sábado, 28 de abril de 2007

Torcedores do Flu invadem treino com milho e bonecas

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10 de abril de 2007

Motivo do protesto foi a péssima campanha da equipe no Estadual do Rio

Quatro dias após torcedores do Corinthians entrarem no Parque São Jorge à força e pararem os trabalhos da equipe, torcedores do Fluminense repetiram a atitude e causaram tumulto no treino da tarde desta terça-feira, nas Laranjeiras.
Cerca de 30 torcedores de uma das organizadas do clube invadiram o gramado do estádio e jogaram milho e bonecas de plástico nos jogadores. Também lançaram um morteiro e entoaram coros de protesto, principalmente contra o volante Fabinho e o técnico Joel Santana, chamado de "cachaceiro". Ainda exibiram uma faixa com os seguintes dizeres: "Jogadores, exigimos o mínimo de respeito e dignidade". Depois da confusão, os invasores foram retirados pacificamente por policiais militares.
O protesto foi motivado pela péssima campanha do Fluminense até agora em 2007. Bancado pela patrocinadora, a Unimed, o clube investiu pesado para a temporada e contratou 16 reforços desde janeiro, sendo o mais badalado deles o meia Carlos Alberto, ex-Corinthians. De nada adiantou: o time não avançou nem às semifinais tanto da Taça Guanabara quanto da Taça Rio. Na Copa do Brasil, classificou-se para as oitavas-de-final perdendo por 1 a 0 para o América-RN em pleno Maracanã - havia vencido o jogo de ida por 2 a 1, em Natal.
Principal alvo da fúria da torcida, Fabinho afirmou que não se intimida com a situação. "Por mim, não saio. Estou tranqüilo, vou continuar trabalhando. Se perder a vaga de titular, vou lutar para reconquistá-la."
O volante entende que o fato de substituir Marcão, ídolo da torcida negociado com a Cabofriense no início do ano, pesa contra ele. "Desde que cheguei fui cobrado. Tem uma hora que isso incomoda. Sei que não estou rendendo meu máximo, mas grandes jogadores já passaram por isso", disse o jogador, campeão da Copa Libertadores de 2006 pelo Internacional.
Revelado nas categorias de base do clube, o atacante Lenny foi chamado de “bonequinha”. “Não podemos nos abalar com isso”, declarou Carlos Alberto, ciente de que só as vitórias levarão a paz para as Laranjeiras. O time volta a jogar no dia 19, contra o Bahia, no Maracanã, pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil.

2 comentários:

Paulo Rená disse...

Não entendi os milhos, mas chamar o jogador de "boneca", para ofendê-lo, caracteriza homofobia ou no mínimo machismo. E aí, galera?
Acho que o protesto deveria se centrar na incompetência técnica do cara, chamando ele de "perna-de-pau" e afins. Afinal, mulheres lindas, "bonecas" como Suzana Werner e Milene Rodrigues batem um bolão.

Leonardo disse...

Acho que não tem nada a ver isso. Os caras querem mexer com o brio dos jogadores. Se estes fossem notoriamente homossexuais, aí sim poderia ser, talvez, numa hipótese extremista, ser considerado homofobia.