de Janeiro – onde se justifica a norma proibitiva.
Em alguns estádio de Mato Grosso, como o GIgante do Norte, Passo da Ema eDutrinha, a cerveja é vendida normalamente. Na enquete que mostrou preferência apela cervejinha durante os jogos, foram 316 votos no total.
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Discussão sobre organizadas
Discussão sobre organizadas
Martin Curi
Estive também no clássico vovô de ontem, com dois amigos alemães, e parece que tivemos sorte, porque passamos um pouco antes da briga pela rampa da UERJ. Ou seja, não vi os acontecimentos e por isso vou me referir exclusivamente às descrições do Cappelli.
Primeiramente temos que dizer que os acontecimentos são chocantes e tristes. Não quero defender nenhum dos envolvidos. Ao mesmo tempo, acho que precisamos analisar friamente para poder chegar a propostas para a organização do futebol brasileiro como esporte para espectadores. Continuo achando que as propostas que elaborei no artigo na Folha são as melhores e vou usar as descrições do Cappelli para exemplificar isto.
Me parece que a exigência principal do Cappelli é a extinção das torcidas organizadas em favor de um ‘novo’ modelo de torcer representado pela Legião Tricolor no caso do Fluminense, que se diz ‘não organizada’. Existem vários argumentos contra esta extinção das torcidas organizadas:
1. ‘Acabar com algo’ parece coisa de ditadura. A China e a Rússia fazem isso, mas um estado democrático não pode fazer. Por quê? Porque os cidadãos têm que ter o direito de se organizar e associar. Caso contrário, precisamos proibir qualquer clube, associação e coisas equivalentes. Ou seja, significa proibir a associação dos advogados, os partidos políticos, os sindicatos etc. Os sindicatos são talvez o maior exemplo que mostra como é necessário o direito de se organizar. As lutas deles também nem sempre foram tão pacíficas.
2. A proibição de uma organização só se justifica no caso da EVIDÊNCIA de ela ter na sua constituição um elemento criminoso. Isto não é o caso das torcidas organizadas. Todas as torcidas organizadas têm na sua convenção o apoio incondicional e apaixonado ao seu clube e não mencionam a violência. Os envolvidos na situação descrita pelo Cappelli podem ter tido camisas de torcidas organizadas, mas isto não significa que eles estavam representando as torcidas organizadas, nem que eles são membros de uma torcida organizada (a venda destas camisas é livre). Ou seja, eu posso decidir que quero prejudicar a torcida do Flamengo. Vou comprar uma camisa da Raça e vou ao estádio e começo uma briga. Em conseqüência a Raça vai ser extinta? O absurdo é óbvio. Infelizmente a estrutura de torcidas organizadas é muito complexa.
3. Neste momento entra o fator, que eu chamei no meu artigo da Folha de ‘pulverização’. Nos anos 1980 se começou na Alemanha a aumentar a repressão contra as torcidas organizadas (ou fã-clube, que é o termo local). Qual foi a reação? Os membros violentos saíram das torcidas organizadas e começaram a ir sem camisa da torcida ou do clube em grupos menores ou individualmente aos estádios. Isto sim foi o inferno para a polícia, que não sabia mais quem é quem. É interessante de ver, que a Legião Tricolor representa na verdade este fenômeno, porque eles não se percebem como grupo homogêneo. Não existe camisa deles. Eles vão numa forma ‘pulverizada’ ao estádio. Imaginem que acabem com as torcidas organizadas e os indivíduos violentos começem a entrar na Legião Tricolor, que não tem nenhum mecanismo para selecionar seus membros. Vai fazer o que? Proibir a Legião Tricolor, que nem existe, porque não é uma torcida organizada? Este caminho é um beco sem saída. Inclusive existe um grupo parecido com a Legião Tricolor em Porto Alegre chamado A Geral do Grêmio, que foi percebido como alternativa às torcidas organizada e hoje em dia e percebida como o novo grupo violento. Ou seja, precisamos de outras soluções.
4. Finalmente, não considero a Legião Tricolor (e outros como a Urubuzada, Loucos pelo Botafogo, Guerreiros do Almirante, Geral do Grêmio) como não organizada. O que define organização? O registro de sócios? Mas a elaboração de canções, as colocações de faixas, trapos, barras e bandeirinhas não precisam de organização? A Legião Tricolor tem um site muito bem elaborado: http://www.legiaotricolor.com.br/. Organizado é o que então? Claro que estas ações precisam de um mínimo de organização. Não é o termo ‘organizada’ que provoca a violência. Fã-clube, ultras, movimento popular ou associação de amigos do clube XYZ, todos eles podem se tornar violentos. Não estou acusando a Legião Tricolor de nada. Ao contrário: adoro eles. Só quero chamar a atenção para o perigo de ações como ‘acabar’ com algum grupo.
A conclusão é que não podemos perceber estas organizações como algo perigoso, violento, inútil, mas precisamos criar condições de incluir todos no espetáculo futebol, garantir o diálogo e atender as necessidades dos torcedores. Esta é a minha principal exigência: Não excluir (é isso o que significa a exigência de “acabar com eles”), mas finalmente incluir. Este me parece o único caminho. Por isso fiz a proposta no meu artigo de “uma entidade nacional, com pontos de atendimento locais, dotados de assistentes sociais profissionais, que crie um elo entre torcedores e instituições como governo, polícia, federações de esporte e clubes”.
A outra exigência no meu artigo são medidas arquitetônicas no estádio. Não posso relatar todos, mas posso listar algumas, que considero no caso específico do Maracanã importante:
1. Quando se construiu os camarotes VIP no Maracanã se fechou duas rampas. Isso diminuiu muito o escoamento das arquibancadas. O Maracanã não atende bem o fluxo das multidões que se movem dentro dele. Seria fundamental de abrir novamente estas rampas e, além disso, construir novas rampas em cima das rampas do anel inferior para garantir a evacuação rápida em casos de emergência.
2. O Cappelli relata que houve a tentativa da torcida do Fluminense de invadir o espaço da torcida do Botafogo. Bem, é triste, mas inevitável: precisamos de uma maior setorização. É possível construir barreiras arquitetônicas para impedir estas invasões. Além disso a arquibancada precisa de setores menores, dos quais se sabe a capacidade. Por exemplo: digamos no setor A cabem 1.000 pessoas. Então só pode vender mil ingressos para este setor e na entrada do setor precisa ficar alguém que controla, que só os portadores com ingressos escrito ‘setor A’ entrem. A partir daí podemos criar diferentes espaços: alguns para ficar em pé (para atender as necessidades das torcidas organizadas) e outros para ficar sentado (para atender as necessidades dos outros). Entre os setores tem de existir barreiras arquitetônicas. Se não, não funciona.
Outras medidas já estão sendo tomados no Rio: Uma maior segurança na hora da compra do ingresso e na entrada através de grades protetoras e renovação dos banheiros na época do Pan 2007.
A terceira medida que sugiro na Folha é um corpo especializado de agentes de segurança, que não são da polícia, mas em um uniforme leve. Pesquisas mostram, que pessoas reagem numa forma agressiva à estímulos agressivos como uniformes e armas. (O que não significa acabar com a polícia. Ela precisa estar presente, mas um pouco mais escondida). Além disso, é muito melhor ser atendido por pessoas que mostram o caminho e o lugar do que sendo mal tratado por repressores. Aliás, a setorização vai tornar estes ‘Stewards’, como são chamados na Inglaterra, necessários, porque as pessoas vão ter que procurar os seus lugares.
Tenho certeza que com estas medidas poderia se melhorar bastante a segurança nos estádios. Aliás: dentro do Maracanã já não acontece quase nada (ao contrário dos últimos confrontos que aconteceram em São Paulo, onde ainda não houve uma renovação). Os acontecimentos do clássico vovô foram fora do estádio.
Este é um outro problema. Na verdade é um problema que não está ligado nem as torcidas, nem ao futebol e não vai acabar nem com a extinção das torcidas nem do próprio futebol. É um problema brasileiro. Temos os bailes do corredor, onde luta lado A contra B, temos os comandos, temos os pitboys etc e se acabamos com todos eles é possível que os amigos do bairro A lutem contra os amigos do bairro B. A fala do ‘troglodita’ no texto do Cappelli é reveladora, porque mostra que ele sente que tem se defender. Esta é a verdade: o brasileiro não se sente protegido pelo seu estado por sua polícia e acha que precisa se autodefender. Este é um sentimento no Maracanã, em Ipanema e Bangu. Na verdade é necessária uma reforma da sociedade.
As ruas ao redor dos estádios são espaço livre e muito difícil de ser controlados. A extinção das torcidas não vai resolver este problema. Nem um Estatuto do Torcedor, que considera em dias de jogo toda a área de 5 km ao redor dos estádios área em qual a lei está em vigor. Ou seja, por exemplo: O Carlos Silva passa no dia do jogo com a mulher a Rua Francisco Xavier. Esta confessa ter traído ele. Ele enfia a porrada nela. A punição dele vai ser um ano de banimento dos estádios? Não pode ser.
Minha sugestão é que dentro do estádio sejam aplicadas as medidas sugeridas por mim. Fora do estádio temos uma tarefa maior: mudar a sociedade. Sendo que acredito que uma entidade que atende e inclui os torcedores já seria um bom passo para melhorar esta situação.
Esta postagem se refere aos seguintes artigos:
http://torcedoresbrasil.blogspot.com/2009/03/cadastro-de-torcedores-nao-e-solucao.html,
http://saladopano.blogspot.com/2009/03/focinheira-do-parreira-e-guerra-na-uerj.html,
http://www.fimdejogo.com.br/blog/2009/03/28/fluminense-e-botafogo-confusao-lamentavel/,
Martin Curi
Estive também no clássico vovô de ontem, com dois amigos alemães, e parece que tivemos sorte, porque passamos um pouco antes da briga pela rampa da UERJ. Ou seja, não vi os acontecimentos e por isso vou me referir exclusivamente às descrições do Cappelli.
Primeiramente temos que dizer que os acontecimentos são chocantes e tristes. Não quero defender nenhum dos envolvidos. Ao mesmo tempo, acho que precisamos analisar friamente para poder chegar a propostas para a organização do futebol brasileiro como esporte para espectadores. Continuo achando que as propostas que elaborei no artigo na Folha são as melhores e vou usar as descrições do Cappelli para exemplificar isto.
Me parece que a exigência principal do Cappelli é a extinção das torcidas organizadas em favor de um ‘novo’ modelo de torcer representado pela Legião Tricolor no caso do Fluminense, que se diz ‘não organizada’. Existem vários argumentos contra esta extinção das torcidas organizadas:
1. ‘Acabar com algo’ parece coisa de ditadura. A China e a Rússia fazem isso, mas um estado democrático não pode fazer. Por quê? Porque os cidadãos têm que ter o direito de se organizar e associar. Caso contrário, precisamos proibir qualquer clube, associação e coisas equivalentes. Ou seja, significa proibir a associação dos advogados, os partidos políticos, os sindicatos etc. Os sindicatos são talvez o maior exemplo que mostra como é necessário o direito de se organizar. As lutas deles também nem sempre foram tão pacíficas.
2. A proibição de uma organização só se justifica no caso da EVIDÊNCIA de ela ter na sua constituição um elemento criminoso. Isto não é o caso das torcidas organizadas. Todas as torcidas organizadas têm na sua convenção o apoio incondicional e apaixonado ao seu clube e não mencionam a violência. Os envolvidos na situação descrita pelo Cappelli podem ter tido camisas de torcidas organizadas, mas isto não significa que eles estavam representando as torcidas organizadas, nem que eles são membros de uma torcida organizada (a venda destas camisas é livre). Ou seja, eu posso decidir que quero prejudicar a torcida do Flamengo. Vou comprar uma camisa da Raça e vou ao estádio e começo uma briga. Em conseqüência a Raça vai ser extinta? O absurdo é óbvio. Infelizmente a estrutura de torcidas organizadas é muito complexa.
3. Neste momento entra o fator, que eu chamei no meu artigo da Folha de ‘pulverização’. Nos anos 1980 se começou na Alemanha a aumentar a repressão contra as torcidas organizadas (ou fã-clube, que é o termo local). Qual foi a reação? Os membros violentos saíram das torcidas organizadas e começaram a ir sem camisa da torcida ou do clube em grupos menores ou individualmente aos estádios. Isto sim foi o inferno para a polícia, que não sabia mais quem é quem. É interessante de ver, que a Legião Tricolor representa na verdade este fenômeno, porque eles não se percebem como grupo homogêneo. Não existe camisa deles. Eles vão numa forma ‘pulverizada’ ao estádio. Imaginem que acabem com as torcidas organizadas e os indivíduos violentos começem a entrar na Legião Tricolor, que não tem nenhum mecanismo para selecionar seus membros. Vai fazer o que? Proibir a Legião Tricolor, que nem existe, porque não é uma torcida organizada? Este caminho é um beco sem saída. Inclusive existe um grupo parecido com a Legião Tricolor em Porto Alegre chamado A Geral do Grêmio, que foi percebido como alternativa às torcidas organizada e hoje em dia e percebida como o novo grupo violento. Ou seja, precisamos de outras soluções.
4. Finalmente, não considero a Legião Tricolor (e outros como a Urubuzada, Loucos pelo Botafogo, Guerreiros do Almirante, Geral do Grêmio) como não organizada. O que define organização? O registro de sócios? Mas a elaboração de canções, as colocações de faixas, trapos, barras e bandeirinhas não precisam de organização? A Legião Tricolor tem um site muito bem elaborado: http://www.legiaotricolor.com.br/. Organizado é o que então? Claro que estas ações precisam de um mínimo de organização. Não é o termo ‘organizada’ que provoca a violência. Fã-clube, ultras, movimento popular ou associação de amigos do clube XYZ, todos eles podem se tornar violentos. Não estou acusando a Legião Tricolor de nada. Ao contrário: adoro eles. Só quero chamar a atenção para o perigo de ações como ‘acabar’ com algum grupo.
A conclusão é que não podemos perceber estas organizações como algo perigoso, violento, inútil, mas precisamos criar condições de incluir todos no espetáculo futebol, garantir o diálogo e atender as necessidades dos torcedores. Esta é a minha principal exigência: Não excluir (é isso o que significa a exigência de “acabar com eles”), mas finalmente incluir. Este me parece o único caminho. Por isso fiz a proposta no meu artigo de “uma entidade nacional, com pontos de atendimento locais, dotados de assistentes sociais profissionais, que crie um elo entre torcedores e instituições como governo, polícia, federações de esporte e clubes”.
A outra exigência no meu artigo são medidas arquitetônicas no estádio. Não posso relatar todos, mas posso listar algumas, que considero no caso específico do Maracanã importante:
1. Quando se construiu os camarotes VIP no Maracanã se fechou duas rampas. Isso diminuiu muito o escoamento das arquibancadas. O Maracanã não atende bem o fluxo das multidões que se movem dentro dele. Seria fundamental de abrir novamente estas rampas e, além disso, construir novas rampas em cima das rampas do anel inferior para garantir a evacuação rápida em casos de emergência.
2. O Cappelli relata que houve a tentativa da torcida do Fluminense de invadir o espaço da torcida do Botafogo. Bem, é triste, mas inevitável: precisamos de uma maior setorização. É possível construir barreiras arquitetônicas para impedir estas invasões. Além disso a arquibancada precisa de setores menores, dos quais se sabe a capacidade. Por exemplo: digamos no setor A cabem 1.000 pessoas. Então só pode vender mil ingressos para este setor e na entrada do setor precisa ficar alguém que controla, que só os portadores com ingressos escrito ‘setor A’ entrem. A partir daí podemos criar diferentes espaços: alguns para ficar em pé (para atender as necessidades das torcidas organizadas) e outros para ficar sentado (para atender as necessidades dos outros). Entre os setores tem de existir barreiras arquitetônicas. Se não, não funciona.
Outras medidas já estão sendo tomados no Rio: Uma maior segurança na hora da compra do ingresso e na entrada através de grades protetoras e renovação dos banheiros na época do Pan 2007.
A terceira medida que sugiro na Folha é um corpo especializado de agentes de segurança, que não são da polícia, mas em um uniforme leve. Pesquisas mostram, que pessoas reagem numa forma agressiva à estímulos agressivos como uniformes e armas. (O que não significa acabar com a polícia. Ela precisa estar presente, mas um pouco mais escondida). Além disso, é muito melhor ser atendido por pessoas que mostram o caminho e o lugar do que sendo mal tratado por repressores. Aliás, a setorização vai tornar estes ‘Stewards’, como são chamados na Inglaterra, necessários, porque as pessoas vão ter que procurar os seus lugares.
Tenho certeza que com estas medidas poderia se melhorar bastante a segurança nos estádios. Aliás: dentro do Maracanã já não acontece quase nada (ao contrário dos últimos confrontos que aconteceram em São Paulo, onde ainda não houve uma renovação). Os acontecimentos do clássico vovô foram fora do estádio.
Este é um outro problema. Na verdade é um problema que não está ligado nem as torcidas, nem ao futebol e não vai acabar nem com a extinção das torcidas nem do próprio futebol. É um problema brasileiro. Temos os bailes do corredor, onde luta lado A contra B, temos os comandos, temos os pitboys etc e se acabamos com todos eles é possível que os amigos do bairro A lutem contra os amigos do bairro B. A fala do ‘troglodita’ no texto do Cappelli é reveladora, porque mostra que ele sente que tem se defender. Esta é a verdade: o brasileiro não se sente protegido pelo seu estado por sua polícia e acha que precisa se autodefender. Este é um sentimento no Maracanã, em Ipanema e Bangu. Na verdade é necessária uma reforma da sociedade.
As ruas ao redor dos estádios são espaço livre e muito difícil de ser controlados. A extinção das torcidas não vai resolver este problema. Nem um Estatuto do Torcedor, que considera em dias de jogo toda a área de 5 km ao redor dos estádios área em qual a lei está em vigor. Ou seja, por exemplo: O Carlos Silva passa no dia do jogo com a mulher a Rua Francisco Xavier. Esta confessa ter traído ele. Ele enfia a porrada nela. A punição dele vai ser um ano de banimento dos estádios? Não pode ser.
Minha sugestão é que dentro do estádio sejam aplicadas as medidas sugeridas por mim. Fora do estádio temos uma tarefa maior: mudar a sociedade. Sendo que acredito que uma entidade que atende e inclui os torcedores já seria um bom passo para melhorar esta situação.
Esta postagem se refere aos seguintes artigos:
http://torcedoresbrasil.blogspot.com/2009/03/cadastro-de-torcedores-nao-e-solucao.html,
http://saladopano.blogspot.com/2009/03/focinheira-do-parreira-e-guerra-na-uerj.html,
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Quarta-feira, 25 de Março de 2009
Cadastro de torcedores não é solução
Folha de São Paulo, 25.03.09, p.3
TENDÊNCIAS/DEBATES
MARTIN CURI
________________________________________
O cadastro de torcedores tende a criminalizar os espectadores e transmite mensagem estigmatizante: esses sujeitos são perigosos
________________________________________
O GOVERNO brasileiro anunciou recentemente, por meio do ministro do Esporte, Orlando Silva, a alteração do Estatuto do Torcedor. Os pontos centrais são três novas medidas: 1) a exigência de certos laudos de segurança para liberar o uso dos estádios; 2) uma tipificação legal de crimes esportivos; e 3) um cadastro nacional de torcedores. Essas alterações visam garantir um maior nível de segurança nos estádios do Brasil.
A maioria dessas medidas coloca o torcedor como um perigo potencial, que deve ser dominado, em vez de entender um evento de massa como uma ocasião de insegurança, na qual esse espectador deve ser protegido. O cadastro nacional de torcedores tende a criminalizar os espectadores, da mesma maneira como os Jecrims nos estádios (Juizado Especial Criminal), as grades, a vigilância e os circuitos de vídeo. Essas medidas transmitem uma mensagem estigmatizante: esses sujeitos que vão aos estádios são perigosos. Além disso, o cadastro de torcedores invade a privacidade dos indivíduos. Por causa de alguns poucos violentos, todos os espectadores devem sofrer tal exposição?
Enquanto isso, o problema, penso, é outro. Eventos de massa -não só eventos esportivos, mas também de música e religiosos, entre outros- são situações de insegurança latente e requerem medidas especiais. A primeira e mais importante refere-se à arquitetura do local, que deve ser segura, limpa e capaz de acomodar o fluxo das multidões que se formam. Como os incidentes da Fonte Nova (Bahia) e outros mais recentes em São Paulo demonstraram, isso ainda não é assegurado no Brasil.
A segunda medida necessária é um corpo de agentes de segurança qualificados e treinados para a configuração que os grandes eventos apresentam. Com o Gepe (Grupo Especial de Policiamento em Estádios), no Rio de Janeiro, já se tem boas experiências. Mas seria ainda melhor ter agentes civis, em vez de policiais, para diminuir os sinais agressivos ao público. Finalmente, é necessária uma entidade nacional, com pontos de atendimento locais, dotados de assistentes sociais profissionais, que crie um elo entre torcedores e instituições como governo, polícia, federações de esporte e clubes.
Essa entidade deveria atender as necessidades de torcedores, divulgar o conteúdo do Estatuto do Torcedor, que é plenamente desconhecido, e garantir um melhor fluxo de informações aos presentes. A ausência dessa entidade é, a meu ver, a grande lacuna do Estatuto do Torcedor.
Como já disse o major Marcelo Pessoa, ex-comandante do Gepe, é necessário tratar os torcedores com dignidade, pois são cidadãos, também consumidores, e não criminosos que devem ser fichados). Experiências na Europa mostram que o cadastro leva a uma pulverização das torcidas e as torna ainda menos controláveis. Melhor é um atendimento que reconheça as suas necessidades. Por isso a maioria dos países europeus não faz uso de um cadastro nacional e nem este é uma exigência da Fifa, como declarado pelo Ministério do Esporte. É apenas, em vista da experiência europeia, uma medida perdulária e inútil.
Além disso, é preciso ter cuidado para não destruir a rica cultura dos torcedores brasileiros, que transformam os jogos, com suas canções e bandeiras, naqueles espetáculos coloridos e emocionantes aos quais fomos acostumados. Na Inglaterra, onde não há mais torcidas organizadas e todos são obrigados a assistir aos jogos sentados, o relato mais comum é de que não há mais a bela "atmosfera" do futebol, apenas um espetáculo mercantilizado e pasteurizado do ponto de vista dos ditos "torcedores".
Esse não me parece um bom exemplo a ser seguido. Corremos, assim, o risco de produzir os mesmos "estádios-caixões" ingleses, a prosseguir a atual escalada de regularizações, proibições e sistemas de vigilância, em detrimento da democratização do espetáculo esportivo e da oferta das informações fundamentais para que os eventos evoluam de forma segura.
MARTIN CURI é mestre em sociologia pela Universidade de Hagen (Alemanha) e pesquisador do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Esporte e Sociedade da UFF (Universidade Federal Fluminense), em Niterói, RJ.
TENDÊNCIAS/DEBATES
MARTIN CURI
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O cadastro de torcedores tende a criminalizar os espectadores e transmite mensagem estigmatizante: esses sujeitos são perigosos
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O GOVERNO brasileiro anunciou recentemente, por meio do ministro do Esporte, Orlando Silva, a alteração do Estatuto do Torcedor. Os pontos centrais são três novas medidas: 1) a exigência de certos laudos de segurança para liberar o uso dos estádios; 2) uma tipificação legal de crimes esportivos; e 3) um cadastro nacional de torcedores. Essas alterações visam garantir um maior nível de segurança nos estádios do Brasil.
A maioria dessas medidas coloca o torcedor como um perigo potencial, que deve ser dominado, em vez de entender um evento de massa como uma ocasião de insegurança, na qual esse espectador deve ser protegido. O cadastro nacional de torcedores tende a criminalizar os espectadores, da mesma maneira como os Jecrims nos estádios (Juizado Especial Criminal), as grades, a vigilância e os circuitos de vídeo. Essas medidas transmitem uma mensagem estigmatizante: esses sujeitos que vão aos estádios são perigosos. Além disso, o cadastro de torcedores invade a privacidade dos indivíduos. Por causa de alguns poucos violentos, todos os espectadores devem sofrer tal exposição?
Enquanto isso, o problema, penso, é outro. Eventos de massa -não só eventos esportivos, mas também de música e religiosos, entre outros- são situações de insegurança latente e requerem medidas especiais. A primeira e mais importante refere-se à arquitetura do local, que deve ser segura, limpa e capaz de acomodar o fluxo das multidões que se formam. Como os incidentes da Fonte Nova (Bahia) e outros mais recentes em São Paulo demonstraram, isso ainda não é assegurado no Brasil.
A segunda medida necessária é um corpo de agentes de segurança qualificados e treinados para a configuração que os grandes eventos apresentam. Com o Gepe (Grupo Especial de Policiamento em Estádios), no Rio de Janeiro, já se tem boas experiências. Mas seria ainda melhor ter agentes civis, em vez de policiais, para diminuir os sinais agressivos ao público. Finalmente, é necessária uma entidade nacional, com pontos de atendimento locais, dotados de assistentes sociais profissionais, que crie um elo entre torcedores e instituições como governo, polícia, federações de esporte e clubes.
Essa entidade deveria atender as necessidades de torcedores, divulgar o conteúdo do Estatuto do Torcedor, que é plenamente desconhecido, e garantir um melhor fluxo de informações aos presentes. A ausência dessa entidade é, a meu ver, a grande lacuna do Estatuto do Torcedor.
Como já disse o major Marcelo Pessoa, ex-comandante do Gepe, é necessário tratar os torcedores com dignidade, pois são cidadãos, também consumidores, e não criminosos que devem ser fichados). Experiências na Europa mostram que o cadastro leva a uma pulverização das torcidas e as torna ainda menos controláveis. Melhor é um atendimento que reconheça as suas necessidades. Por isso a maioria dos países europeus não faz uso de um cadastro nacional e nem este é uma exigência da Fifa, como declarado pelo Ministério do Esporte. É apenas, em vista da experiência europeia, uma medida perdulária e inútil.
Além disso, é preciso ter cuidado para não destruir a rica cultura dos torcedores brasileiros, que transformam os jogos, com suas canções e bandeiras, naqueles espetáculos coloridos e emocionantes aos quais fomos acostumados. Na Inglaterra, onde não há mais torcidas organizadas e todos são obrigados a assistir aos jogos sentados, o relato mais comum é de que não há mais a bela "atmosfera" do futebol, apenas um espetáculo mercantilizado e pasteurizado do ponto de vista dos ditos "torcedores".
Esse não me parece um bom exemplo a ser seguido. Corremos, assim, o risco de produzir os mesmos "estádios-caixões" ingleses, a prosseguir a atual escalada de regularizações, proibições e sistemas de vigilância, em detrimento da democratização do espetáculo esportivo e da oferta das informações fundamentais para que os eventos evoluam de forma segura.
MARTIN CURI é mestre em sociologia pela Universidade de Hagen (Alemanha) e pesquisador do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Esporte e Sociedade da UFF (Universidade Federal Fluminense), em Niterói, RJ.
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Terça-feira, 24 de Março de 2009
Cadastro de torcedor em SP é inócuo
para quê?
Folha de SP, 24.03.09
Federação paulista já tem fotos e dados de mais de 20 mil membros de torcidas, mas documento quase nunca é consultado
Cartão do Torcedor, de porte obrigatório para integrantes de organizadas nos estádios, não tem resolvido problema da violência em São Paulo
Zanone Fraissat/Folha Imagem
Cena do confronto entre torcedores do Santos e a Polícia Militar, anteontem, no Pacaembu, após o clássico contra o Corinthians
EDUARDO OHATA
RODRIGO BUENO
DA REPORTAGEM LOCAL
Enquanto é discutido no país um cadastramento geral de torcedores para combater a violência, São Paulo mostra que essa pode não ser uma solução efetiva. Já existe um cadastramento de torcedores organizados no Estado, mas ele não tem evitado cenas de batalha como as vistas anteontem no Pacaembu nem resulta em prisão dos vândalos identificados.
""Existe o cadastramento de torcedores pela federação. Temos fotos e dados das pessoas. A polícia usa esse cadastramento. Os torcedores entram [nos estádios] com camisas de torcidas [organizadas] porque foram cadastrados, têm o Cartão do Torcedor. Se não têm, não podem entrar", explicou ontem o tenente-coronel Marcos Marinho, hoje presidente da Comissão de Arbitragem da FPF.
Marinho era justamente o comandante do 2º Batalhão de Choque da PM quando houve a maior repressão às torcidas organizadas -as mais violentas foram até mesmo extintas.
""A PM ou o Ministério Público precisam requisitar isso [o cadastro] à federação ou à empresa que faz o cadastramento [hoje, a BWA]. Nenhuma outra pessoa ou entidade pode ter acesso a esse cadastramento", disse Marinho, quando indagado se a Folha poderia ter acesso ao cadastro para identificar agressores em fotos do jornal.
Segundo Marinho, aproximadamente 22 mil torcedores organizados estão cadastrados.
E, desde o segundo semestre de 2006, não chegaria nem a uma dezena o número de consultas feitas a esse cadastro. ""Acho que houve quatro consultas, talvez mais, quase dez vezes. A Polícia Civil solicitou umas duas vezes. Não sei o resultado das investigações. Não tenho retorno", reconheceu.
O tenente-coronel da PM, Hervando Velozo, diz que nunca usou o cadastro. ""Não consultamos o cadastro, ele é responsabilidade da federação", disse, ao apontar que os responsáveis pela entrada de torcedores organizados não cadastrados são os fiscais da FPF.
Anteontem, no Corinthians x Santos, foram detidos dez torcedores -três não portavam o Cartão do Torcedor.
""Pegamos os que importavam, que são os agitadores. Após levá-los à delegacia, fazemos o boletim de ocorrência e um relatório com os seus nomes. Enviamos à federação para que ela suspenda suas carteirinhas. É melhor você ligar lá para saber melhor o que acontece", afirma Velozo.
Sobre o tema, o único que falou pela FPF ontem foi Marinho, que hoje trabalha em outra área. ""Quando tivermos o sistema totalmente integrado, com catraca identificando, coisa que está em processo, estádios com mais câmeras, aí sim conseguiremos fazer a segurança de forma mais efetiva."
A Folha tentou ouvir o promotor Paulo Castilho sobre o uso do cadastro da FPF para identificar agressores do clássico de anteontem. Ele, que no Pacaembu, em meio ao conflito, defendia a aprovação do cadastro nacional de torcedores para poder identificar os vândalos, não telefonou de volta.
Folha de SP, 24.03.09
Federação paulista já tem fotos e dados de mais de 20 mil membros de torcidas, mas documento quase nunca é consultado
Cartão do Torcedor, de porte obrigatório para integrantes de organizadas nos estádios, não tem resolvido problema da violência em São Paulo
Zanone Fraissat/Folha Imagem
Cena do confronto entre torcedores do Santos e a Polícia Militar, anteontem, no Pacaembu, após o clássico contra o Corinthians
EDUARDO OHATA
RODRIGO BUENO
DA REPORTAGEM LOCAL
Enquanto é discutido no país um cadastramento geral de torcedores para combater a violência, São Paulo mostra que essa pode não ser uma solução efetiva. Já existe um cadastramento de torcedores organizados no Estado, mas ele não tem evitado cenas de batalha como as vistas anteontem no Pacaembu nem resulta em prisão dos vândalos identificados.
""Existe o cadastramento de torcedores pela federação. Temos fotos e dados das pessoas. A polícia usa esse cadastramento. Os torcedores entram [nos estádios] com camisas de torcidas [organizadas] porque foram cadastrados, têm o Cartão do Torcedor. Se não têm, não podem entrar", explicou ontem o tenente-coronel Marcos Marinho, hoje presidente da Comissão de Arbitragem da FPF.
Marinho era justamente o comandante do 2º Batalhão de Choque da PM quando houve a maior repressão às torcidas organizadas -as mais violentas foram até mesmo extintas.
""A PM ou o Ministério Público precisam requisitar isso [o cadastro] à federação ou à empresa que faz o cadastramento [hoje, a BWA]. Nenhuma outra pessoa ou entidade pode ter acesso a esse cadastramento", disse Marinho, quando indagado se a Folha poderia ter acesso ao cadastro para identificar agressores em fotos do jornal.
Segundo Marinho, aproximadamente 22 mil torcedores organizados estão cadastrados.
E, desde o segundo semestre de 2006, não chegaria nem a uma dezena o número de consultas feitas a esse cadastro. ""Acho que houve quatro consultas, talvez mais, quase dez vezes. A Polícia Civil solicitou umas duas vezes. Não sei o resultado das investigações. Não tenho retorno", reconheceu.
O tenente-coronel da PM, Hervando Velozo, diz que nunca usou o cadastro. ""Não consultamos o cadastro, ele é responsabilidade da federação", disse, ao apontar que os responsáveis pela entrada de torcedores organizados não cadastrados são os fiscais da FPF.
Anteontem, no Corinthians x Santos, foram detidos dez torcedores -três não portavam o Cartão do Torcedor.
""Pegamos os que importavam, que são os agitadores. Após levá-los à delegacia, fazemos o boletim de ocorrência e um relatório com os seus nomes. Enviamos à federação para que ela suspenda suas carteirinhas. É melhor você ligar lá para saber melhor o que acontece", afirma Velozo.
Sobre o tema, o único que falou pela FPF ontem foi Marinho, que hoje trabalha em outra área. ""Quando tivermos o sistema totalmente integrado, com catraca identificando, coisa que está em processo, estádios com mais câmeras, aí sim conseguiremos fazer a segurança de forma mais efetiva."
A Folha tentou ouvir o promotor Paulo Castilho sobre o uso do cadastro da FPF para identificar agressores do clássico de anteontem. Ele, que no Pacaembu, em meio ao conflito, defendia a aprovação do cadastro nacional de torcedores para poder identificar os vândalos, não telefonou de volta.
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Criminalização
Organizada aponta falha em sistema
Folha de SP, 24.03.09
DA REPORTAGEM LOCAL
Integrante de organizada ouvido pela Folha afirmou que a eficácia do sistema do Cartão do Torcedor e do cadastro é zero.
Segundo ele, que não quis se identificar, o torcedor mostra a carteirinha na entrada do estádio para o fiscal da FPF e simplesmente entra. Os seus dados não são registrados, ou seja, não é possível realizar um mapeamento.
Segundo a PM, até hoje nenhum torcedor ""banido" dos estádios foi flagrado pelos fiscais da FPF e direcionado aos policiais.
""Mas, se o torcedor teve sua carteirinha confiscada pela federação, é lógico que não vai tentar entrar no estádio. Acho que vai preferir ficar junto com os torcedores comuns", afirma o tenente-coronel da PM, Hervando Velozo.
Há mais de 8.000 membros da corintiana Gaviões da Fiel cadastrados. Da são-paulina Independente e da palmeirense Mancha Verde, aproximadamente 3.000. Da santista Torcida Jovem, em torno de 2.600.
Membros dessa última organizada foram detidos anteontem sob acusação de provocar lesão corporal em policiais, além de desacato e desobediência. ""Fazemos nossa parte. Se eles não ficam presos, não é nossa culpa", diz Velozo.
Outras determinações às organizadas vêm sendo desrespeitadas. Elas precisam ter entrada por acesso exclusivo. É proibida a entrada nos estádios com mastros e bandeiras com dimensões superiores a 4 m x 4 m. (EO E RBU)
DA REPORTAGEM LOCAL
Integrante de organizada ouvido pela Folha afirmou que a eficácia do sistema do Cartão do Torcedor e do cadastro é zero.
Segundo ele, que não quis se identificar, o torcedor mostra a carteirinha na entrada do estádio para o fiscal da FPF e simplesmente entra. Os seus dados não são registrados, ou seja, não é possível realizar um mapeamento.
Segundo a PM, até hoje nenhum torcedor ""banido" dos estádios foi flagrado pelos fiscais da FPF e direcionado aos policiais.
""Mas, se o torcedor teve sua carteirinha confiscada pela federação, é lógico que não vai tentar entrar no estádio. Acho que vai preferir ficar junto com os torcedores comuns", afirma o tenente-coronel da PM, Hervando Velozo.
Há mais de 8.000 membros da corintiana Gaviões da Fiel cadastrados. Da são-paulina Independente e da palmeirense Mancha Verde, aproximadamente 3.000. Da santista Torcida Jovem, em torno de 2.600.
Membros dessa última organizada foram detidos anteontem sob acusação de provocar lesão corporal em policiais, além de desacato e desobediência. ""Fazemos nossa parte. Se eles não ficam presos, não é nossa culpa", diz Velozo.
Outras determinações às organizadas vêm sendo desrespeitadas. Elas precisam ter entrada por acesso exclusivo. É proibida a entrada nos estádios com mastros e bandeiras com dimensões superiores a 4 m x 4 m. (EO E RBU)
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Criminalização
Teixeira admite ofensas como resposta a ataques
Segunda, 23 de março de 2009, 19h53
Samir Carvalho
Direto de Santos
http://esportes.terra.com.br/futebol/estaduais/2009/interna/0,,OI3654601-EI12403,00-Teixeira+admite+ofensas+como+resposta+a+ataques.html
O presidente Marcelo Teixeira admitiu, nesta segunda-feira, no CT Rei Pelé, que discutiu com torcedores do Corinthians no último domingo, no Estádio do Pacaembu. O mandatário santista, inclusive, afirmou que hostilizou alguns torcedores, mas declarou que apenas reagiu aos insultos recebidos no setor reservado à diretoria do clube da Baixada.
"Eu não me arrependo. E espero que essas cenas fiquem marcadas na memória, para que as futuras reuniões tenham resultados mais práticos. Dificilmente vi um sentimento e uma situação de um clima tão desfavorável. Fiquei preocupado", disse o presidente Marcelo Teixeira.
Segundo o presidente santista, ele foi xingado e até cuspido quando estava se dirigindo ao local reservado. Desta forma, a atitude dos corintianos e o setor onde ficaram os torcedores do Santos foram os motivos que o fizeram discutir com a torcida do Corinthians.
"São fatos que revoltam qualquer pessoa. Entendo que o presidente tem que ter uma postura equilibrada, mas qualquer ser humano teria uma reação diferente para aqueles fatos. Nem que eu tomasse uma vacina e ficasse diferente. Posso errar, mas não poderei omitir na defesa daquilo que os promotores me deram razão. Tanto que agiram de acordo com outras normas que foram estudadas e não estão sendo aplicadas", explicou Teixeira.
Além da confusão para chegar ao setor reservado para os dirigentes santistas, Marcelo Teixeira discutiu novamente com um torcedor corintiano. Para o mandatário, o torcedor tinha ligação com a diretoria do clube de Parque São Jorge. Foi neste momento que o presidente acabou dizendo que o Corinthians era um time de segunda divisão.
"Estava me dirigindo ao vestiário e uma pessoa, com uma camisa da administração do Corinthians, se dirigiu de forma violenta a mim, dizendo que tudo aquilo era culpa do Santos, que a nossa torcida era responsável por aquela selvageria. Virei e fiz alguns comentários. Realmente, me dirigi com palavras que eu não repetiria hoje até em respeito ao Corinthians. Mas foi uma forma de desabafo contra tudo o que vi", comentou o presidente.
Os dois clubes têm confronto marcado para a Vila Belmiro no dia 31 de maio, pelo Campeonato Brasileiro deste ano. Corinthians e Santos podem se enfrentar pelas semifinais do Paulista. No entanto, o mando pertence à Federação Paulista de Futebol (FPF).
Especial para Terra
Samir Carvalho
Direto de Santos
http://esportes.terra.com.br/futebol/estaduais/2009/interna/0,,OI3654601-EI12403,00-Teixeira+admite+ofensas+como+resposta+a+ataques.html
O presidente Marcelo Teixeira admitiu, nesta segunda-feira, no CT Rei Pelé, que discutiu com torcedores do Corinthians no último domingo, no Estádio do Pacaembu. O mandatário santista, inclusive, afirmou que hostilizou alguns torcedores, mas declarou que apenas reagiu aos insultos recebidos no setor reservado à diretoria do clube da Baixada.
"Eu não me arrependo. E espero que essas cenas fiquem marcadas na memória, para que as futuras reuniões tenham resultados mais práticos. Dificilmente vi um sentimento e uma situação de um clima tão desfavorável. Fiquei preocupado", disse o presidente Marcelo Teixeira.
Segundo o presidente santista, ele foi xingado e até cuspido quando estava se dirigindo ao local reservado. Desta forma, a atitude dos corintianos e o setor onde ficaram os torcedores do Santos foram os motivos que o fizeram discutir com a torcida do Corinthians.
"São fatos que revoltam qualquer pessoa. Entendo que o presidente tem que ter uma postura equilibrada, mas qualquer ser humano teria uma reação diferente para aqueles fatos. Nem que eu tomasse uma vacina e ficasse diferente. Posso errar, mas não poderei omitir na defesa daquilo que os promotores me deram razão. Tanto que agiram de acordo com outras normas que foram estudadas e não estão sendo aplicadas", explicou Teixeira.
Além da confusão para chegar ao setor reservado para os dirigentes santistas, Marcelo Teixeira discutiu novamente com um torcedor corintiano. Para o mandatário, o torcedor tinha ligação com a diretoria do clube de Parque São Jorge. Foi neste momento que o presidente acabou dizendo que o Corinthians era um time de segunda divisão.
"Estava me dirigindo ao vestiário e uma pessoa, com uma camisa da administração do Corinthians, se dirigiu de forma violenta a mim, dizendo que tudo aquilo era culpa do Santos, que a nossa torcida era responsável por aquela selvageria. Virei e fiz alguns comentários. Realmente, me dirigi com palavras que eu não repetiria hoje até em respeito ao Corinthians. Mas foi uma forma de desabafo contra tudo o que vi", comentou o presidente.
Os dois clubes têm confronto marcado para a Vila Belmiro no dia 31 de maio, pelo Campeonato Brasileiro deste ano. Corinthians e Santos podem se enfrentar pelas semifinais do Paulista. No entanto, o mando pertence à Federação Paulista de Futebol (FPF).
Especial para Terra
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Uma mini torcida visitante e nova briga: é óbvio que a solução não passa por aí
http://espnbrasil.terra.com.br/maurocezarpereira/post/40506_UMA+MINI+TORCIDA+VISITANTE+E+NOVA+BRIGA+E+OBVIO+QUE+A+SOLUCAO+NAO+PASSA+POR+AI
Depois de São Paulo 1 x 1 Corinthians, no Morumbi, uma grande confusão se formou entre torcedores alvinegros e policiais miliares. Foi o assunto da semana e os palpites infundados voltaram a pipocas, inclusive por parte de "autoridades" que deveriam conhecer melhor o problema e apresentar soluções.
Uma das fórmulas mágicas é acabar com a torcida visitante, medida inócua testada e reprovada na Argentina. Dos que têm a missão de reduzir a violência de alguma forma relacionada com o futebol veio a proposta mirabolante: reduzir ainda mais os torcedores do time que não tem mando de campo.
Os 2,6 mil ingressos destinados aos santistas no clássico do Pacaembu contra o Corinthians e a briga (mais uma) dos visitantes com a PM mostra, escancara, evidencia que não é assim que se resolve o problema. Novas ideias geniais deverão ser apresentadas nos próximos dias.
Depois de São Paulo 1 x 1 Corinthians, no Morumbi, uma grande confusão se formou entre torcedores alvinegros e policiais miliares. Foi o assunto da semana e os palpites infundados voltaram a pipocas, inclusive por parte de "autoridades" que deveriam conhecer melhor o problema e apresentar soluções.
Uma das fórmulas mágicas é acabar com a torcida visitante, medida inócua testada e reprovada na Argentina. Dos que têm a missão de reduzir a violência de alguma forma relacionada com o futebol veio a proposta mirabolante: reduzir ainda mais os torcedores do time que não tem mando de campo.
Os 2,6 mil ingressos destinados aos santistas no clássico do Pacaembu contra o Corinthians e a briga (mais uma) dos visitantes com a PM mostra, escancara, evidencia que não é assim que se resolve o problema. Novas ideias geniais deverão ser apresentadas nos próximos dias.
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Quando dirigentes se transformam em torcedores de arquibancada
por Conrado Giulietti, blogueiro ESPN.com.br
http://espnbrasil.terra.com.br/futebol/post/40499_QUANDO+DIRIGENTES+SE+TRANSFORMAM+EM+TORCEDORES+DE+ARQUIBANCADA
Um torcedor do Santos inconformado atira um copo cheio de água contra outros posicionados abaixo dele.
Poucos metros ao lado, os chamados organizados partem pra cima da polícia Militar. Há o revide.
Nos dois setores só se vê pancadaria.
Voltamos ao ponto inicial. Ali é o camarote. Seguranças vão proteger quem lhes paga.
Na arquibancada, o reforço da PM aparentemente controla a situação.
Esse foi o retrato após o apito final do árbitro, na vitória do Corinthians sobre o Peixe por 1x0. Mas o futebol, de novo, é preterido.
O tal copo d água atirado partiu de onde estava o presidente santista Marcelo Teixeira. Onde estavam alguns privilegiados.
A diretoria do Santos repudiou também o fato de ter recebido apenas 2.100 ingressos da carga total. Em tom de revide, o clube promete adotar a mesma postura quando o Corinthians for a Vila Belmiro.
Duas brigas, em dois setores diferentes.
As atitudes, porém, igualam torcedores e dirigentes. Ponto para a violência.
http://espnbrasil.terra.com.br/futebol/post/40499_QUANDO+DIRIGENTES+SE+TRANSFORMAM+EM+TORCEDORES+DE+ARQUIBANCADA
Um torcedor do Santos inconformado atira um copo cheio de água contra outros posicionados abaixo dele.
Poucos metros ao lado, os chamados organizados partem pra cima da polícia Militar. Há o revide.
Nos dois setores só se vê pancadaria.
Voltamos ao ponto inicial. Ali é o camarote. Seguranças vão proteger quem lhes paga.
Na arquibancada, o reforço da PM aparentemente controla a situação.
Esse foi o retrato após o apito final do árbitro, na vitória do Corinthians sobre o Peixe por 1x0. Mas o futebol, de novo, é preterido.
O tal copo d água atirado partiu de onde estava o presidente santista Marcelo Teixeira. Onde estavam alguns privilegiados.
A diretoria do Santos repudiou também o fato de ter recebido apenas 2.100 ingressos da carga total. Em tom de revide, o clube promete adotar a mesma postura quando o Corinthians for a Vila Belmiro.
Duas brigas, em dois setores diferentes.
As atitudes, porém, igualam torcedores e dirigentes. Ponto para a violência.
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Tumulto aumenta polêmica das torcidas
Plantão | Publicada em 22/03/2009 às 19h39m
Lancepress
http://oglobo.globo.com/esportes/mat/2009/03/22/tumulto-aumenta-polemica-das-torcidas-754947031.asp
Corintianos e santistas lamentaram a violência entre torcedores e Polícia Militar, após o clássico deste domingo, no Pacaembu, que teve vitória corintiana por 1 a 0. Os incidentes levantaram a questão sobre credenciamento das torcidas organizadas e clássicos sem a torcida do time visitante.
Um dos mais inconformados com o conflito foi o presidente do Santos, Marcelo Teixeira. O dirigente criticou a recepção para a torcida santista, que teve poucos ingressos à disposição no Pacaembu. O motivo para o tumulto não foi descoberto, mas a versão da Polícia Militar é de que tudo começou quando uma mulher foi atingida no setor.
Teixeira lamentou o clima após o jogo, que para ele, pode gerar novas manifestações negativas em outros clássicos.
Os torcedores estavam falando que deve ser assim na Vila Belmiro também. Nós sempre recebemos bem o torcedor, fazemos escolta para eles desde a estrada, mas começa esse clima de violência que preocupa muito. Em Santos eu não tenho nenhum tipo de preocupação, mas em São Paulo é muito perigoso declarou o presidente.
O diretor de futebol do Santos, Adilson Durante, foi mais enfático na crítica aos corintianos.
Tudo isso foi criado porque já faz parte do Corinthians criar essa cilada, um circo. Foi um absurdo. Vamos analisar, alguma coisa tem que ser feita.
O incidente levantou a questão: os clássicos devem ou não receber as torcidas visitantes para acabar com os conflitos? Ao ouvir essa pergunta, o técnico Mano Menezes disse que isso não é necessário, mas pediu respeito com o torcedor que vai ao jogo no estádio do rival.
É possível fazermos jogos com duas torcidas, temos que melhorar são as condições da torcida visitante. É ruim quando se vai no estádio do Palmeiras, que é naquele cantinho atrás do gol, que mal dá para ver o jogo. No Pacaembu e na Vila Belmiro o torcedor também tem dificuldades. Precisamos ter mais respeito com o torcedor, temos que equacionar as dificuldades que deixam ele nervoso.
Lancepress
http://oglobo.globo.com/esportes/mat/2009/03/22/tumulto-aumenta-polemica-das-torcidas-754947031.asp
Corintianos e santistas lamentaram a violência entre torcedores e Polícia Militar, após o clássico deste domingo, no Pacaembu, que teve vitória corintiana por 1 a 0. Os incidentes levantaram a questão sobre credenciamento das torcidas organizadas e clássicos sem a torcida do time visitante.
Um dos mais inconformados com o conflito foi o presidente do Santos, Marcelo Teixeira. O dirigente criticou a recepção para a torcida santista, que teve poucos ingressos à disposição no Pacaembu. O motivo para o tumulto não foi descoberto, mas a versão da Polícia Militar é de que tudo começou quando uma mulher foi atingida no setor.
Teixeira lamentou o clima após o jogo, que para ele, pode gerar novas manifestações negativas em outros clássicos.
Os torcedores estavam falando que deve ser assim na Vila Belmiro também. Nós sempre recebemos bem o torcedor, fazemos escolta para eles desde a estrada, mas começa esse clima de violência que preocupa muito. Em Santos eu não tenho nenhum tipo de preocupação, mas em São Paulo é muito perigoso declarou o presidente.
O diretor de futebol do Santos, Adilson Durante, foi mais enfático na crítica aos corintianos.
Tudo isso foi criado porque já faz parte do Corinthians criar essa cilada, um circo. Foi um absurdo. Vamos analisar, alguma coisa tem que ser feita.
O incidente levantou a questão: os clássicos devem ou não receber as torcidas visitantes para acabar com os conflitos? Ao ouvir essa pergunta, o técnico Mano Menezes disse que isso não é necessário, mas pediu respeito com o torcedor que vai ao jogo no estádio do rival.
É possível fazermos jogos com duas torcidas, temos que melhorar são as condições da torcida visitante. É ruim quando se vai no estádio do Palmeiras, que é naquele cantinho atrás do gol, que mal dá para ver o jogo. No Pacaembu e na Vila Belmiro o torcedor também tem dificuldades. Precisamos ter mais respeito com o torcedor, temos que equacionar as dificuldades que deixam ele nervoso.
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Longe dos estádios, perto da cidadania
Torcedores envolvidos na confusão após clássico entre Sport e Santa no 1° turno estão participando de atividades educativas em dias de jogos do clube rubro-negro
http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/03/23/esportes9_0.asp
Eles estavam no meio de um grupo de torcedores acusados de se envolver em confusões após o clássico Santa Cruz x Sport, em 8 de fevereiro, pelo Campeonato Pernambucano. Detidos pela Polícia Militar, provavelmente não imaginavam, naquele momento, que a pena aplicada contra eles seria uma atividade educativa, pioneira no estado. Desde a última quarta-feira, 18 de março, 60 pessoas daquele grupo, todos membros da Torcida Jovem do Sport, vão à sede da Secretaria de Defesa Social, em Santo Amaro, para assistir a palestras e exibição de filmes.
Eles vão ao local todas as quartas-feiras à noite e domingos à tarde. Não por acaso, horários em que geralmente há jogos pelo Pernambucano. Durante 90 dias, não poderão ver partidas do time de coração. Estarão ocupados, participando das atividades. Preferiram essa opção a serem denunciados pelo Ministério Público e responderem processo, como vai acontecer com outras 42 pessoas também acusadas de se envolver nos distúrbios, que não compareceram à prestação da pena alternativa.
Nas duas primeiras vezes em que estiveram na sede da SDS, o grupo viu palestras, com a empresa Treinandos, especialista em treinamentos em segurança do trabalho, e com o pesquisador Felipe Moura, que falou sobre a lei 10.671/2003, conhecida como Estatuto do Torcedor. Ontem, assistiram a um filme, À Procura da Felicidade. Uma ficção norte-americana, mas com um conteúdo de paz e motivação em busca da realização de sonhos e objetivos pessoais.
"Vamos ainda realizar atividades bastante diversificadas, com oficinas de expressão corporal, debates abordando problemas sociais como o tabagismo. Eles têm participado bastante, questionando, comentando", conta Sandra França, coordenadora do programa Torcendo pela Paz, responsável pelo projeto com os torcedores, parceria entre a Secretaria Especial de Esportes, do Governo do Estado, e o Juizado do Torcedor.
Os frequentadores do projeto ouvidos pela reportagem concordaram que as atividades estão sendo bem proveitosas. Mas não deixam de questionar a razão de estarem ali."A gente não brigou, estava só passando pela rua. O pessoal do bar é que jogou garrafa na gente e a gente reagiu. Agora que já estamos aqui, vamos ver se aprendemos alguma coisa", disse um deles, que preferiu não se identificar.
Levantamento - Depois de comparecer aos trabalhos educativos durante três meses, o grupo estará liberado. Caso se envolvam em atos ilícitos nos próximos cinco anos, porém, não receberão mais benefício, sendo processados e fichados. "Nosso trabalho é voltado para a conscientização, a não-violência. O objetivo maior é educar", disse Diolinda Brandão, assistente-social do Juizado do Torcedor, que realizou um levantamento sobre o perfil dos torcedores punidos (ver quadro acima).
Saiba mais
Perfil dos torcedores que cumprem pena alternativa na SDS
Idade
18 a 21 anos 39 pessoas 66,1%
22 a 24 anos 16 pessoas 27,1%
Mais de 25 anos 4 pessoas 6,8%
Renda familiar
Até 1 salário 30 pessoas 50,8%
De 1 a 3 salários 6 pessoas 22%
De 2 a 3 pessoas 13 pessoas 10,2%
Acima de 3 salários 10 pessoas 17%
Ocupação
Desempregado 27 pessoas 45,8%
Empregado 15 pessoas 25,4%
Biscateiro 9 pessoas 15,2%
Não informou 8 pessoas 13,6%
Escolaridade
Analfabeto 1 pessoa 1,6%
Ensino fundamental 5 pessoas 8,5%
Ensino médio 23 pessoas 39%
2º grau completo 25 pessoas 42,4%
3º grau 5 pessoas 8,5%
http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/03/23/esportes9_0.asp
Eles estavam no meio de um grupo de torcedores acusados de se envolver em confusões após o clássico Santa Cruz x Sport, em 8 de fevereiro, pelo Campeonato Pernambucano. Detidos pela Polícia Militar, provavelmente não imaginavam, naquele momento, que a pena aplicada contra eles seria uma atividade educativa, pioneira no estado. Desde a última quarta-feira, 18 de março, 60 pessoas daquele grupo, todos membros da Torcida Jovem do Sport, vão à sede da Secretaria de Defesa Social, em Santo Amaro, para assistir a palestras e exibição de filmes.
Eles vão ao local todas as quartas-feiras à noite e domingos à tarde. Não por acaso, horários em que geralmente há jogos pelo Pernambucano. Durante 90 dias, não poderão ver partidas do time de coração. Estarão ocupados, participando das atividades. Preferiram essa opção a serem denunciados pelo Ministério Público e responderem processo, como vai acontecer com outras 42 pessoas também acusadas de se envolver nos distúrbios, que não compareceram à prestação da pena alternativa.
Nas duas primeiras vezes em que estiveram na sede da SDS, o grupo viu palestras, com a empresa Treinandos, especialista em treinamentos em segurança do trabalho, e com o pesquisador Felipe Moura, que falou sobre a lei 10.671/2003, conhecida como Estatuto do Torcedor. Ontem, assistiram a um filme, À Procura da Felicidade. Uma ficção norte-americana, mas com um conteúdo de paz e motivação em busca da realização de sonhos e objetivos pessoais.
"Vamos ainda realizar atividades bastante diversificadas, com oficinas de expressão corporal, debates abordando problemas sociais como o tabagismo. Eles têm participado bastante, questionando, comentando", conta Sandra França, coordenadora do programa Torcendo pela Paz, responsável pelo projeto com os torcedores, parceria entre a Secretaria Especial de Esportes, do Governo do Estado, e o Juizado do Torcedor.
Os frequentadores do projeto ouvidos pela reportagem concordaram que as atividades estão sendo bem proveitosas. Mas não deixam de questionar a razão de estarem ali."A gente não brigou, estava só passando pela rua. O pessoal do bar é que jogou garrafa na gente e a gente reagiu. Agora que já estamos aqui, vamos ver se aprendemos alguma coisa", disse um deles, que preferiu não se identificar.
Levantamento - Depois de comparecer aos trabalhos educativos durante três meses, o grupo estará liberado. Caso se envolvam em atos ilícitos nos próximos cinco anos, porém, não receberão mais benefício, sendo processados e fichados. "Nosso trabalho é voltado para a conscientização, a não-violência. O objetivo maior é educar", disse Diolinda Brandão, assistente-social do Juizado do Torcedor, que realizou um levantamento sobre o perfil dos torcedores punidos (ver quadro acima).
Saiba mais
Perfil dos torcedores que cumprem pena alternativa na SDS
Idade
18 a 21 anos 39 pessoas 66,1%
22 a 24 anos 16 pessoas 27,1%
Mais de 25 anos 4 pessoas 6,8%
Renda familiar
Até 1 salário 30 pessoas 50,8%
De 1 a 3 salários 6 pessoas 22%
De 2 a 3 pessoas 13 pessoas 10,2%
Acima de 3 salários 10 pessoas 17%
Ocupação
Desempregado 27 pessoas 45,8%
Empregado 15 pessoas 25,4%
Biscateiro 9 pessoas 15,2%
Não informou 8 pessoas 13,6%
Escolaridade
Analfabeto 1 pessoa 1,6%
Ensino fundamental 5 pessoas 8,5%
Ensino médio 23 pessoas 39%
2º grau completo 25 pessoas 42,4%
3º grau 5 pessoas 8,5%
Ministro Orlando Lero
http://blogdojuca.blog.uol.com.br/arch2009-03-22_2009-03-28.html
O ministro Orlando Silva Jr., que Luciano do Valle chama de Orlando Dias que é mesmo um homônimo mais compatível, foi entrevistado hoje pela manhã no Jornal da CBN.
Impressionante!
Ele fala como se estivesse chegando agora ao ministério do Esporte e não como se trabalhase nele desde o dia 1o. de abril de 2006, quase três anos portanto.
E como se a violência nos estádios fosse coisa nova.
E acha que seu projeto de lei, repleto de inutilidades, embora com pontos aproveitáveis, será a panacéia para todos os males, apesar de sua gestão poupar sistematicamente alguns dos maiores responsáveis pela violência, os cartolas que mantém as torcidas uniformizadas.
E, se não bastasse, uma questão como a da violência ele quer tratar por meio de projeto de lei, com a demora que se conhece.
Já a Timemania 2 virá como a primeira, por Medida Provisória.
E sabe por quê?
Porque ele só joga para a platéia.
O ministro Orlando Silva Jr., que Luciano do Valle chama de Orlando Dias que é mesmo um homônimo mais compatível, foi entrevistado hoje pela manhã no Jornal da CBN.
Impressionante!
Ele fala como se estivesse chegando agora ao ministério do Esporte e não como se trabalhase nele desde o dia 1o. de abril de 2006, quase três anos portanto.
E como se a violência nos estádios fosse coisa nova.
E acha que seu projeto de lei, repleto de inutilidades, embora com pontos aproveitáveis, será a panacéia para todos os males, apesar de sua gestão poupar sistematicamente alguns dos maiores responsáveis pela violência, os cartolas que mantém as torcidas uniformizadas.
E, se não bastasse, uma questão como a da violência ele quer tratar por meio de projeto de lei, com a demora que se conhece.
Já a Timemania 2 virá como a primeira, por Medida Provisória.
E sabe por quê?
Porque ele só joga para a platéia.
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Violência nos estádios não é só coisa de uniformizados
http://blogdojuca.blog.uol.com.br/arch2009-03-22_2009-03-28.html
Já faz certo tempo, alguns torcedores, na Vila Belmiro, destruíram a cabine da Sportv.
Ontem, no Pacaembu, houve quem quisesse fazer o mesmo com a cabine da CBN.
Uns malucos, sem noção, acharam que os copos d'água arremessados pelos cartolas do Santos, da tribuna acima da cabine, tinham sido jogado da cabine da emissora.
Nos dois casos as cabines ficam acima dos setores mais caros em ambos os estádios.
O que dá a medida da irracionalidade que toma conta de certas pessoas que têm certeza de sua impunidade.
Se o nível de agressividade, de "valentia", em simples comentários nos blogues pelo mundo afora é o que é, imagine num campo de futebol.
Nos blogues há a garantia do anonimato e nos estádios o da ação coletiva, como nos linchamentos.
Não é por acaso que cada vez mais emissoras de rádio e TV preferem fazer suas transmissões dos estúdios, para não expor suas equipes e equipamentos.
A ausência do Estado, da autoridade, nos estádios dá nisso.
Seja nas arquibancadas, como mais uma vez o Pacaembu testemunhou, seja nos setores vips.
E não é com carteira de torcedor que o problema será resolvido, como já ensinou o Estado britânico.
Que ensinou também que o torcedor tratado feito animal, age como animal.
Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 23 de março de 2009.
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm
Comentários:
[acfcflu] [RIO/RJ/BR]
Juca,isso é o cúmulo da estupidez.Que o torcedor é tratado como animal é verdade,mas agir como tal,também é malcaratismo,coisa de marginal.Isso afasta os verdadeiros torcedores.
23/03/2009 21:16
[donizetehonorio] [Taguatinga-DF]
Juca, a atitude do Pres. do time da "baixada" parece ser apenas pano de fundo para a mascarar a situação de calamidade que ocorre no seu "feudo". Assim, joga para os incautos "testemunhas" do mediano clube do cais do porto. As "velinhas de Taubaté" acreditam piamente em atos irresponsáveis como os que praticou o dito senhor. Aliás, insuflados pelo capitão-mór, já preparam uma retaliação à altura. Mais violência futura portanto. Se sou pres. do TODO PODEROSO TIMÃO, já estaria ajuizando uma ação na justiça para não jogar no "chiqueiro de vila belmiro". Nunca. Em nenhuma situação. Se a justiça não deferir o pedido, a direção do CORINTHIANS deveria abrir mão, de comum acordo com sua a FIEL, de qualquer ingresso que fosse. Nada mudaria. Somos superiores e ganhariamos o jogo de qualquer maneira, em qualquer lugar. Afinal, devemos considerar que o time da "baixada" não consegue sequer encher o seu pequeno estadiozinho. Teriamos lá sem os FIEIS, algo próximo de 6 mil testemunhas. Abçs.
23/03/2009 18:22
[Vovó em Brasília] [BRASÍLIA]
Meus queridos netinhos: algo tem de ser feito para coibir essa violência. Não vou mais aos estádios desde quando as organizadas tomaram conta. A carteirinha é uma idéia mais brasileira: os ingleses, com os hooligans, sofreram e ficaram fora dos jogos europeus por vários anos. Como não temos a possibilidade de manter detido o torcedor na delegacia até o final do jogo( imagine, nas nossas delegacias????) a carterinha ao menos é uma saída. Se não é a melhor que venham com outras antes de criticarem! Sugerir que se resolvam antes as mazelas sociais, etc, é não querer resolver. Agora, o Presidente do Santos, trocando sopapos com adversários e os próprios torcedores, isto não precisa nem de carteirinha para identificar....Ainda mais, fazendo ameaças aos adversários para a próxima partida em Santos.... Só internando o meu netinho... Deve estar muito chateado com a atuação do time e do Neymar. Bobagem! O menino é novinho e tem solução. O Marcelo Teixeira, não. Beijocas da vovó.
23/03/2009 17:52
[luizhubner] [sao paulo sp]
par mim essa carterinha veio em uma boa hora quem nao te dinheiro para comprar que junte dinheiro para comprar te garanto que muitos ficarao de fora do estadio a muitos foragidos da justiça e traficantes infiltrados nessas organizadas tambem acabara com o consumo de drogas nos jogos faltando acabar com a bebida alcoolica dentro e fora do estadio dai sim tera torcedores de bem cadastrados e filmados duvido que vai ter baderna carterinha ja
23/03/2009 17:11
[ronaldo_sp] [Brasil]
Muitas vezes um ato violento é uma maneira desesperada de quem já não aguenta tanta injustiça nas mãos de quem detém o poder. Jornalistas são apenas profissionais que deveriam agir no máximo de seu respeito, já que de tem o poder da comunicação nas maõs. Por isso, jamais brincar, jamais debochar, jamais acusar falsamente, levantar falsos testemunhos sem prova nas mãos. Não é santo, nem dono da verdade. Tanto que enxerga 2 fatos idênticos, como diferentes, com a intenção de "provocar" ou acusar pessoalmente uma torcida, ou alguém? No jogo SPFC x Corintihans foi igual. Uma torcida revoltada por nada, dirigentes corintianos irresposáveis ao microfone, e nada, nenhum texto condenando-os pelas asneiras que ajudava a incendiar o pre-classico. Agora, os culpados são apontados nos textos. Santistas marginais. E age sangue frio para aguentar esse jornalismo. Haja postura de babaca para ouvir quieto.
23/03/2009 16:54
[rangelreis] [Santos/SP]
Manipulação da midia:o que saiu do foco é o que se fez com a diretoria santista colocando-a num camarote bem próximo da torcida de Vips corintianos que a todo momento usava de xingamentos contra os mesmos.O MT errou,ele foi mais pela emoção do que pela razão(mas alguns "jornalistas torcedores" não agem da mesma forma),pois apesar de ser provocado não poderia jamais descer ao nível daqueles que o xingavam,o Presidente do Santos apenas deu motivos para tirar toda a atenção da origem dessa confusão,fez com que os cordeirinhos(de mentira)ficassem à margem dessa pôlemica.Isso tudo soa como um bom material para manipulação para num confronto posterior entre os dois clubes,tirarem o clássico da Vila Belmiro,com certeza teremos aqueles que diram "É uma temeridade um clássico na Vila".Ok digamos que se isso vier a acontecer,que se leve o jogo para o Pacaembu,e que seja destinado os 6% para os visitantes,e que eles fiquem no mesmo cantinho espremidos no estádio que eles pensam que é deles.
23/03/2009 16:45
[marangbh] [SP-Brasil]
E a parcela de culpa da imprensa? Ninguém vai falar nada. Alimentaram até a última hora a polêmica dos ingressos, tanto no jogo do Morumbi quanto no do Pacaembu. Contando com a briga pós jogo para terem mais assunto durante a semana seguinte. Todo mundo sabe que os urubus adoram uma carniça. Por que não fazem um trabalho sério, mostrando a bandidagem que é a Gaviões, a Indenpendente, a Mancha e a Torcida Jovem? Mostrem as drogas, os menores envolvidos, os ingressos que recebem etc. Vocês pódem até achar que não vende jornal. Vende sim. Ou será que existe também os Jornalistas Organizados?
23/03/2009 16:36
[cesarvizidoro] [Santo André, SP, Brasil ]
Mas isso EH ÓBVIO JUCA!!!! Demorou tampo tempora para vc perceber isso???? Violência não eh um problema dos Estádios, eh um problema da Sociedade, o problema eh que pra alguém falar de maneira séria e sem discursinhos prontos sobre o assunto precisa sentir na pele ( na própia ou de pessoas próximas )...... Ontem a culpa foi da polícia na confusão com os santistas, assim como foi no morumbi com os corinthianos, assim como foi ano passado na Final do Paulista com os Palmeirenses, os Torcedores sempre foram os msms e sempre irão agir da msm maneira nos Estádios de Futebol, era assim a 40 anos atrás e continuará assim por mais 200 anos à frente, ação gera reação, e a ação sempre vem da polícia, ou começa no meio dos Torcedores " comuns " ( como foi ontem nas cadeiras do Pacaembu ) e passa aos Organizados, a culpa cai em quem leva a fama, mas a solução não vem pq tem gente querendo fazer sua fama em cima disso......
23/03/2009 15:58
[hearns] [SP br]
Caro donizete honório-DF, diante das asneiras q escreveu percebe-se q vc não tem competência sequer p/ ser ASPONE do MOLUSCO BARBUDÂO ... "PELAMORDEDEUS !!!".
23/03/2009 15:47
[Walter Camargo] [Santana de Parnaiba, SP, Brasil]
Que Marcelo Teixeira é péssimo, quem é da oposição no Santos está careca de saber e os acontecimentos de ontem podem ter um pequeno peso nas eleições do fim do ano. Agora: faltou mençào às 3 bombas que a torcida do Corinthians arremessou ao recinto onde se encontrava a do Santos, o que gerou toda a confusão com a PM no fim do jogo. Ou para a imprensa esse é um fato a esconder?
23/03/2009 15:30
[jtcreal] [SP]
Donizete, seu comentário é tão ridículo quanto o presidente do seu time. Corinthiano não tem memória, vota no Collor. Andres Sanches = papagaio de pirata de Dualib, Andres Sanches = balada na companhia de jogadores; Andres Sanches = Amigo e defensor de Kia e parceria MSI. E a torcida do corinthians ainda apoia as coisas que essa diretoria faz: trazem o Ronaldo (contratação política)para apagar as m...que fazem nos bastidores. Pq hj o jornal, radio e televisão não falam do R9, matador??? Pq o cara não fez nada e vai continuar não fazendo e o corinthiano idolatrando Andres Sanches, aquele que fez o curinthia ir para a 2ª, junto com o Felipe, Dentinho e outros...Com esse time meia boca e treinador retranqueiro vai pra segunda no brasileiro novamente.
23/03/2009 15:25
[renatocot] [sp sp]
plenamente de acordo com o gerson rodriguez.eu estava no pacaembu e vi o que aconteceu.a torcida do santos furou o cordao e chegou na grade junto à numerada.Aí a polícia tentou controlar a situação e a torcida do santos investiu e foi controlada no cassetete.Jogaram um sinalizador contra a torcida do corinthians, também.Vomentar pela TV também é possível mas a sua ( do comentarita) informação é limitada. E ainda acho que voce, na profissão que tem, deveria ir ao estádio.
23/03/2009 15:16
[danielesq] [Porto Alegre / RS]
O Corinthians tem a torcida mais engraçada do Brasil. Quando o SPFC separou 10% de ingressos para eles no clássico eles deram xilique, fizeram uma tempestade num copo d'agua. Em primeiro lugar cederam menos que 10% para o Santos e essa imprenssa parcial nada falou a respeito. Em segundo lugar: Você se acham no direito de reclamar quando recebem 10% de ingressos? Tá vendo como a emoção deixa a razão para trás? E você heim seu Juca, que nada falou a respeito. Logo você?
23/03/2009 14:57
[donizetehonorio] [Taguatinga-DF]
Juca, acho que a diretoria do CORINTHIANS não deve mais reservar ingresso algum para torcedores destes outros times de São Paulo. É fácil. Entre num acordo com o JECRIM e com a PM/SP e veta-se entrada destes vândalos profissionais que se dizem torcedores de SPFW; Palmeiras e esta "minguada" mas extremamente violenta uniformizada do time da "baixada", como ficou provado ontem. Então sugiro assim: "Jogo do TODO PODEROSO TIMÃO, como já somos maioria absoluta mesmo, só nós teremos acesso ao estádio. Fora com estes violentos torcedores destes outros times. É uma temeridade deixá-los adentrar em estádios de futebol. Só para que não se esqueçam, freguesia continua, agora são 117 vitórias do TIMÃO sobre o "san7os". Abraços, e tomara que o Dr. Andrés Sanches leia meu comentário e comece a pensar na implementação de minhas idéias.
23/03/2009 14:23
[Alberto Junior] [Belo Horizonte(MG)]
O problema dessa discussão é que ela gira, gira e volta no mesmo denominador comum: a impunidade. Enquanto a impunidade não for erradicada ou, ao menos, bem diminuída dificilmente o nosso país irá evoluir.
23/03/2009 14:02
[bibianasjc] [http://blogdabibiana.blogspot.com/] [São José dos Campos/SP]
E o que dizer, novamente, das lamentáveis atitudes dos dirigentes, que se comportam como torcedores fanáticos ao invés de se colocar em seus devidos lugares e trabalhar a favor do futebol (utopia pura!) ao invés de trabalhar contra? E a FPF que não faz nada para intervir nessa palhaçada toda? Tudo a dizer é: HA-HA_HA, esse é o país da copa de 2014! Piada é pouco!
23/03/2009 13:57
[paulheavy] [S.Paulo]
Juca, cada vez mais me convenço que não há mais solução,pois aqui é um dos poucos lugares do mundo onde as prostitutas gozam,os políticos andam com dolares nas cuecas e ao serem pegos, alegam que nada sabiam, jornalistas, radialistas e apresentadores de tv torcem descaradamente chegando muitas vezes a brigarem com as imagens dos videos-tapes ou sonoras,a polícia apanha e nada muda pela passividade e complacencia de todos...Quanto pior,melhor,não? Quer valer que no próximo final de semana teremos mais problemas entre são paulinos e palmeirenses? Como dizia Charles DeGaulle : definitivamente,o Brasil não é um país sério!!! Eu concordo em gênero,número e grau...Infelizmente. Saudações Tricolores Paulo
23/03/2009 13:39
[Roberto Azevedo] [São Paulo S.P. Brasil]
Nem em um cabeleireiro feminino, se escuta tanta besteira como estou escutando agora no programa e sport's da Jovem Pan. Flavio Prado, é de uma mediocridade sem par. O Wanderley Nogueira e seus comandados, não merecem nem um centavo do que recebem como jornalistas esportivos. É bárbaro.
23/03/2009 13:37
[Josh Simon] [Santos]
Juca, Da mesma forma que após o jogo do São Paulo e Corintians vc ressaltou varias vezes que a responsabilidade dos fatos era do time mandante. Que tal, a bem da verdade e coerência vc reservar um post para reafirmar sua tese sobre responsabilidade do mandante do jogo. Como vc citou em seu post do dia 16/02, "Sem faniquitos, fundamentalismos, fanfarronices e demagogias".
23/03/2009 13:32
[hearns] [SP br]
Caro Roberto, o cantinho do Pacaembú onde ficou a Torcida do Santos é mehor q a Vila Belmiro ; já o cantinho do Morumbi é muito melhor q o Pacaembú ... MORUMBI, o ESTÁDIO DA COPA !!!!
23/03/2009 13:29
[Paulino] [Sao Paulo/SP]
Uma torcida que contabiliza o brasileiro de 2005 , o "mundial risivel" de 2000 nao existiu ,os paulistas de 77,79,88 etc. etc.. é capaz de aprontar qualquer coisa e sera sempre a maior responsavel pela violencia no futebol paulista.
23/03/2009 13:29
[Marcos Magno] [São Paulo]
Não existe justificativa para a violência mas sempre há um estopim para ela. No clássico alvinegro de maior rivalidade, encurralar a torcida em minoria absoluta foi total falta de preparo e prevenção. Só poderia dar no que deu. Se o Santos tivesse vencido, seria um massacre da mesma forma. Se a PM não conseguiu conter 2.000 torcedores santistas, com 30.000 corinthianos frustrados estaríamos contando as vítimas até agora.
23/03/2009 13:22
[antoniosergio0505] [USA]
Dirigentes, procuradores, PM e imprensa esportiva plantam batatinha. Logo, colhem batatinha. Com as condiçoes de infra-estrutura existentes, jogo tem que ser uma torcida só. O resto é conversa fora...
23/03/2009 13:04
[renato.jm] [São Paulo - SP]
Caro Juca, é após ler um comentário como esse que me pergunto: Que propaganda utópica é essa da FPF que mostra que o torcedor tem lugar garantido/marcado no estadio se nem ao menos educado e civilizado ele consegue ser. É como a histórica Dr.Jekyll e Mr.Hyde: basta uma dose de insanidade sem sentido que o médico respeitado e chefe de familia se transforme, no estádio, num monstro sem noção que coloca a loucura sem razão da paixão pelo time acima de qualquer outra coisa, até mesmo da racionalidade (!!!)
23/03/2009 12:40
[José Carlos Pereira] [SP]
Isso mesmo, nem sempre a violência vem das uniformizadas ou dos mais pobres. Boa parte das vezes são bodes expiatórios. José Carlos.
23/03/2009 12:08
[robson] [São Paulo,São Paulo,Brasil]
O que eu não me conformo é ver as imagens com os guardas tentando por respeito e os torcedores partindo pra cima, revidando, querendo brigar com a policia. Onde nós vamos parar. Não existe mais respeito às autoridades????
23/03/2009 11:58
[DOUGLAS] [guarulhos]
Sr Juca. Nada realmente justifica agressoes, pancadarias, etc, etc. O fato é que muitos de voces, que nao assumem o time a quem torce, tambem estimulam esse tipo de atitude. Pois vejamos. Ouvi a semana inteira, analistas ENRUSTIDOS, dizendo que o SANTOS CORRE POR FORA na busca pela ultima vaga. Como , alguem pode com os pontos ai a serem analisados, fazer esse tipo de comentario, pois, se o Santos ontem tivesse ganho o jogo, passaria o corinthians, e quem poderia estar CORRENDO POR FORA, ERA O PROPRIO CORINTHIANS. entao, o que falta tambem, é deixar um pouco o ufanismo ronaldo, o corintianismo de lado, e analisar como o sr mesmo faz, de forma imparcial e com criterios, fatos que nao acontecem com jornalistas mencionados pelo sr, da sportv , que se escondem e fazem papel de bom moços, quando nao sao. Mas ressalto, nada justifica a violencia, porem, nao podemos isentar nem dirigentes, nem jogadores, e muito menos a imprensa, todos tem sua parcela de culpa,
23/03/2009 11:57
[eginaldo.bringel] [nova odessa-sp]
Juca, ontem tive o prazer de assistir o jogo do cruzeirosxrio branco , em andradas-mg, junto com a minha esposa. sem torcida organizada, sem violencia,sem flanelinhas....etc... senhoras, senhores, crianças,familias inteiras,tudo como deveria ser em qualquer outro lugar. realmente inacreditavel.ainda da para assistir futebol em estadios.
23/03/2009 11:45
[Roberto Azevedo] [São Paulo S.P. Brasil]
Não tem mais como haver jogos seguros, em estádios Medievais como os brasileiros. Encurralar uma torcida, como fizeram com a Jovem e esperar bom comportamento, é de uma ignorâcia impar. Quem foi o estrupício que organizou aquilo? Enquanto tentarem, jogar a culpa no povo, vai ser assim. Por qual motivo escuso, os jornais, rádios e televisões, não exigem a construção de um estádio que preste, na cidade de São Paulo? Pacaembú, Morumbi, Canindé, Vila Belmiro, Brinco, Moisés, Parque Antartica, etc.. já cumpriram sua vida útil, a muito tempo. Tem dinheiro para tudo nesse país, menos para o futebol, que dá dinheiro para um monte de vagabundos a mais de 80 anos.
23/03/2009 11:32
[antoniohbc] [São Paulo SP]
Estava ontem na área Vip do Pacaembu e presenciei 2 copos de água atirado pelo presidente do Santos Marcelo Teixeira (que estava nas tribunas) em direção a torcedores na área Vip!
23/03/2009 11:28
[rafael] [São Paulo]
Dois incidentes registrados no Campeonato Paulista, os dois foram com a Torcida do Corinthians, coinciDência? TALVEZ.
23/03/2009 11:11
[cccassini] [toledo pr brasil]
Caro Juca. Não compare seres humanos com os animais por favor. Os seres humanos são piores.....pois tem cérebro para pensar. Portanto, os animais não merecem ser rebaixados a nivel de humanos...são muito melhores... abraços
23/03/2009 11:10
[Eduardo] [Belo Horizonte]
Juca, infelizmente a cultura da violência e da agressividade imperam neste país, basta observar no comportamento das pessoas até os cães (pitbulls) das pessoas deixaram de ser simples cães, tenho absoluta certeza de que os bandos uniformizados (aquilo que alguns chamam de torcida) são os responsáveis pelos atos de violência nos estádios e pior fora deles também. Possíveis causas disso: somando-se aos bandos organizados e ao comportamento com tendência agressiva, acrescento à parte irresponsável da mídia, que explora essa rivalidade ao extremo, um estado omisso, promíscuo e covarde, e como você bem disse a certeza da impunidade desse bando. Tomara que estas imagens tenham ido pra FIFA, este país não merece sediar uma copa do mundo.
23/03/2009 11:06
[graglesantos] [São Paulo SP BR]
Ao invés de portando carteirinha, certos torcedores, independentemente do valor pago pelo ingrsso, já deveriam ir é algemados aos estádios...
23/03/2009 11:02
[jtcreal] [SP]
Ora Juca, estranho que vc não fala nada da atitude da diretoria do Time da Marginal s/ número durante toda a semana passada, em relação aos ingressos. Da mesma forma que a torcida corinthiana organizou a baderna no SP x Corinthians, a torcida do Santos em protesto quis mostrar sua indignação (erroneamente diga-se de passagem). O Sr. Andres Sanches e o restante da diretoria que insitou essa baderna na semana anterior ao clássico. Esse senhor, Andres, deveria parar de ficar na balada com jogadores, deveria parar de ficar iludindo a torcida com zidane, crespo, riquelme e tratar de assuntos sérios do futebol. Corinthiano não tem memoria, esqueceram que o Andres era o papagaio de pirata do Dualib, que ele sempre defendeu com unhas e dentes o Sr. Kia e a parceria MSI. É assim que ele trata o futebol, vide a questão dos ingressos.
23/03/2009 10:59
[egiannin] [são paulo - sp - br]
Acho díficl rebater tudo o que foi dito nesta matéria. Tudo caminha para uma única solução. Torneio em dois turnos com presença apenas da torcida do mandante. Se brigarem entre si, como punição, portões fechados no próximo jogo como mandante.
23/03/2009 10:58
[elston] [renato.elston@zipnet.br] [Rio Claro-SP]
O jogo de ontem mostra o quanto o futebol está na mão de dirigentes dissimulados. O sscp fez de tudo para criar dificuldades para o SANTOS FC e sua torcida. Conseguiu. Os santistas não tiveram ingressos e foram ao estádio sob permanente ameaça de serem agredidos pela desproporção no número de torcedores. Assista a um jogo nessas condições e me diga se após 15 minutos todos não estarão dispostos a se defender, dos adversários ou da PM. O Marcelo Teixeira deve ser criticado por tudo, mas não por estar se defendendo de agressões sofridas em um camarote no meio dos torcedores rivais. Grande parte da imprensa é composta por torcedores parciais: veja transmissões da SporTV e os vídeos de sua equipe disponíveis na Internet. Não tem credibilidade e aguça a rivalidade (a torcida do SANTOS FC não é a única que se estranhou a imprensa esportiva) A imprensa apenas recebe de volta aquilo que proporciona. Mas, como sempre, a última palavra, a verdade instituída, é a do jornalista.
23/03/2009 10:56
[elston] [renato.elston@zipnet.br] [Rio Claro-SP]
O jogo de ontem mostra o quanto o futebol está na mão de dirigentes dissimulados. O sscp fez de tudo para criar dificuldades para o SANTOS FC e sua torcida. Conseguiu. Os santistas não tiveram ingressos e foram ao estádio sob permanente ameaça de serem agredidos pela desproporção no número de torcedores. Assista a um jogo nessas condições e me diga se após 15 minutos todos não estarão dispostos a se defender, dos adversários ou da PM. O Marcelo Teixeira deve ser criticado por tudo, mas não por estar se defendendo de agressões sofridas em um camarote no meio dos torcedores rivais. Grande parte da imprensa é composta por torcedores parciais: veja transmissões da SporTV e os vídeos de sua equipe disponíveis na Internet. Não tem credibilidade e aguça a rivalidade (a torcida do SANTOS FC não é a única que se estranhou a imprensa esportiva) A imprensa apenas recebe de volta aquilo que proporciona. Mas, como sempre, a última palavra, a verdade instituída, é a do jornalista.
23/03/2009 10:56
[laurentino.neto] [rio de janeiro-rj-brasil]
Acredito que a melhor forma de se acabar com a violência e a consequente paz nos estádios seja um processo de reeducação dos presidentes de clubes, vide a dupla Juvenal-Marco, que provocaram a torcida do Corinthians o tempo todo e ontem o presidente do Santos atirando copos nos torcedores, fato que o Sr. não citou. O futebol precisa de torcida nos estádios para se renovar para que as gerações vindouras, gostem de futebol, precisa de todas as torcidas em campo, basta escoltar e isolar a entrada dos visitantes e segurar por pelo menos uma hora sua saída, deixá-los esperando mesmo, isso é feito aqui no Rio e funciona e que a polícia esteja presente nos limitrófes do estádio e da rua.
23/03/2009 10:43
[victoraas] [Curitiba/PR]
Juca, quando teremos um clássicos MEIO A MEIO com 120 000 pessoas como nos anos 80. Chega de copiar modelo de Europa e EUA , é uma babação de ovo que só a classe média gosta. Que falta faz os clássicos com o Morumbi abarrotado.
23/03/2009 10:29
[João Pedro] [BH]
Ok, concordo com vc. Violencia é o fim da picada. Mas a mídia precisa também reflrtir muito. Jornalistas de SP falam de outros estados sem saber direito o que falam. Materias são feitas sem melhor apuração de fatos, etc... A midia esportiva anda uma vergonha!
23/03/2009 10:28
[techbaguete] [Cornélio Procópio - PR - Brasil]
É realmente lamentável que isso continue acontecendo. Tinha torcedor enfrentando a polícia como se fosse um torcedor rival. Não que uma ou outra dessas atitudes se justifique, mas enquanto o nível de educação continuar assim, estaremos ainda muito longe de ter estádios como na Europa, sem alambrados. E pensar que 2014 e o Mundial de Futebol no Brasil tá chegando... onde vamos parar?
23/03/2009 10:26
[leonardofreirepereira] [São Paulo, BR]
Já ia me esquecendo de um detalhe muito importante: tudo indica que a confusão começou nas numeradas, onde se acomodam os vips e autoridades. Engraçado que, por lá, não vi a polícia bater em ninguém. Ou seja, o tal ingresso de R$ 150 imuniza o torcedor contra a truculência policial e, na esteira dos vips, ficam protegidas as autoridades e os convidados. E pau em quem compra ingresso popular...
23/03/2009 10:14
[leonardofreirepereira] [São Paulo, BR]
Não se trata de fazer a defesa de torcidas uniformizadas, mas de reconhecer que a rivalidade insana e irresponsável de torcedores e dirigentes aliada ao despreparo da polícia (pra não falar da lambança do árbitro no final do jogo), resultam em cenas como as vistas no final do clássico. Torcedores devem ser punidos, dirigentes devem ser punidos, policiais devem ser punidos. Nem todo torcedor organizado é bandido, como nem todo tordecor tido como "autônomo" é santo. E o presidente do Santos é daqueles valentes que, cercados por seguranças, acham que podem dizer e fazer o que bem entendem. Insuflados, a torcida do Santos enfrentou a polícia, que agiu com a costumeira selvageria oficializada. E ainda há quem defenda ações daquela espécie, sob o imbecil argumento de que "ninguém apanha de graça". Não esqueçamos que as autoridades que usam seus porretes estatais e agridem pessoas dentro do estádio são as mesmas que deveriam nos defender dentro e fora dele.
23/03/2009 10:03
[leonardofreirepereira] [São Paulo, BR]
Não se trata de fazer a defesa de torcidas uniformizadas, mas de reconhecer que a rivalidade insana e irresponsável de torcedores e dirigentes aliada ao despreparo da polícia (pra não falar da lambança do árbitro no final do jogo), resultam em cenas como as vistas no final do clássico. Torcedores devem ser punidos, dirigentes devem ser punidos, policiais devem ser punidos. Nem todo torcedor organizado é bandido, como nem todo tordecor tido como "autônomo" é santo. E o presidente do Santos é daqueles valentes que, cercados por seguranças, acham que podem dizer e fazer o que bem entendem. Insuflados, a torcida do Santos enfrentou a polícia, que agiu com a costumeira selvageria oficializada. E ainda há quem defenda ações daquela espécie, sob o imbecil argumento de que "ninguém apanha de graça". Não esqueçamos que as autoridades que usam seus porretes estatais e agridem pessoas dentro do estádio são as mesmas que deveriam nos defender dentro e fora dele.
23/03/2009 10:02
[Paulistano] [S. Paulo SP]
ELES venceram! Com muita tristeza parei de ir aos estádios. Quem gosta de ser bem tratado, parou. Se o objetivo dELES era este, ELES conseguiram. Seja lá quem forem ELES...
23/03/2009 09:50
[sandro.a.cardoso] [Porto Alegre, RS, Brasil]
"... os copos d'água arremessados pelos cartolas do Santos..." - Cartolas, a pior torcida uniformizada.
23/03/2009 09:45
[leao] [Sao Paulo]
Juca, o imperador da Vila Belmiro incitou 2000 santistas a partirem para a briga contra 31000 corintianos. Seria um massacre. Não fosse à disposição de algun policiais abnegados. O ditador da zona do cais, Marcelo Teixeira, e seu staff incitaram os santistas. Ridiculo é ver programas esportivos, TV Gazeta, vendo e ouvindo as imagens de um presidente descontrolado, brigando com torcedores, tentar minimizar as palavras do dito presidente. Ele foi pior que presidente de torcida uniformizada. Incitou e correu, cercado de seguranças. Ontem foi fácil identificar quem incitou. Quero ver se alguém terá coragem de punir este sr. Dúvido.
23/03/2009 09:40
[hearns] [SP br]
Violência, violência pandêmica ... E os inúteis Poderes Legislativo e Judiciário não fazem nada além de olhar para os seus respectivos subsídios e privilégios. E os omissos Governo e militares assistindo a tudo isso de camarote, sem qualquer "projeto de Brasil". E os vândalos da Idade Contemporânea mandando ver no faroeste do Futebol : "ESSA TERRA NÃO TEM DONO !!!". E não há como manter distãncia de toda essa gente ... DEUS, me tire daqui.
23/03/2009 09:39
[marcio.dutra] [Curitiba - Parana]
Ontem Corinthians x Santos...quem demonstrou TOTAL FALTA DE PREPARO foi a POLICIA de SP! O que a policia pretendia encurralando os torcedores? batendo como se estivessem tocando gado (acho que gado tem mais respeito). NENHUM MEIO DE COMUNICAÇÃO comenta sobre a Policia, apenas dizem que a culpa é da torcida! Respeitem o torcedor!
23/03/2009 09:24
Já faz certo tempo, alguns torcedores, na Vila Belmiro, destruíram a cabine da Sportv.
Ontem, no Pacaembu, houve quem quisesse fazer o mesmo com a cabine da CBN.
Uns malucos, sem noção, acharam que os copos d'água arremessados pelos cartolas do Santos, da tribuna acima da cabine, tinham sido jogado da cabine da emissora.
Nos dois casos as cabines ficam acima dos setores mais caros em ambos os estádios.
O que dá a medida da irracionalidade que toma conta de certas pessoas que têm certeza de sua impunidade.
Se o nível de agressividade, de "valentia", em simples comentários nos blogues pelo mundo afora é o que é, imagine num campo de futebol.
Nos blogues há a garantia do anonimato e nos estádios o da ação coletiva, como nos linchamentos.
Não é por acaso que cada vez mais emissoras de rádio e TV preferem fazer suas transmissões dos estúdios, para não expor suas equipes e equipamentos.
A ausência do Estado, da autoridade, nos estádios dá nisso.
Seja nas arquibancadas, como mais uma vez o Pacaembu testemunhou, seja nos setores vips.
E não é com carteira de torcedor que o problema será resolvido, como já ensinou o Estado britânico.
Que ensinou também que o torcedor tratado feito animal, age como animal.
Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 23 de março de 2009.
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm
Comentários:
[acfcflu] [RIO/RJ/BR]
Juca,isso é o cúmulo da estupidez.Que o torcedor é tratado como animal é verdade,mas agir como tal,também é malcaratismo,coisa de marginal.Isso afasta os verdadeiros torcedores.
23/03/2009 21:16
[donizetehonorio] [Taguatinga-DF]
Juca, a atitude do Pres. do time da "baixada" parece ser apenas pano de fundo para a mascarar a situação de calamidade que ocorre no seu "feudo". Assim, joga para os incautos "testemunhas" do mediano clube do cais do porto. As "velinhas de Taubaté" acreditam piamente em atos irresponsáveis como os que praticou o dito senhor. Aliás, insuflados pelo capitão-mór, já preparam uma retaliação à altura. Mais violência futura portanto. Se sou pres. do TODO PODEROSO TIMÃO, já estaria ajuizando uma ação na justiça para não jogar no "chiqueiro de vila belmiro". Nunca. Em nenhuma situação. Se a justiça não deferir o pedido, a direção do CORINTHIANS deveria abrir mão, de comum acordo com sua a FIEL, de qualquer ingresso que fosse. Nada mudaria. Somos superiores e ganhariamos o jogo de qualquer maneira, em qualquer lugar. Afinal, devemos considerar que o time da "baixada" não consegue sequer encher o seu pequeno estadiozinho. Teriamos lá sem os FIEIS, algo próximo de 6 mil testemunhas. Abçs.
23/03/2009 18:22
[Vovó em Brasília] [BRASÍLIA]
Meus queridos netinhos: algo tem de ser feito para coibir essa violência. Não vou mais aos estádios desde quando as organizadas tomaram conta. A carteirinha é uma idéia mais brasileira: os ingleses, com os hooligans, sofreram e ficaram fora dos jogos europeus por vários anos. Como não temos a possibilidade de manter detido o torcedor na delegacia até o final do jogo( imagine, nas nossas delegacias????) a carterinha ao menos é uma saída. Se não é a melhor que venham com outras antes de criticarem! Sugerir que se resolvam antes as mazelas sociais, etc, é não querer resolver. Agora, o Presidente do Santos, trocando sopapos com adversários e os próprios torcedores, isto não precisa nem de carteirinha para identificar....Ainda mais, fazendo ameaças aos adversários para a próxima partida em Santos.... Só internando o meu netinho... Deve estar muito chateado com a atuação do time e do Neymar. Bobagem! O menino é novinho e tem solução. O Marcelo Teixeira, não. Beijocas da vovó.
23/03/2009 17:52
[luizhubner] [sao paulo sp]
par mim essa carterinha veio em uma boa hora quem nao te dinheiro para comprar que junte dinheiro para comprar te garanto que muitos ficarao de fora do estadio a muitos foragidos da justiça e traficantes infiltrados nessas organizadas tambem acabara com o consumo de drogas nos jogos faltando acabar com a bebida alcoolica dentro e fora do estadio dai sim tera torcedores de bem cadastrados e filmados duvido que vai ter baderna carterinha ja
23/03/2009 17:11
[ronaldo_sp] [Brasil]
Muitas vezes um ato violento é uma maneira desesperada de quem já não aguenta tanta injustiça nas mãos de quem detém o poder. Jornalistas são apenas profissionais que deveriam agir no máximo de seu respeito, já que de tem o poder da comunicação nas maõs. Por isso, jamais brincar, jamais debochar, jamais acusar falsamente, levantar falsos testemunhos sem prova nas mãos. Não é santo, nem dono da verdade. Tanto que enxerga 2 fatos idênticos, como diferentes, com a intenção de "provocar" ou acusar pessoalmente uma torcida, ou alguém? No jogo SPFC x Corintihans foi igual. Uma torcida revoltada por nada, dirigentes corintianos irresposáveis ao microfone, e nada, nenhum texto condenando-os pelas asneiras que ajudava a incendiar o pre-classico. Agora, os culpados são apontados nos textos. Santistas marginais. E age sangue frio para aguentar esse jornalismo. Haja postura de babaca para ouvir quieto.
23/03/2009 16:54
[rangelreis] [Santos/SP]
Manipulação da midia:o que saiu do foco é o que se fez com a diretoria santista colocando-a num camarote bem próximo da torcida de Vips corintianos que a todo momento usava de xingamentos contra os mesmos.O MT errou,ele foi mais pela emoção do que pela razão(mas alguns "jornalistas torcedores" não agem da mesma forma),pois apesar de ser provocado não poderia jamais descer ao nível daqueles que o xingavam,o Presidente do Santos apenas deu motivos para tirar toda a atenção da origem dessa confusão,fez com que os cordeirinhos(de mentira)ficassem à margem dessa pôlemica.Isso tudo soa como um bom material para manipulação para num confronto posterior entre os dois clubes,tirarem o clássico da Vila Belmiro,com certeza teremos aqueles que diram "É uma temeridade um clássico na Vila".Ok digamos que se isso vier a acontecer,que se leve o jogo para o Pacaembu,e que seja destinado os 6% para os visitantes,e que eles fiquem no mesmo cantinho espremidos no estádio que eles pensam que é deles.
23/03/2009 16:45
[marangbh] [SP-Brasil]
E a parcela de culpa da imprensa? Ninguém vai falar nada. Alimentaram até a última hora a polêmica dos ingressos, tanto no jogo do Morumbi quanto no do Pacaembu. Contando com a briga pós jogo para terem mais assunto durante a semana seguinte. Todo mundo sabe que os urubus adoram uma carniça. Por que não fazem um trabalho sério, mostrando a bandidagem que é a Gaviões, a Indenpendente, a Mancha e a Torcida Jovem? Mostrem as drogas, os menores envolvidos, os ingressos que recebem etc. Vocês pódem até achar que não vende jornal. Vende sim. Ou será que existe também os Jornalistas Organizados?
23/03/2009 16:36
[cesarvizidoro] [Santo André, SP, Brasil ]
Mas isso EH ÓBVIO JUCA!!!! Demorou tampo tempora para vc perceber isso???? Violência não eh um problema dos Estádios, eh um problema da Sociedade, o problema eh que pra alguém falar de maneira séria e sem discursinhos prontos sobre o assunto precisa sentir na pele ( na própia ou de pessoas próximas )...... Ontem a culpa foi da polícia na confusão com os santistas, assim como foi no morumbi com os corinthianos, assim como foi ano passado na Final do Paulista com os Palmeirenses, os Torcedores sempre foram os msms e sempre irão agir da msm maneira nos Estádios de Futebol, era assim a 40 anos atrás e continuará assim por mais 200 anos à frente, ação gera reação, e a ação sempre vem da polícia, ou começa no meio dos Torcedores " comuns " ( como foi ontem nas cadeiras do Pacaembu ) e passa aos Organizados, a culpa cai em quem leva a fama, mas a solução não vem pq tem gente querendo fazer sua fama em cima disso......
23/03/2009 15:58
[hearns] [SP br]
Caro donizete honório-DF, diante das asneiras q escreveu percebe-se q vc não tem competência sequer p/ ser ASPONE do MOLUSCO BARBUDÂO ... "PELAMORDEDEUS !!!".
23/03/2009 15:47
[Walter Camargo] [Santana de Parnaiba, SP, Brasil]
Que Marcelo Teixeira é péssimo, quem é da oposição no Santos está careca de saber e os acontecimentos de ontem podem ter um pequeno peso nas eleições do fim do ano. Agora: faltou mençào às 3 bombas que a torcida do Corinthians arremessou ao recinto onde se encontrava a do Santos, o que gerou toda a confusão com a PM no fim do jogo. Ou para a imprensa esse é um fato a esconder?
23/03/2009 15:30
[jtcreal] [SP]
Donizete, seu comentário é tão ridículo quanto o presidente do seu time. Corinthiano não tem memória, vota no Collor. Andres Sanches = papagaio de pirata de Dualib, Andres Sanches = balada na companhia de jogadores; Andres Sanches = Amigo e defensor de Kia e parceria MSI. E a torcida do corinthians ainda apoia as coisas que essa diretoria faz: trazem o Ronaldo (contratação política)para apagar as m...que fazem nos bastidores. Pq hj o jornal, radio e televisão não falam do R9, matador??? Pq o cara não fez nada e vai continuar não fazendo e o corinthiano idolatrando Andres Sanches, aquele que fez o curinthia ir para a 2ª, junto com o Felipe, Dentinho e outros...Com esse time meia boca e treinador retranqueiro vai pra segunda no brasileiro novamente.
23/03/2009 15:25
[renatocot] [sp sp]
plenamente de acordo com o gerson rodriguez.eu estava no pacaembu e vi o que aconteceu.a torcida do santos furou o cordao e chegou na grade junto à numerada.Aí a polícia tentou controlar a situação e a torcida do santos investiu e foi controlada no cassetete.Jogaram um sinalizador contra a torcida do corinthians, também.Vomentar pela TV também é possível mas a sua ( do comentarita) informação é limitada. E ainda acho que voce, na profissão que tem, deveria ir ao estádio.
23/03/2009 15:16
[danielesq] [Porto Alegre / RS]
O Corinthians tem a torcida mais engraçada do Brasil. Quando o SPFC separou 10% de ingressos para eles no clássico eles deram xilique, fizeram uma tempestade num copo d'agua. Em primeiro lugar cederam menos que 10% para o Santos e essa imprenssa parcial nada falou a respeito. Em segundo lugar: Você se acham no direito de reclamar quando recebem 10% de ingressos? Tá vendo como a emoção deixa a razão para trás? E você heim seu Juca, que nada falou a respeito. Logo você?
23/03/2009 14:57
[donizetehonorio] [Taguatinga-DF]
Juca, acho que a diretoria do CORINTHIANS não deve mais reservar ingresso algum para torcedores destes outros times de São Paulo. É fácil. Entre num acordo com o JECRIM e com a PM/SP e veta-se entrada destes vândalos profissionais que se dizem torcedores de SPFW; Palmeiras e esta "minguada" mas extremamente violenta uniformizada do time da "baixada", como ficou provado ontem. Então sugiro assim: "Jogo do TODO PODEROSO TIMÃO, como já somos maioria absoluta mesmo, só nós teremos acesso ao estádio. Fora com estes violentos torcedores destes outros times. É uma temeridade deixá-los adentrar em estádios de futebol. Só para que não se esqueçam, freguesia continua, agora são 117 vitórias do TIMÃO sobre o "san7os". Abraços, e tomara que o Dr. Andrés Sanches leia meu comentário e comece a pensar na implementação de minhas idéias.
23/03/2009 14:23
[Alberto Junior] [Belo Horizonte(MG)]
O problema dessa discussão é que ela gira, gira e volta no mesmo denominador comum: a impunidade. Enquanto a impunidade não for erradicada ou, ao menos, bem diminuída dificilmente o nosso país irá evoluir.
23/03/2009 14:02
[bibianasjc] [http://blogdabibiana.blogspot.com/] [São José dos Campos/SP]
E o que dizer, novamente, das lamentáveis atitudes dos dirigentes, que se comportam como torcedores fanáticos ao invés de se colocar em seus devidos lugares e trabalhar a favor do futebol (utopia pura!) ao invés de trabalhar contra? E a FPF que não faz nada para intervir nessa palhaçada toda? Tudo a dizer é: HA-HA_HA, esse é o país da copa de 2014! Piada é pouco!
23/03/2009 13:57
[paulheavy] [S.Paulo]
Juca, cada vez mais me convenço que não há mais solução,pois aqui é um dos poucos lugares do mundo onde as prostitutas gozam,os políticos andam com dolares nas cuecas e ao serem pegos, alegam que nada sabiam, jornalistas, radialistas e apresentadores de tv torcem descaradamente chegando muitas vezes a brigarem com as imagens dos videos-tapes ou sonoras,a polícia apanha e nada muda pela passividade e complacencia de todos...Quanto pior,melhor,não? Quer valer que no próximo final de semana teremos mais problemas entre são paulinos e palmeirenses? Como dizia Charles DeGaulle : definitivamente,o Brasil não é um país sério!!! Eu concordo em gênero,número e grau...Infelizmente. Saudações Tricolores Paulo
23/03/2009 13:39
[Roberto Azevedo] [São Paulo S.P. Brasil]
Nem em um cabeleireiro feminino, se escuta tanta besteira como estou escutando agora no programa e sport's da Jovem Pan. Flavio Prado, é de uma mediocridade sem par. O Wanderley Nogueira e seus comandados, não merecem nem um centavo do que recebem como jornalistas esportivos. É bárbaro.
23/03/2009 13:37
[Josh Simon] [Santos]
Juca, Da mesma forma que após o jogo do São Paulo e Corintians vc ressaltou varias vezes que a responsabilidade dos fatos era do time mandante. Que tal, a bem da verdade e coerência vc reservar um post para reafirmar sua tese sobre responsabilidade do mandante do jogo. Como vc citou em seu post do dia 16/02, "Sem faniquitos, fundamentalismos, fanfarronices e demagogias".
23/03/2009 13:32
[hearns] [SP br]
Caro Roberto, o cantinho do Pacaembú onde ficou a Torcida do Santos é mehor q a Vila Belmiro ; já o cantinho do Morumbi é muito melhor q o Pacaembú ... MORUMBI, o ESTÁDIO DA COPA !!!!
23/03/2009 13:29
[Paulino] [Sao Paulo/SP]
Uma torcida que contabiliza o brasileiro de 2005 , o "mundial risivel" de 2000 nao existiu ,os paulistas de 77,79,88 etc. etc.. é capaz de aprontar qualquer coisa e sera sempre a maior responsavel pela violencia no futebol paulista.
23/03/2009 13:29
[Marcos Magno] [São Paulo]
Não existe justificativa para a violência mas sempre há um estopim para ela. No clássico alvinegro de maior rivalidade, encurralar a torcida em minoria absoluta foi total falta de preparo e prevenção. Só poderia dar no que deu. Se o Santos tivesse vencido, seria um massacre da mesma forma. Se a PM não conseguiu conter 2.000 torcedores santistas, com 30.000 corinthianos frustrados estaríamos contando as vítimas até agora.
23/03/2009 13:22
[antoniosergio0505] [USA]
Dirigentes, procuradores, PM e imprensa esportiva plantam batatinha. Logo, colhem batatinha. Com as condiçoes de infra-estrutura existentes, jogo tem que ser uma torcida só. O resto é conversa fora...
23/03/2009 13:04
[renato.jm] [São Paulo - SP]
Caro Juca, é após ler um comentário como esse que me pergunto: Que propaganda utópica é essa da FPF que mostra que o torcedor tem lugar garantido/marcado no estadio se nem ao menos educado e civilizado ele consegue ser. É como a histórica Dr.Jekyll e Mr.Hyde: basta uma dose de insanidade sem sentido que o médico respeitado e chefe de familia se transforme, no estádio, num monstro sem noção que coloca a loucura sem razão da paixão pelo time acima de qualquer outra coisa, até mesmo da racionalidade (!!!)
23/03/2009 12:40
[José Carlos Pereira] [SP]
Isso mesmo, nem sempre a violência vem das uniformizadas ou dos mais pobres. Boa parte das vezes são bodes expiatórios. José Carlos.
23/03/2009 12:08
[robson] [São Paulo,São Paulo,Brasil]
O que eu não me conformo é ver as imagens com os guardas tentando por respeito e os torcedores partindo pra cima, revidando, querendo brigar com a policia. Onde nós vamos parar. Não existe mais respeito às autoridades????
23/03/2009 11:58
[DOUGLAS] [guarulhos]
Sr Juca. Nada realmente justifica agressoes, pancadarias, etc, etc. O fato é que muitos de voces, que nao assumem o time a quem torce, tambem estimulam esse tipo de atitude. Pois vejamos. Ouvi a semana inteira, analistas ENRUSTIDOS, dizendo que o SANTOS CORRE POR FORA na busca pela ultima vaga. Como , alguem pode com os pontos ai a serem analisados, fazer esse tipo de comentario, pois, se o Santos ontem tivesse ganho o jogo, passaria o corinthians, e quem poderia estar CORRENDO POR FORA, ERA O PROPRIO CORINTHIANS. entao, o que falta tambem, é deixar um pouco o ufanismo ronaldo, o corintianismo de lado, e analisar como o sr mesmo faz, de forma imparcial e com criterios, fatos que nao acontecem com jornalistas mencionados pelo sr, da sportv , que se escondem e fazem papel de bom moços, quando nao sao. Mas ressalto, nada justifica a violencia, porem, nao podemos isentar nem dirigentes, nem jogadores, e muito menos a imprensa, todos tem sua parcela de culpa,
23/03/2009 11:57
[eginaldo.bringel] [nova odessa-sp]
Juca, ontem tive o prazer de assistir o jogo do cruzeirosxrio branco , em andradas-mg, junto com a minha esposa. sem torcida organizada, sem violencia,sem flanelinhas....etc... senhoras, senhores, crianças,familias inteiras,tudo como deveria ser em qualquer outro lugar. realmente inacreditavel.ainda da para assistir futebol em estadios.
23/03/2009 11:45
[Roberto Azevedo] [São Paulo S.P. Brasil]
Não tem mais como haver jogos seguros, em estádios Medievais como os brasileiros. Encurralar uma torcida, como fizeram com a Jovem e esperar bom comportamento, é de uma ignorâcia impar. Quem foi o estrupício que organizou aquilo? Enquanto tentarem, jogar a culpa no povo, vai ser assim. Por qual motivo escuso, os jornais, rádios e televisões, não exigem a construção de um estádio que preste, na cidade de São Paulo? Pacaembú, Morumbi, Canindé, Vila Belmiro, Brinco, Moisés, Parque Antartica, etc.. já cumpriram sua vida útil, a muito tempo. Tem dinheiro para tudo nesse país, menos para o futebol, que dá dinheiro para um monte de vagabundos a mais de 80 anos.
23/03/2009 11:32
[antoniohbc] [São Paulo SP]
Estava ontem na área Vip do Pacaembu e presenciei 2 copos de água atirado pelo presidente do Santos Marcelo Teixeira (que estava nas tribunas) em direção a torcedores na área Vip!
23/03/2009 11:28
[rafael] [São Paulo]
Dois incidentes registrados no Campeonato Paulista, os dois foram com a Torcida do Corinthians, coinciDência? TALVEZ.
23/03/2009 11:11
[cccassini] [toledo pr brasil]
Caro Juca. Não compare seres humanos com os animais por favor. Os seres humanos são piores.....pois tem cérebro para pensar. Portanto, os animais não merecem ser rebaixados a nivel de humanos...são muito melhores... abraços
23/03/2009 11:10
[Eduardo] [Belo Horizonte]
Juca, infelizmente a cultura da violência e da agressividade imperam neste país, basta observar no comportamento das pessoas até os cães (pitbulls) das pessoas deixaram de ser simples cães, tenho absoluta certeza de que os bandos uniformizados (aquilo que alguns chamam de torcida) são os responsáveis pelos atos de violência nos estádios e pior fora deles também. Possíveis causas disso: somando-se aos bandos organizados e ao comportamento com tendência agressiva, acrescento à parte irresponsável da mídia, que explora essa rivalidade ao extremo, um estado omisso, promíscuo e covarde, e como você bem disse a certeza da impunidade desse bando. Tomara que estas imagens tenham ido pra FIFA, este país não merece sediar uma copa do mundo.
23/03/2009 11:06
[graglesantos] [São Paulo SP BR]
Ao invés de portando carteirinha, certos torcedores, independentemente do valor pago pelo ingrsso, já deveriam ir é algemados aos estádios...
23/03/2009 11:02
[jtcreal] [SP]
Ora Juca, estranho que vc não fala nada da atitude da diretoria do Time da Marginal s/ número durante toda a semana passada, em relação aos ingressos. Da mesma forma que a torcida corinthiana organizou a baderna no SP x Corinthians, a torcida do Santos em protesto quis mostrar sua indignação (erroneamente diga-se de passagem). O Sr. Andres Sanches e o restante da diretoria que insitou essa baderna na semana anterior ao clássico. Esse senhor, Andres, deveria parar de ficar na balada com jogadores, deveria parar de ficar iludindo a torcida com zidane, crespo, riquelme e tratar de assuntos sérios do futebol. Corinthiano não tem memoria, esqueceram que o Andres era o papagaio de pirata do Dualib, que ele sempre defendeu com unhas e dentes o Sr. Kia e a parceria MSI. É assim que ele trata o futebol, vide a questão dos ingressos.
23/03/2009 10:59
[egiannin] [são paulo - sp - br]
Acho díficl rebater tudo o que foi dito nesta matéria. Tudo caminha para uma única solução. Torneio em dois turnos com presença apenas da torcida do mandante. Se brigarem entre si, como punição, portões fechados no próximo jogo como mandante.
23/03/2009 10:58
[elston] [renato.elston@zipnet.br] [Rio Claro-SP]
O jogo de ontem mostra o quanto o futebol está na mão de dirigentes dissimulados. O sscp fez de tudo para criar dificuldades para o SANTOS FC e sua torcida. Conseguiu. Os santistas não tiveram ingressos e foram ao estádio sob permanente ameaça de serem agredidos pela desproporção no número de torcedores. Assista a um jogo nessas condições e me diga se após 15 minutos todos não estarão dispostos a se defender, dos adversários ou da PM. O Marcelo Teixeira deve ser criticado por tudo, mas não por estar se defendendo de agressões sofridas em um camarote no meio dos torcedores rivais. Grande parte da imprensa é composta por torcedores parciais: veja transmissões da SporTV e os vídeos de sua equipe disponíveis na Internet. Não tem credibilidade e aguça a rivalidade (a torcida do SANTOS FC não é a única que se estranhou a imprensa esportiva) A imprensa apenas recebe de volta aquilo que proporciona. Mas, como sempre, a última palavra, a verdade instituída, é a do jornalista.
23/03/2009 10:56
[elston] [renato.elston@zipnet.br] [Rio Claro-SP]
O jogo de ontem mostra o quanto o futebol está na mão de dirigentes dissimulados. O sscp fez de tudo para criar dificuldades para o SANTOS FC e sua torcida. Conseguiu. Os santistas não tiveram ingressos e foram ao estádio sob permanente ameaça de serem agredidos pela desproporção no número de torcedores. Assista a um jogo nessas condições e me diga se após 15 minutos todos não estarão dispostos a se defender, dos adversários ou da PM. O Marcelo Teixeira deve ser criticado por tudo, mas não por estar se defendendo de agressões sofridas em um camarote no meio dos torcedores rivais. Grande parte da imprensa é composta por torcedores parciais: veja transmissões da SporTV e os vídeos de sua equipe disponíveis na Internet. Não tem credibilidade e aguça a rivalidade (a torcida do SANTOS FC não é a única que se estranhou a imprensa esportiva) A imprensa apenas recebe de volta aquilo que proporciona. Mas, como sempre, a última palavra, a verdade instituída, é a do jornalista.
23/03/2009 10:56
[laurentino.neto] [rio de janeiro-rj-brasil]
Acredito que a melhor forma de se acabar com a violência e a consequente paz nos estádios seja um processo de reeducação dos presidentes de clubes, vide a dupla Juvenal-Marco, que provocaram a torcida do Corinthians o tempo todo e ontem o presidente do Santos atirando copos nos torcedores, fato que o Sr. não citou. O futebol precisa de torcida nos estádios para se renovar para que as gerações vindouras, gostem de futebol, precisa de todas as torcidas em campo, basta escoltar e isolar a entrada dos visitantes e segurar por pelo menos uma hora sua saída, deixá-los esperando mesmo, isso é feito aqui no Rio e funciona e que a polícia esteja presente nos limitrófes do estádio e da rua.
23/03/2009 10:43
[victoraas] [Curitiba/PR]
Juca, quando teremos um clássicos MEIO A MEIO com 120 000 pessoas como nos anos 80. Chega de copiar modelo de Europa e EUA , é uma babação de ovo que só a classe média gosta. Que falta faz os clássicos com o Morumbi abarrotado.
23/03/2009 10:29
[João Pedro] [BH]
Ok, concordo com vc. Violencia é o fim da picada. Mas a mídia precisa também reflrtir muito. Jornalistas de SP falam de outros estados sem saber direito o que falam. Materias são feitas sem melhor apuração de fatos, etc... A midia esportiva anda uma vergonha!
23/03/2009 10:28
[techbaguete] [Cornélio Procópio - PR - Brasil]
É realmente lamentável que isso continue acontecendo. Tinha torcedor enfrentando a polícia como se fosse um torcedor rival. Não que uma ou outra dessas atitudes se justifique, mas enquanto o nível de educação continuar assim, estaremos ainda muito longe de ter estádios como na Europa, sem alambrados. E pensar que 2014 e o Mundial de Futebol no Brasil tá chegando... onde vamos parar?
23/03/2009 10:26
[leonardofreirepereira] [São Paulo, BR]
Já ia me esquecendo de um detalhe muito importante: tudo indica que a confusão começou nas numeradas, onde se acomodam os vips e autoridades. Engraçado que, por lá, não vi a polícia bater em ninguém. Ou seja, o tal ingresso de R$ 150 imuniza o torcedor contra a truculência policial e, na esteira dos vips, ficam protegidas as autoridades e os convidados. E pau em quem compra ingresso popular...
23/03/2009 10:14
[leonardofreirepereira] [São Paulo, BR]
Não se trata de fazer a defesa de torcidas uniformizadas, mas de reconhecer que a rivalidade insana e irresponsável de torcedores e dirigentes aliada ao despreparo da polícia (pra não falar da lambança do árbitro no final do jogo), resultam em cenas como as vistas no final do clássico. Torcedores devem ser punidos, dirigentes devem ser punidos, policiais devem ser punidos. Nem todo torcedor organizado é bandido, como nem todo tordecor tido como "autônomo" é santo. E o presidente do Santos é daqueles valentes que, cercados por seguranças, acham que podem dizer e fazer o que bem entendem. Insuflados, a torcida do Santos enfrentou a polícia, que agiu com a costumeira selvageria oficializada. E ainda há quem defenda ações daquela espécie, sob o imbecil argumento de que "ninguém apanha de graça". Não esqueçamos que as autoridades que usam seus porretes estatais e agridem pessoas dentro do estádio são as mesmas que deveriam nos defender dentro e fora dele.
23/03/2009 10:03
[leonardofreirepereira] [São Paulo, BR]
Não se trata de fazer a defesa de torcidas uniformizadas, mas de reconhecer que a rivalidade insana e irresponsável de torcedores e dirigentes aliada ao despreparo da polícia (pra não falar da lambança do árbitro no final do jogo), resultam em cenas como as vistas no final do clássico. Torcedores devem ser punidos, dirigentes devem ser punidos, policiais devem ser punidos. Nem todo torcedor organizado é bandido, como nem todo tordecor tido como "autônomo" é santo. E o presidente do Santos é daqueles valentes que, cercados por seguranças, acham que podem dizer e fazer o que bem entendem. Insuflados, a torcida do Santos enfrentou a polícia, que agiu com a costumeira selvageria oficializada. E ainda há quem defenda ações daquela espécie, sob o imbecil argumento de que "ninguém apanha de graça". Não esqueçamos que as autoridades que usam seus porretes estatais e agridem pessoas dentro do estádio são as mesmas que deveriam nos defender dentro e fora dele.
23/03/2009 10:02
[Paulistano] [S. Paulo SP]
ELES venceram! Com muita tristeza parei de ir aos estádios. Quem gosta de ser bem tratado, parou. Se o objetivo dELES era este, ELES conseguiram. Seja lá quem forem ELES...
23/03/2009 09:50
[sandro.a.cardoso] [Porto Alegre, RS, Brasil]
"... os copos d'água arremessados pelos cartolas do Santos..." - Cartolas, a pior torcida uniformizada.
23/03/2009 09:45
[leao] [Sao Paulo]
Juca, o imperador da Vila Belmiro incitou 2000 santistas a partirem para a briga contra 31000 corintianos. Seria um massacre. Não fosse à disposição de algun policiais abnegados. O ditador da zona do cais, Marcelo Teixeira, e seu staff incitaram os santistas. Ridiculo é ver programas esportivos, TV Gazeta, vendo e ouvindo as imagens de um presidente descontrolado, brigando com torcedores, tentar minimizar as palavras do dito presidente. Ele foi pior que presidente de torcida uniformizada. Incitou e correu, cercado de seguranças. Ontem foi fácil identificar quem incitou. Quero ver se alguém terá coragem de punir este sr. Dúvido.
23/03/2009 09:40
[hearns] [SP br]
Violência, violência pandêmica ... E os inúteis Poderes Legislativo e Judiciário não fazem nada além de olhar para os seus respectivos subsídios e privilégios. E os omissos Governo e militares assistindo a tudo isso de camarote, sem qualquer "projeto de Brasil". E os vândalos da Idade Contemporânea mandando ver no faroeste do Futebol : "ESSA TERRA NÃO TEM DONO !!!". E não há como manter distãncia de toda essa gente ... DEUS, me tire daqui.
23/03/2009 09:39
[marcio.dutra] [Curitiba - Parana]
Ontem Corinthians x Santos...quem demonstrou TOTAL FALTA DE PREPARO foi a POLICIA de SP! O que a policia pretendia encurralando os torcedores? batendo como se estivessem tocando gado (acho que gado tem mais respeito). NENHUM MEIO DE COMUNICAÇÃO comenta sobre a Policia, apenas dizem que a culpa é da torcida! Respeitem o torcedor!
23/03/2009 09:24
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