Folha de São Paulo, quinta-feira, 05 de agosto de 2010
CRISTINA GRILLO
RIO DE JANEIRO - Existe no direito um conceito chamado responsabilidade solidária. Significa, em linhas gerais, que a responsabilidade sobre um ato cometido por membro de um grupo, empresa ou organização pode ser compartilhada por todos os seus componentes.
Líderes de torcidas organizadas pretendem entrar na Justiça para tirar de seus ombros essa responsabilidade, estabelecida nas recentes mudanças feitas no Estatuto de Defesa do Torcedor.
A partir de agora, de acordo com o estatuto, as torcidas organizadas respondem "de forma objetiva e solidária" por danos causados por seus membros em estádios, nas suas imediações e no trajeto de ida e volta para os jogos. Podem, por conta dos atos de torcedores, ser banidas das arquibancadas.
As organizadas argumentam que as penas devem ser aplicadas apenas aos indivíduos que desrespeitaram o estatuto.
Dizem que não têm como controlar os que entoam cânticos discriminatórios, racistas ou xenófobos.
Deveriam ter. Se conseguem organizar multidões, fretar ônibus que as levem aos jogos e criar musiquinhas que se espalham por todo o estádio, com um pouquinho de boa vontade convencerão seus componentes de que respeitar o estatuto será bom para todos.
Em entrevista à Folha, o presidente de uma das torcidas organizadas queixou-se: "Por acaso, quando um policial comete um crime, a polícia é fechada?"
Não, e nem o Estatuto do Torcedor prevê o fechamento das organizadas. Mas, quando um policial agride um torcedor, por exemplo, ele responde judicialmente por seu ato. Pode ser condenado e ir parar na cadeia.
Ao Estado, que empregou o policial, cabe indenizar a vítima em caso de violação da lei. Das torcidas organizadas, que cobram mensalidades de seus associados, espera-se compromisso semelhante.
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sábado, 7 de agosto de 2010
"Para ser preso trabalhando, prefiro roubar"
Folha de São Paulo, segunda-feira, 02 de agosto de 2010
DE SÃO PAULO
A classe dos cambistas, a exemplo do que ocorre com as torcidas organizadas, mostra-se insatisfeita com o novo estatuto.
"Só queremos trabalhar! Apenas compramos os ingressos e revendemos por um preço um pouco maior. Mas é para facilitar a vida do torcedor", disse Roberto Buchecha, que atuou como flanelinha na partida entre São Paulo e Ceará com medo da intensificada fiscalização.
"Afinal de contas, se for pra ser preso trabalhando, prefiro assaltar ou roubar", finalizou Buchecha.
Apesar do receio do cambista-flanelinha, nenhuma ocorrência policial foi registrada na vitória do São Paulo no Morumbi, anteontem. Em Palmeiras 1 x 1 Corinthians, ontem, no Pacaembu, alguns cambistas foram detidos pela PM para averiguação.
DE SÃO PAULO
A classe dos cambistas, a exemplo do que ocorre com as torcidas organizadas, mostra-se insatisfeita com o novo estatuto.
"Só queremos trabalhar! Apenas compramos os ingressos e revendemos por um preço um pouco maior. Mas é para facilitar a vida do torcedor", disse Roberto Buchecha, que atuou como flanelinha na partida entre São Paulo e Ceará com medo da intensificada fiscalização.
"Afinal de contas, se for pra ser preso trabalhando, prefiro assaltar ou roubar", finalizou Buchecha.
Apesar do receio do cambista-flanelinha, nenhuma ocorrência policial foi registrada na vitória do São Paulo no Morumbi, anteontem. Em Palmeiras 1 x 1 Corinthians, ontem, no Pacaembu, alguns cambistas foram detidos pela PM para averiguação.
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No Rio, cambista se afasta do Maracanã
Foco da polícia muda de roletas para bares; quatro são presos, e um é condenado a pagar cestas básicas
Folha de São Paulo, segunda-feira, 02 de agosto de 2010
SÉRGIO RANGEL, DO RIO
O novo Estatuto do Torcedor empurrou os cambistas para os arredores do Maracanã. A maioria deles atuou ontem de forma mais discreta.
Eles deixaram as roletas do Maracanã, onde trabalhavam com tranquilidade, e se infiltraram em bares e restaurantes lotados da Tijuca e de Vila Isabel, bairros vizinhos.
De acordo com a nova redação do estatuto, cambista flagrado vendendo ingresso estará sujeito a prisão (de um a dois anos) e multa.
""Temos que dar o nosso jeito. O problema é que não tenho outra atividade. Sei que a pena é maior, mas não tive escolha", disse um cambista, detido por dois policiais militares do serviço reservado ao negociar ingressos com torcedores próximo a um bar, que fica a menos de um quilômetro do estádio.
Esse cambista atuava em dupla. Ele negociava os ingressos, que ficavam com o companheiro dentro do bar. Até o início do clássico, dois cambistas haviam sido presos perto ou dentro de bares.
No jogo de sábado no Maracanã, Fluminense x Atlético-PR, apenas o cambista Dario Vieira de Paula foi preso. No Jecrim (Juizado Especial Criminal), a pena de Paula foi convertida em pagamento de cestas básicas. Penas até dois anos podem ser convertidas em multa.
O estatuto é mais severo com quem fornece, desvia ou facilita a distribuição de ingressos para venda fora da bilheteria (ou nos locais autorizados pelo clube): a punição prevista é de dois a quatro anos de prisão e multa.
As mudanças no Estatuto do Torcedor, segundo o governo, servem para preparar o Brasil com antecedência para a Copa de 2014 e avançam em medidas punitivas.
VIOLÊNCIA
Diego Gomes, 21, torcedor do Flamengo, foi preso por incitar a violência. Ele soltou um morteiro na direção de torcedores do Vasco.
Longe do Maracanã, dois torcedores do Flamengo foram baleados em Realengo, bairro a quase 30 km do estádio. Eles estavam com mais de 30 torcedores quando ocupantes de um carro dispararam na direção deles.
Folha de São Paulo, segunda-feira, 02 de agosto de 2010
SÉRGIO RANGEL, DO RIO
O novo Estatuto do Torcedor empurrou os cambistas para os arredores do Maracanã. A maioria deles atuou ontem de forma mais discreta.
Eles deixaram as roletas do Maracanã, onde trabalhavam com tranquilidade, e se infiltraram em bares e restaurantes lotados da Tijuca e de Vila Isabel, bairros vizinhos.
De acordo com a nova redação do estatuto, cambista flagrado vendendo ingresso estará sujeito a prisão (de um a dois anos) e multa.
""Temos que dar o nosso jeito. O problema é que não tenho outra atividade. Sei que a pena é maior, mas não tive escolha", disse um cambista, detido por dois policiais militares do serviço reservado ao negociar ingressos com torcedores próximo a um bar, que fica a menos de um quilômetro do estádio.
Esse cambista atuava em dupla. Ele negociava os ingressos, que ficavam com o companheiro dentro do bar. Até o início do clássico, dois cambistas haviam sido presos perto ou dentro de bares.
No jogo de sábado no Maracanã, Fluminense x Atlético-PR, apenas o cambista Dario Vieira de Paula foi preso. No Jecrim (Juizado Especial Criminal), a pena de Paula foi convertida em pagamento de cestas básicas. Penas até dois anos podem ser convertidas em multa.
O estatuto é mais severo com quem fornece, desvia ou facilita a distribuição de ingressos para venda fora da bilheteria (ou nos locais autorizados pelo clube): a punição prevista é de dois a quatro anos de prisão e multa.
As mudanças no Estatuto do Torcedor, segundo o governo, servem para preparar o Brasil com antecedência para a Copa de 2014 e avançam em medidas punitivas.
VIOLÊNCIA
Diego Gomes, 21, torcedor do Flamengo, foi preso por incitar a violência. Ele soltou um morteiro na direção de torcedores do Vasco.
Longe do Maracanã, dois torcedores do Flamengo foram baleados em Realengo, bairro a quase 30 km do estádio. Eles estavam com mais de 30 torcedores quando ocupantes de um carro dispararam na direção deles.
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Torcida se mexe contra lei mais dura
Organizadas, sem cumprir o novo estatuto, unem-se para modificá-lo
Folha de São Paulo, segunda-feira, 02 de agosto de 2010
GUSTAVO GROHMANN, COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
No primeiro final de semana após a sanção do novo Estatuto do Torcedor, as torcidas organizadas estiveram mais do que nunca no centro das atenções da polícia.
Segundo as normas que passaram a valer na última quarta, além de estarem vetados os cânticos discriminatórios, racistas ou xenófobos, qualquer atitude de um torcedor afiliado a uma torcida organizada será de responsabilidade dessa entidade.
"Agora os atos não são mais individualizados, e está errado. Não se pode culpar a torcida e o presidente por todas as coisas que acontecem dentro ou fora dos estádios", afirmou André Azevedo, presidente da Dragões da Real, organizada do São Paulo.
"Tem que punir a pessoa que cometeu a arbitrariedade e não a corporação. Ou, por acaso, quando um policial comete um crime a polícia é fechada?", questionou.
É com esse pensamento que palmeirenses, corintianos, são-paulinos e santistas estão unidos para ingressar na Justiça e tentar modificar, ao menos em parte, a lei.
"Estamos nos organizando para lutar contra essa parte do Estatuto do Torcedor. Mancha, TUP, Gaviões, Independente, Dragões etc.", disse o vice-presidente da TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras), que pediu para ser identificado como Litrão.
"Vamos juntos atrás dos nossos direitos para acabar com essa história de responsabilizar toda a torcida pela atitude de uma única pessoa", acrescentou ele.
Mas, se por um lado as organizadas se unem em busca de seus direitos, por outro continuam se agredindo verbalmente nas arquibancadas, desrespeitando descaradamente uma das novas normas do Estatuto do Torcedor.
"Independentemente de mudanças, sempre orientamos os novos associados a não incitarem a violência. Mas é complicado ter um controle sobre isso também. Muitas vezes um torcedor comum puxa um grito e o estádio todo canta. Mas a responsabilidade vai acabar nas nossas costas", afirmou Azevedo, da Dragões da Real.
Mas nem tudo no novo estatuto foi reprovado pelas torcidas organizadas.
Tanto Azevedo quanto Litrão gostaram muito da conduta mais dura em relação aos cambistas. "Aí, sim, eles acertaram. Tenho certeza de que isso diminuirá muito a falta de ingressos", declarou o vice-presidente da TUP.
Folha de São Paulo, segunda-feira, 02 de agosto de 2010
GUSTAVO GROHMANN, COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
No primeiro final de semana após a sanção do novo Estatuto do Torcedor, as torcidas organizadas estiveram mais do que nunca no centro das atenções da polícia.
Segundo as normas que passaram a valer na última quarta, além de estarem vetados os cânticos discriminatórios, racistas ou xenófobos, qualquer atitude de um torcedor afiliado a uma torcida organizada será de responsabilidade dessa entidade.
"Agora os atos não são mais individualizados, e está errado. Não se pode culpar a torcida e o presidente por todas as coisas que acontecem dentro ou fora dos estádios", afirmou André Azevedo, presidente da Dragões da Real, organizada do São Paulo.
"Tem que punir a pessoa que cometeu a arbitrariedade e não a corporação. Ou, por acaso, quando um policial comete um crime a polícia é fechada?", questionou.
É com esse pensamento que palmeirenses, corintianos, são-paulinos e santistas estão unidos para ingressar na Justiça e tentar modificar, ao menos em parte, a lei.
"Estamos nos organizando para lutar contra essa parte do Estatuto do Torcedor. Mancha, TUP, Gaviões, Independente, Dragões etc.", disse o vice-presidente da TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras), que pediu para ser identificado como Litrão.
"Vamos juntos atrás dos nossos direitos para acabar com essa história de responsabilizar toda a torcida pela atitude de uma única pessoa", acrescentou ele.
Mas, se por um lado as organizadas se unem em busca de seus direitos, por outro continuam se agredindo verbalmente nas arquibancadas, desrespeitando descaradamente uma das novas normas do Estatuto do Torcedor.
"Independentemente de mudanças, sempre orientamos os novos associados a não incitarem a violência. Mas é complicado ter um controle sobre isso também. Muitas vezes um torcedor comum puxa um grito e o estádio todo canta. Mas a responsabilidade vai acabar nas nossas costas", afirmou Azevedo, da Dragões da Real.
Mas nem tudo no novo estatuto foi reprovado pelas torcidas organizadas.
Tanto Azevedo quanto Litrão gostaram muito da conduta mais dura em relação aos cambistas. "Aí, sim, eles acertaram. Tenho certeza de que isso diminuirá muito a falta de ingressos", declarou o vice-presidente da TUP.
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Justiça irá definir os limites do Estatuto do Torcedor
Governo federal vê situações que não estão bem definidas na nova lei e trabalha para que ela pegue até 2014
Folha de São Paulo, terça-feira, 03 de agosto de 2010
FILIPE COUTINHO DE BRASÍLIA
Qual a diferença entre xingar e discriminar? Até que ponto provocar a torcida rival é incitar a violência?
Todas essas situações, que podem resultar na expulsão do torcedor do estádio, ainda são uma incógnita até para o governo federal, autor do novo Estatuto do Torcedor.
Na avaliação do secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Felipe de Paula, a lei só sairá do papel se ocorrer uma "mudança de cultura" do torcedor.
Um dos responsáveis pelo texto da lei, ele diz que diversas situações não estão "muito definidas" e que o governo quer consolidar a lei até 2014.
Folha - Como o novo Estatuto do Torcedor vai funcionar?
Felipe de Paula - Quem vai responder é o Poder Judiciário, avaliando caso a caso. Qualquer lei passa por esse problema. Isso é definido no dia a dia, com eventual exagero ou subutilização da lei.
As interpretações sobre o que é xingamento ou discriminação ilegal não são subjetivas?
As dúvidas sobre até onde vai o limite da lei ocorrem com qualquer lei. Se a polícia pega alguém com droga e diz ser traficante, o Judiciário pode considerá-lo usuário.
Xingar a torcida adversária é incitar a violência?
Talvez não. Mas sabemos quando é discriminação. A linha não é bem definida, mas é fácil descobrir. A torcida do Palmeiras dizia "Mexeu com a Mancha Verde vai parar no cemitério", isso é incitar a violência. Mas, no calor do jogo, xingar poder ser piada.
Como o policial saberá que situação é incitar a violência ou apenas nervosismo do jogo?
O governo fará o treino até a Copa. Uma meta é identificar as situações que infringem a lei. Outra é evitar o que ocorreu em Brasília em 2008, quando um são-paulino foi morto com tiro na cabeça.
Como se definirá discriminação ou incentivo à violência?
Nenhuma medida visa diminuir a festa, mas dirigente de torcida organizada precisa saber que tem responsabilidades, e a lei torna isso claro. Teremos dificuldades. Como julgar aquele que tem camisa da organizada, mas não é associado? Esse é o caso a caso que a Justiça irá decidir.
Como o governo fará valer o novo Estatuto do Torcedor?
Vamos ter que ajustar a cultura do futebol. Evitar cânticos discriminatórios de xenofobia ou racismo passa pela mudança de cultura. Na prática, agora a polícia vai ter uma proteção legal para poder retirar esses torcedores.
Folha de São Paulo, terça-feira, 03 de agosto de 2010
FILIPE COUTINHO DE BRASÍLIA
Qual a diferença entre xingar e discriminar? Até que ponto provocar a torcida rival é incitar a violência?
Todas essas situações, que podem resultar na expulsão do torcedor do estádio, ainda são uma incógnita até para o governo federal, autor do novo Estatuto do Torcedor.
Na avaliação do secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Felipe de Paula, a lei só sairá do papel se ocorrer uma "mudança de cultura" do torcedor.
Um dos responsáveis pelo texto da lei, ele diz que diversas situações não estão "muito definidas" e que o governo quer consolidar a lei até 2014.
Folha - Como o novo Estatuto do Torcedor vai funcionar?
Felipe de Paula - Quem vai responder é o Poder Judiciário, avaliando caso a caso. Qualquer lei passa por esse problema. Isso é definido no dia a dia, com eventual exagero ou subutilização da lei.
As interpretações sobre o que é xingamento ou discriminação ilegal não são subjetivas?
As dúvidas sobre até onde vai o limite da lei ocorrem com qualquer lei. Se a polícia pega alguém com droga e diz ser traficante, o Judiciário pode considerá-lo usuário.
Xingar a torcida adversária é incitar a violência?
Talvez não. Mas sabemos quando é discriminação. A linha não é bem definida, mas é fácil descobrir. A torcida do Palmeiras dizia "Mexeu com a Mancha Verde vai parar no cemitério", isso é incitar a violência. Mas, no calor do jogo, xingar poder ser piada.
Como o policial saberá que situação é incitar a violência ou apenas nervosismo do jogo?
O governo fará o treino até a Copa. Uma meta é identificar as situações que infringem a lei. Outra é evitar o que ocorreu em Brasília em 2008, quando um são-paulino foi morto com tiro na cabeça.
Como se definirá discriminação ou incentivo à violência?
Nenhuma medida visa diminuir a festa, mas dirigente de torcida organizada precisa saber que tem responsabilidades, e a lei torna isso claro. Teremos dificuldades. Como julgar aquele que tem camisa da organizada, mas não é associado? Esse é o caso a caso que a Justiça irá decidir.
Como o governo fará valer o novo Estatuto do Torcedor?
Vamos ter que ajustar a cultura do futebol. Evitar cânticos discriminatórios de xenofobia ou racismo passa pela mudança de cultura. Na prática, agora a polícia vai ter uma proteção legal para poder retirar esses torcedores.
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Nova lei afasta três dos estádios
Com base no novo Estatuto do Torcedor, torcedores são condenados e ficarão longe dos jogos
Folha de São Paulo, terça-feira, 03 de agosto de 2010
SÉRGIO RANGEL, DO RIO
THIAGO BRAGA, COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Dois cambistas foram denunciados e podem ser condenados a até dois anos de prisão, e um torcedor do Flamengo foi banido dos estádios pelo período de um ano.
Esse foi o saldo do primeiro clássico carioca (Flamengo 0 x 0 Vasco) depois da nova redação do Estatuto do Torcedor, que vigora desde a quarta-feira passada.
Em São Paulo, no primeiro confronto entre grandes rivais na cidade, três pessoas (dois torcedores palmeirenses e um cambista) foram autuadas com base na nova lei.
Foi em Palmeiras 1 x 1 Corinthians, no Pacaembu, também jogado anteontem.
Julgados, os torcedores ficarão afastados dos jogos do time até novembro, e o cambista foi condenado a prestar serviços à comunidade.
As mudanças na lei, diz o governo, servem para preparar o Brasil com antecedência para a Copa-2014 e avançam em medidas punitivas.
Integrante da Torcida Jovem do Flamengo, Diego Jorge Santos Gomes, 21, foi preso por soltar um rojão próximo à estação da Leopoldina, antes do jogo no Maracanã.
O local fica a menos de cinco quilômetros de distância do estádio, área que é coberta pelo novo estatuto. Ele estava acompanhado por cerca de cem membros da torcida.
No início da madrugada de ontem, foi julgado no Jecrim (Juizado Especial Criminal) e concordou com a pena de um ano longe dos estádios. Em dias de jogos do Flamengo, terá de se apresentar duas horas antes em uma delegacia perto de sua casa.
A lei proíbe torcedores de ""portar ou usar fogos de artifício ou quaisquer outros engenhos pirotécnicos ou produtores de efeitos análogos".
Dois cambistas foram denunciados no artigo do estatuto que prevê até dois anos de prisão. Cristiano dos Santos Pereira e Robson Soares de Paiva ganharam liberdade provisória e poderão ir a julgamento no Tribunal de Justiça do Rio. Um deles estava com dez ingressos. O outro, com cerca de 20 bilhetes.
A maioria dos casos registrados na delegacia que fica dentro do Maracanã foi com flanelinhas. Vinte e três foram detidos, mas o caso não é contemplado pelo estatuto.
Em Palmeiras 1 x 1 Corinthians, o Jecrim do Pacaembu teve três casos relacionados ao Estatuto do Torcedor.
Um palmeirense foi autuado por incitação a tumulto após ofender corintianos. O outro foi preso por tentar entrar no estádio com um rojão.
Eles foram julgados e proibidos de ver no estádio os jogos do Palmeiras até o dia 7 de novembro deste ano.
Além disso, terão de prestar serviços comunitários a uma instituição a ser escolhida. Chegarão à entidade duas horas antes do jogo e só poderão sair uma hora depois de terminada a partida.
O cambista, que teve de devolver o dinheiro do ingresso à vítima, prestará 84 horas de serviços à comunidade no período de 90 dias.
No RS, quatro torcedores do Inter brigaram entre si e terão de pagar R$ 100 cada um em cestas básicas para entidades assistenciais.
Ainda no Gre-Nal, um gremista disparou um rojão contra a torcida colorada. O suposto autor do fato não aceitou a proposta oferecida pela Promotoria para que ficasse três meses sem poder assistir aos jogos do Grêmio, e o processo ainda será julgado.
Em Minas Gerais, no clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro, em Sete Lagoas (o Mineirão passa por reforma), não houve encaminhamentos ao Jecrim, informou a PM.
Folha de São Paulo, terça-feira, 03 de agosto de 2010
SÉRGIO RANGEL, DO RIO
THIAGO BRAGA, COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Dois cambistas foram denunciados e podem ser condenados a até dois anos de prisão, e um torcedor do Flamengo foi banido dos estádios pelo período de um ano.
Esse foi o saldo do primeiro clássico carioca (Flamengo 0 x 0 Vasco) depois da nova redação do Estatuto do Torcedor, que vigora desde a quarta-feira passada.
Em São Paulo, no primeiro confronto entre grandes rivais na cidade, três pessoas (dois torcedores palmeirenses e um cambista) foram autuadas com base na nova lei.
Foi em Palmeiras 1 x 1 Corinthians, no Pacaembu, também jogado anteontem.
Julgados, os torcedores ficarão afastados dos jogos do time até novembro, e o cambista foi condenado a prestar serviços à comunidade.
As mudanças na lei, diz o governo, servem para preparar o Brasil com antecedência para a Copa-2014 e avançam em medidas punitivas.
Integrante da Torcida Jovem do Flamengo, Diego Jorge Santos Gomes, 21, foi preso por soltar um rojão próximo à estação da Leopoldina, antes do jogo no Maracanã.
O local fica a menos de cinco quilômetros de distância do estádio, área que é coberta pelo novo estatuto. Ele estava acompanhado por cerca de cem membros da torcida.
No início da madrugada de ontem, foi julgado no Jecrim (Juizado Especial Criminal) e concordou com a pena de um ano longe dos estádios. Em dias de jogos do Flamengo, terá de se apresentar duas horas antes em uma delegacia perto de sua casa.
A lei proíbe torcedores de ""portar ou usar fogos de artifício ou quaisquer outros engenhos pirotécnicos ou produtores de efeitos análogos".
Dois cambistas foram denunciados no artigo do estatuto que prevê até dois anos de prisão. Cristiano dos Santos Pereira e Robson Soares de Paiva ganharam liberdade provisória e poderão ir a julgamento no Tribunal de Justiça do Rio. Um deles estava com dez ingressos. O outro, com cerca de 20 bilhetes.
A maioria dos casos registrados na delegacia que fica dentro do Maracanã foi com flanelinhas. Vinte e três foram detidos, mas o caso não é contemplado pelo estatuto.
Em Palmeiras 1 x 1 Corinthians, o Jecrim do Pacaembu teve três casos relacionados ao Estatuto do Torcedor.
Um palmeirense foi autuado por incitação a tumulto após ofender corintianos. O outro foi preso por tentar entrar no estádio com um rojão.
Eles foram julgados e proibidos de ver no estádio os jogos do Palmeiras até o dia 7 de novembro deste ano.
Além disso, terão de prestar serviços comunitários a uma instituição a ser escolhida. Chegarão à entidade duas horas antes do jogo e só poderão sair uma hora depois de terminada a partida.
O cambista, que teve de devolver o dinheiro do ingresso à vítima, prestará 84 horas de serviços à comunidade no período de 90 dias.
No RS, quatro torcedores do Inter brigaram entre si e terão de pagar R$ 100 cada um em cestas básicas para entidades assistenciais.
Ainda no Gre-Nal, um gremista disparou um rojão contra a torcida colorada. O suposto autor do fato não aceitou a proposta oferecida pela Promotoria para que ficasse três meses sem poder assistir aos jogos do Grêmio, e o processo ainda será julgado.
Em Minas Gerais, no clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro, em Sete Lagoas (o Mineirão passa por reforma), não houve encaminhamentos ao Jecrim, informou a PM.
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Rotulados
Folha de São Paulo, sábado, 31 de julho de 2010
Ministério da Justiça cria lista de estereótipos de torcedores em manual para aprimorar segurança
LUCAS FERRAZ
FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA
Leigos, fanáticos, leais, especialistas e brincalhões. Furiosos, mártires ou excêntricos. Para o governo federal, torcedores podem ser tudo, menos normais e tranquilos.
O poder público bolou uma lista de estereótipos sobre quem frequenta os estádios para que as polícias entendam melhor o que se passa na cabeça dos torcedores.
Se você se considera leal ao time, esse sentimento, no texto, é traduzido como "parcialidade total e obsessiva". O time, no caso, "nunca atua mal, tem só dificuldades".
Os "fanáticos" são perigosos e carecem de atenção. "São a garantia de lucro nas vendas de ingressos e produtos licenciados", afirma o governo, antes de cravar: muitas vezes "são jovens e viciados em drogas, revoltados por natureza e sedentos por confusão. Podem ser diminuídos, mas não extintos".
A Folha teve acesso à versão "não revisada" do manual, feito pelo Ministério da Justiça para preparar as polícias para a Copa-14. Aliado ao Estatuto do Torcedor, tem como objetivo banir atos de vandalismo e garantir "uma cultura de paz" nos estádios. Para isso, dividiu os torcedores em oito categorias.
Se você é daqueles que sempre acham que o seu time vai perder, o governo o enquadra como um "mártir": nunca grita, "mas geme baixo para si próprio e abana a cabeça tristemente a qualquer movimento".
Todo brasileiro é técnico de futebol, reza o jargão, mas na cartilha esse é o "especialista", que "sabe mais do time que o próprio treinador".
Os "excêntricos" são indecifráveis: "vivem num mundo próprio, mas parecem necessitar da companhia da massa". Já o torcedor "brincalhão" tem "observações quase sempre grosseiras".
Se você é daqueles que "xinga o próprio time, a mãe do juiz ou os adversários", é classificado como "furioso".
Já o "leigo" é o torcedor que vai pouco ao estádio, pacato. Mas cuidado: "trazem problemas de pequeno vulto em grande quantidade, pois, pela irregularidade de comparecimento, desconhecem lei e costumes" de um jogo.
Ministério da Justiça cria lista de estereótipos de torcedores em manual para aprimorar segurança
LUCAS FERRAZ
FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA
Leigos, fanáticos, leais, especialistas e brincalhões. Furiosos, mártires ou excêntricos. Para o governo federal, torcedores podem ser tudo, menos normais e tranquilos.
O poder público bolou uma lista de estereótipos sobre quem frequenta os estádios para que as polícias entendam melhor o que se passa na cabeça dos torcedores.
Se você se considera leal ao time, esse sentimento, no texto, é traduzido como "parcialidade total e obsessiva". O time, no caso, "nunca atua mal, tem só dificuldades".
Os "fanáticos" são perigosos e carecem de atenção. "São a garantia de lucro nas vendas de ingressos e produtos licenciados", afirma o governo, antes de cravar: muitas vezes "são jovens e viciados em drogas, revoltados por natureza e sedentos por confusão. Podem ser diminuídos, mas não extintos".
A Folha teve acesso à versão "não revisada" do manual, feito pelo Ministério da Justiça para preparar as polícias para a Copa-14. Aliado ao Estatuto do Torcedor, tem como objetivo banir atos de vandalismo e garantir "uma cultura de paz" nos estádios. Para isso, dividiu os torcedores em oito categorias.
Se você é daqueles que sempre acham que o seu time vai perder, o governo o enquadra como um "mártir": nunca grita, "mas geme baixo para si próprio e abana a cabeça tristemente a qualquer movimento".
Todo brasileiro é técnico de futebol, reza o jargão, mas na cartilha esse é o "especialista", que "sabe mais do time que o próprio treinador".
Os "excêntricos" são indecifráveis: "vivem num mundo próprio, mas parecem necessitar da companhia da massa". Já o torcedor "brincalhão" tem "observações quase sempre grosseiras".
Se você é daqueles que "xinga o próprio time, a mãe do juiz ou os adversários", é classificado como "furioso".
Já o "leigo" é o torcedor que vai pouco ao estádio, pacato. Mas cuidado: "trazem problemas de pequeno vulto em grande quantidade, pois, pela irregularidade de comparecimento, desconhecem lei e costumes" de um jogo.
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Lei aperta o cerco contra manipulação e violência
Folha de São Paulo, quarta-feira, 28 de julho de 2010
Estatuto do Torcedor fica mais severo para organizadas, cartolas e juízes
SIMONE IGLESIAS
DE BRASÍLIA
Está com os dias contados a era da manipulação de resultados, dos cambistas, dos xingamentos preconceituosos e das torcidas organizadas que vão ao estádio apenas para tumultuar.
Esse cenário pode se tornar realidade se cumprida a lei sancionada ontem pelo presidente Lula, que aperfeiçoa o Estatuto do Torcedor e criminaliza essas condutas.
Sua fiscalização e seu cumprimento dependerão dos organizadores dos jogos, dos clubes, da denúncia de torcedores e da polícia.
As novas regras passam a valer hoje e terão que ser respeitadas nos jogos da Libertadores, do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil.
As mudanças no Estatuto do Torcedor, segundo o governo, servem para preparar o Brasil com antecedência para a Copa de 2014 e avançam em medidas punitivas.
Manipulação de resultado (ou seja, o ato de um árbitro favorecer um dos times) e a compra de resultados por cartolas poderão ser punidos com prisão de dois a seis anos, mais multa.
Cambista flagrado vendendo ingressos estará sujeito à prisão (um a dois anos) e ao pagamento de multa.
Quem fornecer, desviar ou facilitar a distribuição de ingressos para venda fora da bilheteria (ou nos locais autorizados pelo clube) estará sujeito a reclusão de dois a quatro anos e multa.
Até mesmo o torcedor que desistir de ir ao jogo e tentar vender seu ingresso na porta do estádio poderá ser preso.
A lei é dura também quando trata das torcidas organizadas. Antes, se a polícia parasse um ônibus de torcedores e encontrasse dentro uma bomba caseira, por exemplo, o material seria recolhido e o grupo entraria no estádio.
A partir de agora, se forem encontrados instrumentos para prática de violência, os torcedores não mais poderão entrar nas arenas.
Torcedor que promover tumulto e incitar a violência em estádios por meio de ações, xingamentos ou músicas estará sujeito a prisão de um a dois anos mais multa.
Serão usadas câmeras de monitoramento por imagem (nos estádios com capacidade para mais de 10 mil pessoas) para flagrar esses atos.
Na sentença condenatória, o juiz poderá trocar a pena pela proibição do torcedor de assistir aos jogos em estádios por até três anos.
Estatuto do Torcedor fica mais severo para organizadas, cartolas e juízes
SIMONE IGLESIAS
DE BRASÍLIA
Está com os dias contados a era da manipulação de resultados, dos cambistas, dos xingamentos preconceituosos e das torcidas organizadas que vão ao estádio apenas para tumultuar.
Esse cenário pode se tornar realidade se cumprida a lei sancionada ontem pelo presidente Lula, que aperfeiçoa o Estatuto do Torcedor e criminaliza essas condutas.
Sua fiscalização e seu cumprimento dependerão dos organizadores dos jogos, dos clubes, da denúncia de torcedores e da polícia.
As novas regras passam a valer hoje e terão que ser respeitadas nos jogos da Libertadores, do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil.
As mudanças no Estatuto do Torcedor, segundo o governo, servem para preparar o Brasil com antecedência para a Copa de 2014 e avançam em medidas punitivas.
Manipulação de resultado (ou seja, o ato de um árbitro favorecer um dos times) e a compra de resultados por cartolas poderão ser punidos com prisão de dois a seis anos, mais multa.
Cambista flagrado vendendo ingressos estará sujeito à prisão (um a dois anos) e ao pagamento de multa.
Quem fornecer, desviar ou facilitar a distribuição de ingressos para venda fora da bilheteria (ou nos locais autorizados pelo clube) estará sujeito a reclusão de dois a quatro anos e multa.
Até mesmo o torcedor que desistir de ir ao jogo e tentar vender seu ingresso na porta do estádio poderá ser preso.
A lei é dura também quando trata das torcidas organizadas. Antes, se a polícia parasse um ônibus de torcedores e encontrasse dentro uma bomba caseira, por exemplo, o material seria recolhido e o grupo entraria no estádio.
A partir de agora, se forem encontrados instrumentos para prática de violência, os torcedores não mais poderão entrar nas arenas.
Torcedor que promover tumulto e incitar a violência em estádios por meio de ações, xingamentos ou músicas estará sujeito a prisão de um a dois anos mais multa.
Serão usadas câmeras de monitoramento por imagem (nos estádios com capacidade para mais de 10 mil pessoas) para flagrar esses atos.
Na sentença condenatória, o juiz poderá trocar a pena pela proibição do torcedor de assistir aos jogos em estádios por até três anos.
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Lei mais rigorosa não inibe ação de cambistas em Porto Alegre
Folha de São Paulo, quinta-feira, 29 de julho de 2010
DA ENVIADA A PORTO ALEGRE
O endurecimento do Estatuto do Torcedor, em vigor desde ontem, ainda não foi sentido no Beira-Rio, palco da primeira semifinal da Libertadores, em Porto Alegre.
Nem o fato de o Internacional não ter colocado ingressos de papel à venda para a partida coibiu a ação de cambistas nas imediações do estádio, antes do confronto diante do São Paulo.
Torcedores, principalmente do time paulista, que estavam sem ingressos para a partida recorriam em grande parte aos vendedores ilegais para adquirir entradas no final da tarde de ontem.
De acordo com policiais que atuavam nos arredores do estádio do Internacional, cambistas foram detidos pela venda de ingressos falsos durante a tarde de ontem.
No entanto dois policiais consultados pela reportagem nem sequer sabiam que, com a nova lei sancionada anteontem pelo presidente Lula, que é mais punitiva, a simples comercialização de ingressos por cambistas já é passível de prisão.
Os cambistas que atuavam na porta do estádio Beira-Rio também ofereciam ingressos para a torcida da equipe mandante, ignorando o fato de o Internacional não ter realizado a venda de ingressos em suas bilheterias.
Toda a carga do time gaúcho foi direcionada aos sócios-torcedores, que utilizam um cartão magnético para acessar ao estádio. As entradas foram todas comercializadas na semana passada.
DA ENVIADA A PORTO ALEGRE
O endurecimento do Estatuto do Torcedor, em vigor desde ontem, ainda não foi sentido no Beira-Rio, palco da primeira semifinal da Libertadores, em Porto Alegre.
Nem o fato de o Internacional não ter colocado ingressos de papel à venda para a partida coibiu a ação de cambistas nas imediações do estádio, antes do confronto diante do São Paulo.
Torcedores, principalmente do time paulista, que estavam sem ingressos para a partida recorriam em grande parte aos vendedores ilegais para adquirir entradas no final da tarde de ontem.
De acordo com policiais que atuavam nos arredores do estádio do Internacional, cambistas foram detidos pela venda de ingressos falsos durante a tarde de ontem.
No entanto dois policiais consultados pela reportagem nem sequer sabiam que, com a nova lei sancionada anteontem pelo presidente Lula, que é mais punitiva, a simples comercialização de ingressos por cambistas já é passível de prisão.
Os cambistas que atuavam na porta do estádio Beira-Rio também ofereciam ingressos para a torcida da equipe mandante, ignorando o fato de o Internacional não ter realizado a venda de ingressos em suas bilheterias.
Toda a carga do time gaúcho foi direcionada aos sócios-torcedores, que utilizam um cartão magnético para acessar ao estádio. As entradas foram todas comercializadas na semana passada.
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terça-feira, 2 de março de 2010
Novo Estatuto irá responsabilizar organizadas
Folha de São Paulo, domingo, 28 de fevereiro de 2010
DA REDAÇÃO
Durante encontro com o ministro dos Esportes, Orlando Silva Jr., na quarta-feira, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, concordou em agilizar a tramitação de um projeto de lei que altera o Estatuto do Torcedor.
O texto define penas de reclusão para torcedores que praticarem atos de violência e responsabiliza civilmente as torcidas organizadas pelos danos causados por seus membros. O projeto, de autoria do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), está em fase de análise por comissões do Senado, que pode ser abreviada mediante acordo das lideranças.
A discussão foi reforçada após confrontos, no último domingo, entre torcedores de São Paulo e Palmeiras, que resultaram em um morto e pelo menos 20 feridos.
DA REDAÇÃO
Durante encontro com o ministro dos Esportes, Orlando Silva Jr., na quarta-feira, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, concordou em agilizar a tramitação de um projeto de lei que altera o Estatuto do Torcedor.
O texto define penas de reclusão para torcedores que praticarem atos de violência e responsabiliza civilmente as torcidas organizadas pelos danos causados por seus membros. O projeto, de autoria do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), está em fase de análise por comissões do Senado, que pode ser abreviada mediante acordo das lideranças.
A discussão foi reforçada após confrontos, no último domingo, entre torcedores de São Paulo e Palmeiras, que resultaram em um morto e pelo menos 20 feridos.
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Barbárie e cidadania
JOSÉ GERALDO COUTO
Folha de São Paulo, sábado, 27 de fevereiro de 2010
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Não há soluções mágicas para a violência entre as torcidas, mas "civilizar" as organizadas pode ajudar
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TODA VEZ que os confrontos entre torcedores terminam em morte, como ocorreu nesta semana em São Paulo, proliferam as soluções salvadoras.
As mais frequentes são simplistas e inócuas, como a de permitir a entrada no estádio de só uma torcida, a do clube mandante da partida. Ideia antes de tudo burra, porque os combates não costumam ocorrer dentro dos estádios, mas em ruas, praças, estradas, estações de metrô. Com a restrição, prosseguiriam ocorrendo, talvez até mais acirrados.
Pelo mesmo motivo, teria pouco efeito prático a sugestão de fundo elitista (e veladamente racista) de elevar ainda mais o preço dos ingressos, com o intuito de "selecionar" os torcedores. Como se pobre fosse sinônimo de bandido, e da classe média para cima fôssemos todos civilizados.
Uma saída autoritária e igualmente inviável que sempre alguém propõe é a extinção pura e simples das torcidas ditas organizadas. Associações populares, com raízes e tentáculos nos bairros pobres de São Paulo, agremiações como a Gaviões da Fiel, a Mancha Alviverde e a Independente contam com dezenas de milhares de filiados e desenvolvem atividades que transcendem o âmbito do futebol.
Extingui-las sumariamente privaria milhares de jovens de ter, bem ou mal, um esboço de socialização, de sentimento de pertencer a uma coletividade e se identificar com ela, num país em que os laços de organização social são tão frouxos.
O que fazer então? Parto do princípio de que não há soluções mágicas. O Brasil não se civilizará da noite para o dia, não apagará por decreto os desajustes sociais, a ignorância, a cidadania precária. Temos um processo lento e penoso pela frente.
Mas algumas mudanças podem e devem ser implantadas o quanto antes. Por exemplo: é urgente que seja aprovada no Congresso a alteração do Estatuto do Torcedor que, entre outras coisas, responsabiliza civilmente as organizadas pelas ações de seus membros.
Isso é básico. Se um sujeito com uma camisa da Gaviões ou da Mancha agride ou mata alguém, deve ser preso, julgado e punido como qualquer criminoso. Mas, além disso, a entidade a que ele pertence, e em nome da qual diz estar "combatendo", tem que responder à Justiça.
Não é à toa que as organizadas têm feito pressão contra essa mudança na lei. Elas se habituaram, nos últimos anos, a uma situação paradoxal.
De um lado, são estigmatizadas por grande parte da mídia e da opinião pública quase como agremiações criminosas ou milícias paramilitares. Por outro, contam com uma série de privilégios concedidos pelos clubes (ingressos facilitados, ajuda com transporte, participação em reuniões de direção) e até pela PM, que escolta seus membros na entrada ao estádio em dias de jogo.
Hoje em dia é o torcedor comum, não vinculado a nenhuma organizada, que é discriminado, enfrentando dificuldades muito maiores para conseguir ingresso, acesso ao estádio e segurança.
Com mudança na lei e na atitude da Justiça e da polícia, as organizadas terão de se civilizar na marra, incorporando-se à sociedade e deixando de ser as aterrorizantes excrescências em que se transformaram.
Folha de São Paulo, sábado, 27 de fevereiro de 2010
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Não há soluções mágicas para a violência entre as torcidas, mas "civilizar" as organizadas pode ajudar
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TODA VEZ que os confrontos entre torcedores terminam em morte, como ocorreu nesta semana em São Paulo, proliferam as soluções salvadoras.
As mais frequentes são simplistas e inócuas, como a de permitir a entrada no estádio de só uma torcida, a do clube mandante da partida. Ideia antes de tudo burra, porque os combates não costumam ocorrer dentro dos estádios, mas em ruas, praças, estradas, estações de metrô. Com a restrição, prosseguiriam ocorrendo, talvez até mais acirrados.
Pelo mesmo motivo, teria pouco efeito prático a sugestão de fundo elitista (e veladamente racista) de elevar ainda mais o preço dos ingressos, com o intuito de "selecionar" os torcedores. Como se pobre fosse sinônimo de bandido, e da classe média para cima fôssemos todos civilizados.
Uma saída autoritária e igualmente inviável que sempre alguém propõe é a extinção pura e simples das torcidas ditas organizadas. Associações populares, com raízes e tentáculos nos bairros pobres de São Paulo, agremiações como a Gaviões da Fiel, a Mancha Alviverde e a Independente contam com dezenas de milhares de filiados e desenvolvem atividades que transcendem o âmbito do futebol.
Extingui-las sumariamente privaria milhares de jovens de ter, bem ou mal, um esboço de socialização, de sentimento de pertencer a uma coletividade e se identificar com ela, num país em que os laços de organização social são tão frouxos.
O que fazer então? Parto do princípio de que não há soluções mágicas. O Brasil não se civilizará da noite para o dia, não apagará por decreto os desajustes sociais, a ignorância, a cidadania precária. Temos um processo lento e penoso pela frente.
Mas algumas mudanças podem e devem ser implantadas o quanto antes. Por exemplo: é urgente que seja aprovada no Congresso a alteração do Estatuto do Torcedor que, entre outras coisas, responsabiliza civilmente as organizadas pelas ações de seus membros.
Isso é básico. Se um sujeito com uma camisa da Gaviões ou da Mancha agride ou mata alguém, deve ser preso, julgado e punido como qualquer criminoso. Mas, além disso, a entidade a que ele pertence, e em nome da qual diz estar "combatendo", tem que responder à Justiça.
Não é à toa que as organizadas têm feito pressão contra essa mudança na lei. Elas se habituaram, nos últimos anos, a uma situação paradoxal.
De um lado, são estigmatizadas por grande parte da mídia e da opinião pública quase como agremiações criminosas ou milícias paramilitares. Por outro, contam com uma série de privilégios concedidos pelos clubes (ingressos facilitados, ajuda com transporte, participação em reuniões de direção) e até pela PM, que escolta seus membros na entrada ao estádio em dias de jogo.
Hoje em dia é o torcedor comum, não vinculado a nenhuma organizada, que é discriminado, enfrentando dificuldades muito maiores para conseguir ingresso, acesso ao estádio e segurança.
Com mudança na lei e na atitude da Justiça e da polícia, as organizadas terão de se civilizar na marra, incorporando-se à sociedade e deixando de ser as aterrorizantes excrescências em que se transformaram.
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Lei que pune torcida ganha urgência
Folha de São Paulo, quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Novo Estatuto do Torcedor, que criminaliza atos violentos, está parado no Senado há quase dez meses
EDUARDO OHATA
MARIANA BASTOS
DA REPORTAGEM LOCAL
Após as brigas protagonizadas por torcedores de São Paulo e Palmeiras no último domingo, que culminaram na morte de um torcedor e em ao menos 20 feridos, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) pedirá urgência e proporá acordo de lideranças para agilizar a votação do projeto de lei que modifica o Estatuto do Torcedor.
Segundo o texto, o torcedor que promover tumulto ou incitar a violência no local do evento esportivo, no entorno ou nos trajetos de ida ou volta poderá ser condenado à prisão.
Jucá é um dos relatores da segunda de três comissões pelas quais teria de passar o projeto de lei, travado no Senado desde maio do ano passado, depois de ser aprovado na Câmara. No entanto, viabilizado um acordo de lideranças, essa obrigação deixará de existir.
A pauta do Senado está trancada por três medidas provisórias que tratam de assuntos diversos: gripe suína, crédito e concessões fiscais na área automotiva. Tão logo a pauta seja destrancada, Jucá pretende levar o projeto a plenário para que seja submetido à votação.
No final do ano passado, depois de Coritiba x Fluminense pelo Brasileiro, que foi seguido por uma batalha campal que deixou dezenas de feridos, Jucá havia proposto um acordo de lideranças pela votação imediata do projeto de lei. O parlamentar, entretanto, não foi bem-sucedido em seu intento.
O obstáculo que inviabilizava um acordo era um requerimento do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) para que um outro projeto de lei, de autoria do deputado Arlindo Chinaglia (PT- -SP), fosse integrado ao texto.
Em encontro com o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr. e com o secretário de Futebol, Alcino Reis Rocha, na tarde de ontem, Dias foi demovido de manter o seu requerimento. E solicitou sua retirada.
Apesar do lobby das torcidas organizadas para a supressão do artigo 39-B, que as responsabiliza civilmente pelas ações de seus membros, ele foi mantido. ""O texto é o mesmo que veio da Câmara. Evitamos mudanças até para não provocar maiores atrasos", argumenta Jucá, em uma referência ao fato de que o projeto de lei retornaria à Câmara dos Deputados em caso de modificação de seu texto.
""Queremos aprovar essa lei rápido, para punir aqueles que agem mal. Trata-se do primeiro passo para essa violência entre torcedores deixar de acontecer", complementa o senador. ""Porém não é garantia de que não ocorrerão mais mortes."
O projeto de lei trata ainda de condutas que não estão previstas na legislação penal brasileira como crimes. É o caso da corrupção com o intuito de alterar ou falsear o resultado de uma competição, o que remete ao episódio da "máfia do apito", a ação de cambistas e também dos falsificadores de ingressos.
Novo Estatuto do Torcedor, que criminaliza atos violentos, está parado no Senado há quase dez meses
EDUARDO OHATA
MARIANA BASTOS
DA REPORTAGEM LOCAL
Após as brigas protagonizadas por torcedores de São Paulo e Palmeiras no último domingo, que culminaram na morte de um torcedor e em ao menos 20 feridos, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) pedirá urgência e proporá acordo de lideranças para agilizar a votação do projeto de lei que modifica o Estatuto do Torcedor.
Segundo o texto, o torcedor que promover tumulto ou incitar a violência no local do evento esportivo, no entorno ou nos trajetos de ida ou volta poderá ser condenado à prisão.
Jucá é um dos relatores da segunda de três comissões pelas quais teria de passar o projeto de lei, travado no Senado desde maio do ano passado, depois de ser aprovado na Câmara. No entanto, viabilizado um acordo de lideranças, essa obrigação deixará de existir.
A pauta do Senado está trancada por três medidas provisórias que tratam de assuntos diversos: gripe suína, crédito e concessões fiscais na área automotiva. Tão logo a pauta seja destrancada, Jucá pretende levar o projeto a plenário para que seja submetido à votação.
No final do ano passado, depois de Coritiba x Fluminense pelo Brasileiro, que foi seguido por uma batalha campal que deixou dezenas de feridos, Jucá havia proposto um acordo de lideranças pela votação imediata do projeto de lei. O parlamentar, entretanto, não foi bem-sucedido em seu intento.
O obstáculo que inviabilizava um acordo era um requerimento do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) para que um outro projeto de lei, de autoria do deputado Arlindo Chinaglia (PT- -SP), fosse integrado ao texto.
Em encontro com o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr. e com o secretário de Futebol, Alcino Reis Rocha, na tarde de ontem, Dias foi demovido de manter o seu requerimento. E solicitou sua retirada.
Apesar do lobby das torcidas organizadas para a supressão do artigo 39-B, que as responsabiliza civilmente pelas ações de seus membros, ele foi mantido. ""O texto é o mesmo que veio da Câmara. Evitamos mudanças até para não provocar maiores atrasos", argumenta Jucá, em uma referência ao fato de que o projeto de lei retornaria à Câmara dos Deputados em caso de modificação de seu texto.
""Queremos aprovar essa lei rápido, para punir aqueles que agem mal. Trata-se do primeiro passo para essa violência entre torcedores deixar de acontecer", complementa o senador. ""Porém não é garantia de que não ocorrerão mais mortes."
O projeto de lei trata ainda de condutas que não estão previstas na legislação penal brasileira como crimes. É o caso da corrupção com o intuito de alterar ou falsear o resultado de uma competição, o que remete ao episódio da "máfia do apito", a ação de cambistas e também dos falsificadores de ingressos.
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Mais um torcedor morre, e futebol se cerca de desculpas
Inoperância
Brigas entre são-paulinos e palmeirenses anteontem, em vários pontos de SP, deixam 1 óbito e ao menos 20 feridos
Autoridades repetem velhos discursos na tentativa de combater problema crônico de violência causado pelas torcidas uniformizadas
MARIANA BASTOS
SANDRO MACEDO
DA REPORTAGEM LOCAL São Paulo, terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
MAURÍCIO SIMIONATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CAMPINAS
A história não é nova, mas o problema parece estar longe de uma solução: após um clássico no futebol paulista, mais uma pessoa morreu e ao menos 20 ficaram feridas, vítimas de confrontos entre torcedores de Palmeiras e São Paulo.
O incidente, na rodovia dos Bandeirantes, em Jundiaí, não foi isolado, mas se tornou o mais grave de anteontem. Choques entre as torcidas organizadas também foram registrados em bairros da capital e numa estação de trem em Santo André. Até a conclusão desta edição, ninguém foi preso.
A Polícia Civil investiga se a briga entre torcedores em Jundiaí (a 60 km da capital), que deixou ainda 12 feridos, foi premeditada ou "por acaso".
E o problema entre as torcidas organizadas extrapola o âmbito esportivo, como ocorreu durante a apuração do Carnaval paulista, quando membros da Gaviões da Fiel, indignados com as notas, chegaram a fechar parte da marginal Tietê. Para o desfile das campeãs, houve inclusive uma mudança na ordem de exibição das escolas para evitar conflitos entre a Mancha Verde e a Gaviões.
À sombra de mais uma morte proveniente de confronto de torcidas, Ministério Público, Polícia Militar e Ministério do Esporte repetem as soluções propostas depois de outros casos de violência envolvendo torcedores ocorridas em 2009.
Para o promotor Paulo Castilho, a Polícia Militar "fez um belo serviço de prevenção". "O que aconteceu ontem [anteontem] não foi falha da polícia."
O capitão Marcel Soffner, assessor de imprensa da Polícia Militar, concorda que foi feito tudo o que era possível. "Se não fosse a atuação da polícia, talvez o resultado fosse pior", diz.
Assim como em 2009, Castilho voltou a defender a torcida única para jogos de risco. "Em estádios como o do Palmeiras, o entorno é supercomplicado. Se não estivesse presente a torcida do São Paulo, os problemas não teriam ocorrido", diz. Para o promotor, as ações em diferentes pontos da cidade foram orquestradas pelas organizadas.
Em maio de 2009, mais de 150 pessoas foram detidas, entre palmeirenses e são-paulinos, perto da estação de trem Itaim Paulista. O bairro teve novamente choque entre as mesmas torcidas agora.
Ainda em 2009, após brigas entre são-paulinos e corintianos no Morumbi, o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., também defendeu a torcida única.
"No momento atual, talvez a melhor solução seja, em clássicos na capital, só o mandante ocupar as arquibancadas", disse ele em fevereiro passado.
Um ano depois, o "momento atual" parece o mesmo.
"O que o ministério pode fazer, está fazendo", afirma Alcino Reis Rocha, secretário nacional do Futebol da pasta.
Ele lembra que um projeto de lei, que muda o Estatuto do Torcedor e transforma em crime condutas violentas nos estádios e nos entornos, foi enviado ao Congresso em março de 2009. Após ter sido aprovado na Câmara, porém, o texto, continua no Senado, travado.
"Estamos fazendo solicitações para que seja aprovado e sancionado ainda no primeiro trimestre", declara Rocha.
Entre as mudanças no estatuto, está prevista punição para quem portar porretes e barras de ferro, num raio de 5 km do estádio ou num trajeto que seja identificado como de ida ou volta do torcedor (como no caso de anteontem, em Jundiaí).
Na nova lei, há penalidades que preveem a reclusão de seis meses a seis anos. Para réus primários, a prisão é substituída por banimento dos estádios.
No domingo, haverá um novo clássico, Santos x Corinthians, na Vila Belmiro. "Em princípio, a forma de atuação [da polícia] é a mesma. Episódios como esse servem de experiência e ajudarão nas discussões futuras", afirma Soffner, da PM.
Brigas entre são-paulinos e palmeirenses anteontem, em vários pontos de SP, deixam 1 óbito e ao menos 20 feridos
Autoridades repetem velhos discursos na tentativa de combater problema crônico de violência causado pelas torcidas uniformizadas
MARIANA BASTOS
SANDRO MACEDO
DA REPORTAGEM LOCAL São Paulo, terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
MAURÍCIO SIMIONATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CAMPINAS
A história não é nova, mas o problema parece estar longe de uma solução: após um clássico no futebol paulista, mais uma pessoa morreu e ao menos 20 ficaram feridas, vítimas de confrontos entre torcedores de Palmeiras e São Paulo.
O incidente, na rodovia dos Bandeirantes, em Jundiaí, não foi isolado, mas se tornou o mais grave de anteontem. Choques entre as torcidas organizadas também foram registrados em bairros da capital e numa estação de trem em Santo André. Até a conclusão desta edição, ninguém foi preso.
A Polícia Civil investiga se a briga entre torcedores em Jundiaí (a 60 km da capital), que deixou ainda 12 feridos, foi premeditada ou "por acaso".
E o problema entre as torcidas organizadas extrapola o âmbito esportivo, como ocorreu durante a apuração do Carnaval paulista, quando membros da Gaviões da Fiel, indignados com as notas, chegaram a fechar parte da marginal Tietê. Para o desfile das campeãs, houve inclusive uma mudança na ordem de exibição das escolas para evitar conflitos entre a Mancha Verde e a Gaviões.
À sombra de mais uma morte proveniente de confronto de torcidas, Ministério Público, Polícia Militar e Ministério do Esporte repetem as soluções propostas depois de outros casos de violência envolvendo torcedores ocorridas em 2009.
Para o promotor Paulo Castilho, a Polícia Militar "fez um belo serviço de prevenção". "O que aconteceu ontem [anteontem] não foi falha da polícia."
O capitão Marcel Soffner, assessor de imprensa da Polícia Militar, concorda que foi feito tudo o que era possível. "Se não fosse a atuação da polícia, talvez o resultado fosse pior", diz.
Assim como em 2009, Castilho voltou a defender a torcida única para jogos de risco. "Em estádios como o do Palmeiras, o entorno é supercomplicado. Se não estivesse presente a torcida do São Paulo, os problemas não teriam ocorrido", diz. Para o promotor, as ações em diferentes pontos da cidade foram orquestradas pelas organizadas.
Em maio de 2009, mais de 150 pessoas foram detidas, entre palmeirenses e são-paulinos, perto da estação de trem Itaim Paulista. O bairro teve novamente choque entre as mesmas torcidas agora.
Ainda em 2009, após brigas entre são-paulinos e corintianos no Morumbi, o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., também defendeu a torcida única.
"No momento atual, talvez a melhor solução seja, em clássicos na capital, só o mandante ocupar as arquibancadas", disse ele em fevereiro passado.
Um ano depois, o "momento atual" parece o mesmo.
"O que o ministério pode fazer, está fazendo", afirma Alcino Reis Rocha, secretário nacional do Futebol da pasta.
Ele lembra que um projeto de lei, que muda o Estatuto do Torcedor e transforma em crime condutas violentas nos estádios e nos entornos, foi enviado ao Congresso em março de 2009. Após ter sido aprovado na Câmara, porém, o texto, continua no Senado, travado.
"Estamos fazendo solicitações para que seja aprovado e sancionado ainda no primeiro trimestre", declara Rocha.
Entre as mudanças no estatuto, está prevista punição para quem portar porretes e barras de ferro, num raio de 5 km do estádio ou num trajeto que seja identificado como de ida ou volta do torcedor (como no caso de anteontem, em Jundiaí).
Na nova lei, há penalidades que preveem a reclusão de seis meses a seis anos. Para réus primários, a prisão é substituída por banimento dos estádios.
No domingo, haverá um novo clássico, Santos x Corinthians, na Vila Belmiro. "Em princípio, a forma de atuação [da polícia] é a mesma. Episódios como esse servem de experiência e ajudarão nas discussões futuras", afirma Soffner, da PM.
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"O clube não tem o que fazer", afirma Belluzzo
Folha de São Paulo, terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
RENAN CACIOLI
DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, isentou os clubes de culpa pela violência protagonizada por suas torcidas organizadas.
"O que o clube pode fazer? Ele tem poder de polícia? Pode prender, processar? O clube é uma entidade civil sem fins lucrativos", disse o dirigente, que ficou sabendo pela reportagem dos incidentes ocorridos antes, durante e depois do clássico.
O mandatário palmeirense disse que, "enquanto o problema for empurrado com a barriga, serão feitas sempre as mesmas perguntas". "Tem legislação parada no Congresso para isso. Alguém vota?", questionou o cartola.
Belluzzo também disse ser impossível controlar a relação promíscua entre alguns dirigentes do clube e membros das facções, a exemplo do que ele mesmo admitiu ocorrer no Palmeiras.
"O que eu posso fazer é abrir uma sindicância interna, apontar que a pessoa tem ligação [com a torcida]. Mas isso é crime? Não posso expulsar o cara do clube ou obrigá-lo a deixar de ter [ligação com a organizada]. Não tenho poder para mudar a conduta dele", afirmou.
Historicamente, a Mancha Alviverde tem ligação política com o Palmeiras. Alguns de seus integrantes já fazem parte do Conselho Deliberativo, que é responsável, entre outras coisas, por escolher o presidente da agremiação.
Belluzzo também voltou a negar que declarações suas dadas durante a festa de aniversário da escola de samba Mancha Verde, em outubro do ano passado, possam ter influenciado a conduta violenta dos torcedores. Na ocasião, o dirigente afirmou: "Vamos matar os bâmbis". Esse é o apelido pelo qual os rivais chamam o São Paulo.
"Já disse que isso foi dito no contexto do futebol." Questionado se essa interpretação ficou clara para a massa de torcedores presentes àquela festa, Belluzzo declarou que sim. "Qualquer débil mental entendeu isso."
RENAN CACIOLI
DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, isentou os clubes de culpa pela violência protagonizada por suas torcidas organizadas.
"O que o clube pode fazer? Ele tem poder de polícia? Pode prender, processar? O clube é uma entidade civil sem fins lucrativos", disse o dirigente, que ficou sabendo pela reportagem dos incidentes ocorridos antes, durante e depois do clássico.
O mandatário palmeirense disse que, "enquanto o problema for empurrado com a barriga, serão feitas sempre as mesmas perguntas". "Tem legislação parada no Congresso para isso. Alguém vota?", questionou o cartola.
Belluzzo também disse ser impossível controlar a relação promíscua entre alguns dirigentes do clube e membros das facções, a exemplo do que ele mesmo admitiu ocorrer no Palmeiras.
"O que eu posso fazer é abrir uma sindicância interna, apontar que a pessoa tem ligação [com a torcida]. Mas isso é crime? Não posso expulsar o cara do clube ou obrigá-lo a deixar de ter [ligação com a organizada]. Não tenho poder para mudar a conduta dele", afirmou.
Historicamente, a Mancha Alviverde tem ligação política com o Palmeiras. Alguns de seus integrantes já fazem parte do Conselho Deliberativo, que é responsável, entre outras coisas, por escolher o presidente da agremiação.
Belluzzo também voltou a negar que declarações suas dadas durante a festa de aniversário da escola de samba Mancha Verde, em outubro do ano passado, possam ter influenciado a conduta violenta dos torcedores. Na ocasião, o dirigente afirmou: "Vamos matar os bâmbis". Esse é o apelido pelo qual os rivais chamam o São Paulo.
"Já disse que isso foi dito no contexto do futebol." Questionado se essa interpretação ficou clara para a massa de torcedores presentes àquela festa, Belluzzo declarou que sim. "Qualquer débil mental entendeu isso."
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sexta-feira, 17 de julho de 2009
Ante impunidade, autoridades pedem mudança 'emergencial' no Estatuto do Torcedor
01/07/2009 - 07h01
http://esporte.uol.com.br/futebol/violencia-no-futebol/2009/07/01/ult7499u17.jhtm
Thales Calipo
Em São Paulo
Se as causas da violência relacionada ao futebol geram um grande debate entre especialistas no assunto, uma possível solução monopoliza os discursos. Mais do que simplesmente restringir torcidas adversárias em clássicos, o objetivo das autoridades para conter as constantes brigas entre torcidas é criar novas leis ou modificar as atuais, endurecendo assim as punições aos contraventores.
As principais lideranças sobre o assunto são unânimes em apontar o sentimento de impunidade como um fator estimulante para que a violência entre torcedores, não só no entorno das praças esportivas, se propague em progressão geométrica por todo país.
"A impunidade ainda é um fato de desequilíbrio. Quem não tem medo da lei vai infringi-la. O torcedor que machucar, matar ou enfrentar a polícia dentro de uma praça esportiva ou cercanias não pode estar submetido a um direito penal mínimo, mas sim a um máximo", sentenciou José Reinaldo Guimarães, promotor e secretário-executivo do Gaeco.
"O que acontece na prática é aquela puta briga, com aquela dancinha ridícula. A Polícia Militar chega, afasta, e acabou. A doutrina do Choque é dispersar, mas precisa de outro órgão que possa prender", completou Fernando Capez, deputado estadual (PSDB-SP) e promotor responsável pelo fechamento, na década de 90, da Torcida Independente e da Mancha Verde.
Dentro destas duas linhas de raciocínio, as autoridades que tentam combater a violência no futebol lutam para a aprovação de um projeto de lei que permite alterar alguns pontos do Estatuto do Torcedor. A matéria está tramitando no Congresso desde 2005 e ganhou a simpatia do deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP), que trabalha nesta questão ao lado do Ministério Público de São Paulo.
Além do próprio enrijecimento da legislação contra atos de violência, o projeto de lei também abrange outras práticas que, na visão dos promotores do MP, influenciam, mesmo que indiretamente, nas brigas, como a ação dos cambistas, a venda ilegal de bebidas alcoólicas nos arredores dos estádios e até fraudes no esporte.
Apesar de já estar tramitando há quatro anos, a expectativa é que a matéria possa ser finalmente votada pelos deputados no segundo semestre deste ano. "Nós estamos tentando fazer com que essa tramitação seja em caráter emergencial", resumiu o representante do Gaeco.
"Existem pessoas que se envolvem em crimes relacionados ao futebol e, por isso, precisamos melhorar a legislação para coibir esta violência, pois deixamos a desejar. Temos um monte de coisas para melhorar também, como os camelôs e a venda de bebidas, pois tudo isso cria um ambiente que parece ser terra de ninguém", afirmou o promotor Paulo Castilho, uma das autoridades que propôs as medidas do projeto de lei que tramita no Congresso.
Procurada pela reportagem do UOL Esporte durante as últimas duas semanas, o comando da Polícia Militar de São Paulo, por meio de sua assessoria de imprensa, recusou-se a conceder entrevistas.
http://esporte.uol.com.br/futebol/violencia-no-futebol/2009/07/01/ult7499u17.jhtm
Thales Calipo
Em São Paulo
Se as causas da violência relacionada ao futebol geram um grande debate entre especialistas no assunto, uma possível solução monopoliza os discursos. Mais do que simplesmente restringir torcidas adversárias em clássicos, o objetivo das autoridades para conter as constantes brigas entre torcidas é criar novas leis ou modificar as atuais, endurecendo assim as punições aos contraventores.
As principais lideranças sobre o assunto são unânimes em apontar o sentimento de impunidade como um fator estimulante para que a violência entre torcedores, não só no entorno das praças esportivas, se propague em progressão geométrica por todo país.
"A impunidade ainda é um fato de desequilíbrio. Quem não tem medo da lei vai infringi-la. O torcedor que machucar, matar ou enfrentar a polícia dentro de uma praça esportiva ou cercanias não pode estar submetido a um direito penal mínimo, mas sim a um máximo", sentenciou José Reinaldo Guimarães, promotor e secretário-executivo do Gaeco.
"O que acontece na prática é aquela puta briga, com aquela dancinha ridícula. A Polícia Militar chega, afasta, e acabou. A doutrina do Choque é dispersar, mas precisa de outro órgão que possa prender", completou Fernando Capez, deputado estadual (PSDB-SP) e promotor responsável pelo fechamento, na década de 90, da Torcida Independente e da Mancha Verde.
Dentro destas duas linhas de raciocínio, as autoridades que tentam combater a violência no futebol lutam para a aprovação de um projeto de lei que permite alterar alguns pontos do Estatuto do Torcedor. A matéria está tramitando no Congresso desde 2005 e ganhou a simpatia do deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP), que trabalha nesta questão ao lado do Ministério Público de São Paulo.
Além do próprio enrijecimento da legislação contra atos de violência, o projeto de lei também abrange outras práticas que, na visão dos promotores do MP, influenciam, mesmo que indiretamente, nas brigas, como a ação dos cambistas, a venda ilegal de bebidas alcoólicas nos arredores dos estádios e até fraudes no esporte.
Apesar de já estar tramitando há quatro anos, a expectativa é que a matéria possa ser finalmente votada pelos deputados no segundo semestre deste ano. "Nós estamos tentando fazer com que essa tramitação seja em caráter emergencial", resumiu o representante do Gaeco.
"Existem pessoas que se envolvem em crimes relacionados ao futebol e, por isso, precisamos melhorar a legislação para coibir esta violência, pois deixamos a desejar. Temos um monte de coisas para melhorar também, como os camelôs e a venda de bebidas, pois tudo isso cria um ambiente que parece ser terra de ninguém", afirmou o promotor Paulo Castilho, uma das autoridades que propôs as medidas do projeto de lei que tramita no Congresso.
Procurada pela reportagem do UOL Esporte durante as últimas duas semanas, o comando da Polícia Militar de São Paulo, por meio de sua assessoria de imprensa, recusou-se a conceder entrevistas.
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Estatuto do Torcedor
quarta-feira, 13 de maio de 2009
O presidente acima da lei
http://blogdojuca.blog.uol.com.br/arch2009-05-03_2009-05-09.html
Do Estatuto do Torcedor, em vigor desde 15 de maio de 2003:
Art. 22.
São direitos do torcedor partícipe:
I - que todos os ingressos emitidos sejam numerados; e
II - ocupar o lugar correspondente ao número constante do ingresso.
Está bem claro, não?
Faz quase seis anos que o torcedor brasileiro tem direito a sentar na cadeira correspondente ao número do ingresso que ele comprou.
Ocorre que hoje, o todo poderoso presidente da CBF, Ricardo Teixeira disse, numa clara demonstração de que está acima do bem e do mal e da lei, na frente do ministro do Esporte, que neste Campeonato Brasileiro a entidade exigirá que alguns estádios assegurem que o torcedor sente no lugar que lhe cabe.
Para treinar para a Copa do Mundo de 2014, segundo ele.
Ou seja, ele decidiu que alguns têm que cumprir a lei, outros não.
Viva ele!
Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, dia 7 de maio, de 2009.
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm
Comentários:
[aylton-affonso] [Santo André - SP - Brasil]
Casuísmos não se justificam, como bem disse alguém por aqui, mas que essa história de "lugar numerado" é algo totalmente incompatível com nosso jeito de torcer, isso é. Digo e repito, futebol não é ópera, nem aqui nem na Europa! Quando era frequentador contumaz dos estádios, lembro-me que, comprado o ingresso, e se não era jogo de estádio lotado, esperava o arranjo dos times em campo, para ver prá que lado o Timão atacaria no 1º tempo. E corria prá lá, para pegar um lugar. Quando o juiz apitava o final do 1º tempo, corria para o outro lado. Pô, isso é legal, isso tem a ver com o futebol, e não ser obrigado a ficar sentado num lugar que sequer você tem direito a escolher! Está em curso um processo de "puritanização" e de tentativa de elitização do futebol, que, a pretexto de combater a violência e a bagunça generalizada (na venda de ingressos, por ex.), apela para um moralismo canhestro, para um politicamente correto irritante. Nem bandeiras mais são permitidas, que coisa chata !
08/05/2009 18:24
[meuemeieu] [Vinhedo - Sao Paulo]
Juca, será que para não respeitarmos o lugar marcado no ingresso, não deveríamos ter o direito de escolher o lugar onde vamos sentar quado compramos o ingresso????? Não vejo como alguém possa aceitar essa idéia sabendo que ela não tem critério nenehum! Não entra na minha cabeça que eu possa ser o primeiro da fila a comprar o ingresso e ficar num lugar pior que aquela pessoa que comprou seu ingresso minutos antes do jogo, na mão de um cambista! Se querem lugar marcado, que se de direito ao cidadão de escolher o seu lugar.
08/05/2009 14:07
[rmessi] [são paulo-sp Brasil]
acho esta lei fora da realidade, se vão me obrigar a sentar no lugar demarcado no ingresso, quero o direito de, ao comprar o ingresso, escolher o local que vou sentar.
08/05/2009 12:34
[andrelago] [Brasil]
No Bezerrão, no Gama, quando estou sozinho gosto de ficar na bagunça, na arquibancada leste. Quando vou com minha filha e esposa, prefiro ficar na Oeste. Quando tem sombra, gosto de ficar no meio, mas quando o sol bate, prefiro ficar no canto. TA VENDO? Igual a mim tem muitos, esse negocios de cadeira numerada não agrada ao torcedor brasileiro.
07/05/2009 22:52
[fs.1915] [SG RJ BR]
Esqueceram de colocar no estatuto que o torcedor deverá ser educado para respeitar o lugar a ele destinado. Isso acontece?
07/05/2009 22:44
[joaoalencarandrade] [BlumenauSC-TaubatéSP]
Juca, porque os presidentes de clubes, inclusive o Luiz Beluzzo tão elogiado por você, permitem essa promiscuidade que é a venda de ingressos? Todos são coniventes com isto. Ricardo Teixeira é o modelo seguido. O que esperar desse cidadão? É disso aí prá baixo. Triste é saber que esse cidadão têm trânsito livre com a presidência da república. Não sou favorável a violência, mas R. Teixeira cruzando meu caminho,soltaria alguns palavrões em sua direção. É o mínimo que merece.
07/05/2009 21:35
[manxa22] [BH]
Esse negócio de lugar marcado no estádio não dá certo no Brasil. De forma geral, no exterior, só se tem expectadores, aqui temos torcedores, que gostam de ficar em pé pular e não simplesmente colar a bunda na cadeira. até porque se quiser fazer isso a poltrona de casa é bem mais confortável.
07/05/2009 20:32
[ronaldo_sp] [Brasil]
Acho que enquanto "jornalistas organizados" fizerem um trabalho dúbio, de criticar e torcer, nada vai repercutir. Que fique tudo como está para torcedores profissionais não se acharem com poder demais nas maos.
07/05/2009 19:30
[murilix] [SP]
Está coberto de razão, pois ele sabe que é impossível implementar isso do dia pra noite em todos os estádios do Brasileirão. Antes começar o processo e expnadi-lo do que emperrá-lo até que todos os estádios tenham condições. Inclusive porque é melhor ter ALGUNS estádios cumprindo a lei do que NENHUM. Mas pra você tudo é motivo pra xingar o Ricardo Teixeira, né?
07/05/2009 18:36
[arquiduque61] [São Paulo, SP]
Soube que o ORLANDO SILVA, o Ministro das Multidões, mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo !!! A figura virou arroz de festa, está em tudo quanto é evento !!! Se tiver final de bocha ou de pelota basca, podem ter certeza, lá estará ele, ORLANDO SILVA, entregando o troféu aos campeões !!! É incrível como o PMDB, com toda a sua competência fisiológica, deixou a pasta dos esportes para o PC do B !!! O esporte dá uma mídia gratuita que nenhum outro ministério consegue dar, nem o da Fazenda !!!
07/05/2009 18:03
[fernandomiguel] [são paulo]
Não adianta fazer lei num país que tem lei que "pega" e tem outras que não "pegam". O estatuto do torcedor não é muito diferente de outros estatutos que não conseguimos implementar, como o est. do idoso, o da criança e do adolescente, que são leis que garantem direitos no papel, mas na realidade esses direitos não se concretizam.
07/05/2009 17:21
[J Luis] [http://sampafotos.blogspot.com] [São Paulo - SP]
Juca, nas últimas duas vezes que fui ao Morumbi (contra Sto. André e América de Cali), fiquei no setor especial, onde o ingresso é numerado, comprado e escolhido via internet. Não tem comparação. Nada de aperto, nem confusão. Duvido que algum torcedor comum seria contra isto. Só mesmo quem acha que é dono de lotes da arquibancada para reclamar.
07/05/2009 15:21
[Natália] [SP]
[devilla101] [SP], se ele não o faz, deveria fazer. É exatamente por pensamentos como esse seu que Brasil é o Brasil!
07/05/2009 14:02
[devilla101] [SP]
O Juca é daqueles chatos que chega na estádio com o ingresso na mão e faz 18 pessoas trocarem de lugar...
07/05/2009 12:39
[digomiero] [Curitiba]
Não que eu goste do Ricardo Teixeira, muito pelo contrário... mas tem que levar em consideração que a lei, goste você ou não, não está sendo cumprida de forma alguma... só alguns setores de alguns estádios te garantem sentar no exato local que teu ingresso indica... então não vejo essa declaração como uma decisão de que alguns podem deixar de cumprir a lei, vejo como uma NECESSIDADE URGENTE de que alguns PASSEM a cumpri-la... ele como presidente da CBF não escreveu a lei, não é responsável pela execução da lei nos estádios... Bom, tendo dito o que eu penso de verdade, e deixando meu ódio por ele agir: SÉRIO QUE ELE DISSE ISSO???? MEU DEUS, QUE HORROR... CADEIA NELE!!!
07/05/2009 12:39
[olerud] [São Paulo]
Caro Juca, me desculpe a agressividade mas eu estou com essa pessoa no limite da minha civilidade. Só mesmo em um país como o Brasil para um salafrário como esse continuar andando pelas ruas depois de duas CPIs que acabaram em mais uma grande e gorda pizza. Um recado para esse senhor: Não cruze meu caminho, não tolero injustiças, ladrões e muito menos monopólios administrativos (muito mal administrados por sinal) com o dinheiro alheio. Qualquer macaco faria um trabalho melhor que você. Faça um favor para a humanidade e dê um tiro na sua própria cabeça e nos poupe da sua presença. O pior é ver que existem pessoas que ainda conseguem ter a audácia de PREMIÁ-LO no maior evento de comunicação do Brasil. Simplesmente inacreditável....
07/05/2009 11:02
[sconeg] [Balneario Camboriu]
Juca! ainda sobre ingressos? Até quando vamos ter que aturar está palhaçada de ingressos esgotados estarem nas mãos de cambistas? Para depois anunciarem publicos inferiores a venda total, dando indicio de devolução de ingressos pelos cambistas? Esta claro que existe a conveniência da federação de dos próprios clubes... Este é um caso de policia!!!!
07/05/2009 10:56
[bitnas] [Feira de Santana - Bahia]
Isso acontece, porque os clubes são falidos, e tem que aceitar todas as decisões da cbf e da rede globo, quero ver isso acontecer com o seu conrinthians que deu um baile na administração do são paulo que todo ano a metade de sua arrecadação era de jogos do timão no morumbi, por isso enquanto os times brasileiros não procurarem outras maneiras de renda ficarão presos a cbf e a rede golobo com jogos no meio da semana as 21:30 isso é um absurdo.
07/05/2009 10:20
[rafael.slmb] [Brasilia,DF]
Ô Juca, vim visitar seu blog a fim de alguma novidade e vc me dá uma noticia de (mais) uma pataquada do nosso excelentissimo Sr. presidente da CBF. São esses os nossos representantes, Teixeiras, Nuzmans, Orlandos (tapioquinha), são essas as pessoas que querem organizar uma Copa do Mundo e uma Olimpiada.
07/05/2009 09:29
[De Vaneyo] [santos/sp]
Quais seriam os estadios"com privilégio" no Brasileirão,de estarem liberados da exigência legal? Alguem poderia informar?Quanto ao sr.Ricardo Teixeira, só mesmo processando-o por ser o responsavel da entidade organizadora do Campeonato e pregando a desobediência civil.
07/05/2009 09:15
[marangbh] [SP]
Ah tá, agora você se preocupou com a questão ingressos. Falou em CBF e Ricardo Teixeira, você vira o maoir defensor dos direitos do torcedor. Por que se calou sobre os INGRESSOS FALSOS na final do paulista, vendidos oficialmente pelo CURINTIA?
07/05/2009 08:20
[wildesentose] [Salvador-Bahia]
Qual é Juca, tanta coisa importante pra pensar e você insiste nessa frescura de assistir jogo sentadinho, isso é coisa de fresco, quem quer ficar sentadinho assistindo jogo fica em casa torcendo pela TV a cabo, torcedor brasileiro tem sangue latino nas artérias não come esse regue não.Convença ao torcedor brasileiro a assistir o jogo sentadinho no seu lugarzinho quietinho, bonitinho, fofinho...ahhhh isso é coisa de...de...de...deixa pra lá.
07/05/2009 07:44
[fabiopardo] [São Paulo]
E ainda queremos sediar uma Copa do Mundo... brincadeira. Estive na Alemanha na Copa do Mundo de 2006 e sinceramente não vejo como, em apenas cinco anos, mudarmos a mentalidade do nosso povo e principalmente de dirigentes e políticos brasileiros arrogantes e egocêntricos, que com certeza devem estar pensando em muita$ coisa$, menos no Futebol! Seja o que Deus quiser.
07/05/2009 01:36
[edualt] [Sp]
Mais uma lei fora da realidade e estupida. Em nenhum lugar do mundo todos os lugares sao numerados, mesmo na europa isso ocorre só nos jogos da UEFA. É claro que isso não dá razão pro casuismo.
07/05/2009 01:28
Do Estatuto do Torcedor, em vigor desde 15 de maio de 2003:
Art. 22.
São direitos do torcedor partícipe:
I - que todos os ingressos emitidos sejam numerados; e
II - ocupar o lugar correspondente ao número constante do ingresso.
Está bem claro, não?
Faz quase seis anos que o torcedor brasileiro tem direito a sentar na cadeira correspondente ao número do ingresso que ele comprou.
Ocorre que hoje, o todo poderoso presidente da CBF, Ricardo Teixeira disse, numa clara demonstração de que está acima do bem e do mal e da lei, na frente do ministro do Esporte, que neste Campeonato Brasileiro a entidade exigirá que alguns estádios assegurem que o torcedor sente no lugar que lhe cabe.
Para treinar para a Copa do Mundo de 2014, segundo ele.
Ou seja, ele decidiu que alguns têm que cumprir a lei, outros não.
Viva ele!
Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, dia 7 de maio, de 2009.
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm
Comentários:
[aylton-affonso] [Santo André - SP - Brasil]
Casuísmos não se justificam, como bem disse alguém por aqui, mas que essa história de "lugar numerado" é algo totalmente incompatível com nosso jeito de torcer, isso é. Digo e repito, futebol não é ópera, nem aqui nem na Europa! Quando era frequentador contumaz dos estádios, lembro-me que, comprado o ingresso, e se não era jogo de estádio lotado, esperava o arranjo dos times em campo, para ver prá que lado o Timão atacaria no 1º tempo. E corria prá lá, para pegar um lugar. Quando o juiz apitava o final do 1º tempo, corria para o outro lado. Pô, isso é legal, isso tem a ver com o futebol, e não ser obrigado a ficar sentado num lugar que sequer você tem direito a escolher! Está em curso um processo de "puritanização" e de tentativa de elitização do futebol, que, a pretexto de combater a violência e a bagunça generalizada (na venda de ingressos, por ex.), apela para um moralismo canhestro, para um politicamente correto irritante. Nem bandeiras mais são permitidas, que coisa chata !
08/05/2009 18:24
[meuemeieu] [Vinhedo - Sao Paulo]
Juca, será que para não respeitarmos o lugar marcado no ingresso, não deveríamos ter o direito de escolher o lugar onde vamos sentar quado compramos o ingresso????? Não vejo como alguém possa aceitar essa idéia sabendo que ela não tem critério nenehum! Não entra na minha cabeça que eu possa ser o primeiro da fila a comprar o ingresso e ficar num lugar pior que aquela pessoa que comprou seu ingresso minutos antes do jogo, na mão de um cambista! Se querem lugar marcado, que se de direito ao cidadão de escolher o seu lugar.
08/05/2009 14:07
[rmessi] [são paulo-sp Brasil]
acho esta lei fora da realidade, se vão me obrigar a sentar no lugar demarcado no ingresso, quero o direito de, ao comprar o ingresso, escolher o local que vou sentar.
08/05/2009 12:34
[andrelago] [Brasil]
No Bezerrão, no Gama, quando estou sozinho gosto de ficar na bagunça, na arquibancada leste. Quando vou com minha filha e esposa, prefiro ficar na Oeste. Quando tem sombra, gosto de ficar no meio, mas quando o sol bate, prefiro ficar no canto. TA VENDO? Igual a mim tem muitos, esse negocios de cadeira numerada não agrada ao torcedor brasileiro.
07/05/2009 22:52
[fs.1915] [SG RJ BR]
Esqueceram de colocar no estatuto que o torcedor deverá ser educado para respeitar o lugar a ele destinado. Isso acontece?
07/05/2009 22:44
[joaoalencarandrade] [BlumenauSC-TaubatéSP]
Juca, porque os presidentes de clubes, inclusive o Luiz Beluzzo tão elogiado por você, permitem essa promiscuidade que é a venda de ingressos? Todos são coniventes com isto. Ricardo Teixeira é o modelo seguido. O que esperar desse cidadão? É disso aí prá baixo. Triste é saber que esse cidadão têm trânsito livre com a presidência da república. Não sou favorável a violência, mas R. Teixeira cruzando meu caminho,soltaria alguns palavrões em sua direção. É o mínimo que merece.
07/05/2009 21:35
[manxa22] [BH]
Esse negócio de lugar marcado no estádio não dá certo no Brasil. De forma geral, no exterior, só se tem expectadores, aqui temos torcedores, que gostam de ficar em pé pular e não simplesmente colar a bunda na cadeira. até porque se quiser fazer isso a poltrona de casa é bem mais confortável.
07/05/2009 20:32
[ronaldo_sp] [Brasil]
Acho que enquanto "jornalistas organizados" fizerem um trabalho dúbio, de criticar e torcer, nada vai repercutir. Que fique tudo como está para torcedores profissionais não se acharem com poder demais nas maos.
07/05/2009 19:30
[murilix] [SP]
Está coberto de razão, pois ele sabe que é impossível implementar isso do dia pra noite em todos os estádios do Brasileirão. Antes começar o processo e expnadi-lo do que emperrá-lo até que todos os estádios tenham condições. Inclusive porque é melhor ter ALGUNS estádios cumprindo a lei do que NENHUM. Mas pra você tudo é motivo pra xingar o Ricardo Teixeira, né?
07/05/2009 18:36
[arquiduque61] [São Paulo, SP]
Soube que o ORLANDO SILVA, o Ministro das Multidões, mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo !!! A figura virou arroz de festa, está em tudo quanto é evento !!! Se tiver final de bocha ou de pelota basca, podem ter certeza, lá estará ele, ORLANDO SILVA, entregando o troféu aos campeões !!! É incrível como o PMDB, com toda a sua competência fisiológica, deixou a pasta dos esportes para o PC do B !!! O esporte dá uma mídia gratuita que nenhum outro ministério consegue dar, nem o da Fazenda !!!
07/05/2009 18:03
[fernandomiguel] [são paulo]
Não adianta fazer lei num país que tem lei que "pega" e tem outras que não "pegam". O estatuto do torcedor não é muito diferente de outros estatutos que não conseguimos implementar, como o est. do idoso, o da criança e do adolescente, que são leis que garantem direitos no papel, mas na realidade esses direitos não se concretizam.
07/05/2009 17:21
[J Luis] [http://sampafotos.blogspot.com] [São Paulo - SP]
Juca, nas últimas duas vezes que fui ao Morumbi (contra Sto. André e América de Cali), fiquei no setor especial, onde o ingresso é numerado, comprado e escolhido via internet. Não tem comparação. Nada de aperto, nem confusão. Duvido que algum torcedor comum seria contra isto. Só mesmo quem acha que é dono de lotes da arquibancada para reclamar.
07/05/2009 15:21
[Natália] [SP]
[devilla101] [SP], se ele não o faz, deveria fazer. É exatamente por pensamentos como esse seu que Brasil é o Brasil!
07/05/2009 14:02
[devilla101] [SP]
O Juca é daqueles chatos que chega na estádio com o ingresso na mão e faz 18 pessoas trocarem de lugar...
07/05/2009 12:39
[digomiero] [Curitiba]
Não que eu goste do Ricardo Teixeira, muito pelo contrário... mas tem que levar em consideração que a lei, goste você ou não, não está sendo cumprida de forma alguma... só alguns setores de alguns estádios te garantem sentar no exato local que teu ingresso indica... então não vejo essa declaração como uma decisão de que alguns podem deixar de cumprir a lei, vejo como uma NECESSIDADE URGENTE de que alguns PASSEM a cumpri-la... ele como presidente da CBF não escreveu a lei, não é responsável pela execução da lei nos estádios... Bom, tendo dito o que eu penso de verdade, e deixando meu ódio por ele agir: SÉRIO QUE ELE DISSE ISSO???? MEU DEUS, QUE HORROR... CADEIA NELE!!!
07/05/2009 12:39
[olerud] [São Paulo]
Caro Juca, me desculpe a agressividade mas eu estou com essa pessoa no limite da minha civilidade. Só mesmo em um país como o Brasil para um salafrário como esse continuar andando pelas ruas depois de duas CPIs que acabaram em mais uma grande e gorda pizza. Um recado para esse senhor: Não cruze meu caminho, não tolero injustiças, ladrões e muito menos monopólios administrativos (muito mal administrados por sinal) com o dinheiro alheio. Qualquer macaco faria um trabalho melhor que você. Faça um favor para a humanidade e dê um tiro na sua própria cabeça e nos poupe da sua presença. O pior é ver que existem pessoas que ainda conseguem ter a audácia de PREMIÁ-LO no maior evento de comunicação do Brasil. Simplesmente inacreditável....
07/05/2009 11:02
[sconeg] [Balneario Camboriu]
Juca! ainda sobre ingressos? Até quando vamos ter que aturar está palhaçada de ingressos esgotados estarem nas mãos de cambistas? Para depois anunciarem publicos inferiores a venda total, dando indicio de devolução de ingressos pelos cambistas? Esta claro que existe a conveniência da federação de dos próprios clubes... Este é um caso de policia!!!!
07/05/2009 10:56
[bitnas] [Feira de Santana - Bahia]
Isso acontece, porque os clubes são falidos, e tem que aceitar todas as decisões da cbf e da rede globo, quero ver isso acontecer com o seu conrinthians que deu um baile na administração do são paulo que todo ano a metade de sua arrecadação era de jogos do timão no morumbi, por isso enquanto os times brasileiros não procurarem outras maneiras de renda ficarão presos a cbf e a rede golobo com jogos no meio da semana as 21:30 isso é um absurdo.
07/05/2009 10:20
[rafael.slmb] [Brasilia,DF]
Ô Juca, vim visitar seu blog a fim de alguma novidade e vc me dá uma noticia de (mais) uma pataquada do nosso excelentissimo Sr. presidente da CBF. São esses os nossos representantes, Teixeiras, Nuzmans, Orlandos (tapioquinha), são essas as pessoas que querem organizar uma Copa do Mundo e uma Olimpiada.
07/05/2009 09:29
[De Vaneyo] [santos/sp]
Quais seriam os estadios"com privilégio" no Brasileirão,de estarem liberados da exigência legal? Alguem poderia informar?Quanto ao sr.Ricardo Teixeira, só mesmo processando-o por ser o responsavel da entidade organizadora do Campeonato e pregando a desobediência civil.
07/05/2009 09:15
[marangbh] [SP]
Ah tá, agora você se preocupou com a questão ingressos. Falou em CBF e Ricardo Teixeira, você vira o maoir defensor dos direitos do torcedor. Por que se calou sobre os INGRESSOS FALSOS na final do paulista, vendidos oficialmente pelo CURINTIA?
07/05/2009 08:20
[wildesentose] [Salvador-Bahia]
Qual é Juca, tanta coisa importante pra pensar e você insiste nessa frescura de assistir jogo sentadinho, isso é coisa de fresco, quem quer ficar sentadinho assistindo jogo fica em casa torcendo pela TV a cabo, torcedor brasileiro tem sangue latino nas artérias não come esse regue não.Convença ao torcedor brasileiro a assistir o jogo sentadinho no seu lugarzinho quietinho, bonitinho, fofinho...ahhhh isso é coisa de...de...de...deixa pra lá.
07/05/2009 07:44
[fabiopardo] [São Paulo]
E ainda queremos sediar uma Copa do Mundo... brincadeira. Estive na Alemanha na Copa do Mundo de 2006 e sinceramente não vejo como, em apenas cinco anos, mudarmos a mentalidade do nosso povo e principalmente de dirigentes e políticos brasileiros arrogantes e egocêntricos, que com certeza devem estar pensando em muita$ coisa$, menos no Futebol! Seja o que Deus quiser.
07/05/2009 01:36
[edualt] [Sp]
Mais uma lei fora da realidade e estupida. Em nenhum lugar do mundo todos os lugares sao numerados, mesmo na europa isso ocorre só nos jogos da UEFA. É claro que isso não dá razão pro casuismo.
07/05/2009 01:28
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Cultura do Torcedor,
Estatuto do Torcedor,
Geral - Ingresso
quarta-feira, 25 de março de 2009
Cadastro de torcedores não é solução
Folha de São Paulo, 25.03.09, p.3
TENDÊNCIAS/DEBATES
MARTIN CURI
________________________________________
O cadastro de torcedores tende a criminalizar os espectadores e transmite mensagem estigmatizante: esses sujeitos são perigosos
________________________________________
O GOVERNO brasileiro anunciou recentemente, por meio do ministro do Esporte, Orlando Silva, a alteração do Estatuto do Torcedor. Os pontos centrais são três novas medidas: 1) a exigência de certos laudos de segurança para liberar o uso dos estádios; 2) uma tipificação legal de crimes esportivos; e 3) um cadastro nacional de torcedores. Essas alterações visam garantir um maior nível de segurança nos estádios do Brasil.
A maioria dessas medidas coloca o torcedor como um perigo potencial, que deve ser dominado, em vez de entender um evento de massa como uma ocasião de insegurança, na qual esse espectador deve ser protegido. O cadastro nacional de torcedores tende a criminalizar os espectadores, da mesma maneira como os Jecrims nos estádios (Juizado Especial Criminal), as grades, a vigilância e os circuitos de vídeo. Essas medidas transmitem uma mensagem estigmatizante: esses sujeitos que vão aos estádios são perigosos. Além disso, o cadastro de torcedores invade a privacidade dos indivíduos. Por causa de alguns poucos violentos, todos os espectadores devem sofrer tal exposição?
Enquanto isso, o problema, penso, é outro. Eventos de massa -não só eventos esportivos, mas também de música e religiosos, entre outros- são situações de insegurança latente e requerem medidas especiais. A primeira e mais importante refere-se à arquitetura do local, que deve ser segura, limpa e capaz de acomodar o fluxo das multidões que se formam. Como os incidentes da Fonte Nova (Bahia) e outros mais recentes em São Paulo demonstraram, isso ainda não é assegurado no Brasil.
A segunda medida necessária é um corpo de agentes de segurança qualificados e treinados para a configuração que os grandes eventos apresentam. Com o Gepe (Grupo Especial de Policiamento em Estádios), no Rio de Janeiro, já se tem boas experiências. Mas seria ainda melhor ter agentes civis, em vez de policiais, para diminuir os sinais agressivos ao público. Finalmente, é necessária uma entidade nacional, com pontos de atendimento locais, dotados de assistentes sociais profissionais, que crie um elo entre torcedores e instituições como governo, polícia, federações de esporte e clubes.
Essa entidade deveria atender as necessidades de torcedores, divulgar o conteúdo do Estatuto do Torcedor, que é plenamente desconhecido, e garantir um melhor fluxo de informações aos presentes. A ausência dessa entidade é, a meu ver, a grande lacuna do Estatuto do Torcedor.
Como já disse o major Marcelo Pessoa, ex-comandante do Gepe, é necessário tratar os torcedores com dignidade, pois são cidadãos, também consumidores, e não criminosos que devem ser fichados). Experiências na Europa mostram que o cadastro leva a uma pulverização das torcidas e as torna ainda menos controláveis. Melhor é um atendimento que reconheça as suas necessidades. Por isso a maioria dos países europeus não faz uso de um cadastro nacional e nem este é uma exigência da Fifa, como declarado pelo Ministério do Esporte. É apenas, em vista da experiência europeia, uma medida perdulária e inútil.
Além disso, é preciso ter cuidado para não destruir a rica cultura dos torcedores brasileiros, que transformam os jogos, com suas canções e bandeiras, naqueles espetáculos coloridos e emocionantes aos quais fomos acostumados. Na Inglaterra, onde não há mais torcidas organizadas e todos são obrigados a assistir aos jogos sentados, o relato mais comum é de que não há mais a bela "atmosfera" do futebol, apenas um espetáculo mercantilizado e pasteurizado do ponto de vista dos ditos "torcedores".
Esse não me parece um bom exemplo a ser seguido. Corremos, assim, o risco de produzir os mesmos "estádios-caixões" ingleses, a prosseguir a atual escalada de regularizações, proibições e sistemas de vigilância, em detrimento da democratização do espetáculo esportivo e da oferta das informações fundamentais para que os eventos evoluam de forma segura.
MARTIN CURI é mestre em sociologia pela Universidade de Hagen (Alemanha) e pesquisador do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Esporte e Sociedade da UFF (Universidade Federal Fluminense), em Niterói, RJ.
TENDÊNCIAS/DEBATES
MARTIN CURI
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O cadastro de torcedores tende a criminalizar os espectadores e transmite mensagem estigmatizante: esses sujeitos são perigosos
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O GOVERNO brasileiro anunciou recentemente, por meio do ministro do Esporte, Orlando Silva, a alteração do Estatuto do Torcedor. Os pontos centrais são três novas medidas: 1) a exigência de certos laudos de segurança para liberar o uso dos estádios; 2) uma tipificação legal de crimes esportivos; e 3) um cadastro nacional de torcedores. Essas alterações visam garantir um maior nível de segurança nos estádios do Brasil.
A maioria dessas medidas coloca o torcedor como um perigo potencial, que deve ser dominado, em vez de entender um evento de massa como uma ocasião de insegurança, na qual esse espectador deve ser protegido. O cadastro nacional de torcedores tende a criminalizar os espectadores, da mesma maneira como os Jecrims nos estádios (Juizado Especial Criminal), as grades, a vigilância e os circuitos de vídeo. Essas medidas transmitem uma mensagem estigmatizante: esses sujeitos que vão aos estádios são perigosos. Além disso, o cadastro de torcedores invade a privacidade dos indivíduos. Por causa de alguns poucos violentos, todos os espectadores devem sofrer tal exposição?
Enquanto isso, o problema, penso, é outro. Eventos de massa -não só eventos esportivos, mas também de música e religiosos, entre outros- são situações de insegurança latente e requerem medidas especiais. A primeira e mais importante refere-se à arquitetura do local, que deve ser segura, limpa e capaz de acomodar o fluxo das multidões que se formam. Como os incidentes da Fonte Nova (Bahia) e outros mais recentes em São Paulo demonstraram, isso ainda não é assegurado no Brasil.
A segunda medida necessária é um corpo de agentes de segurança qualificados e treinados para a configuração que os grandes eventos apresentam. Com o Gepe (Grupo Especial de Policiamento em Estádios), no Rio de Janeiro, já se tem boas experiências. Mas seria ainda melhor ter agentes civis, em vez de policiais, para diminuir os sinais agressivos ao público. Finalmente, é necessária uma entidade nacional, com pontos de atendimento locais, dotados de assistentes sociais profissionais, que crie um elo entre torcedores e instituições como governo, polícia, federações de esporte e clubes.
Essa entidade deveria atender as necessidades de torcedores, divulgar o conteúdo do Estatuto do Torcedor, que é plenamente desconhecido, e garantir um melhor fluxo de informações aos presentes. A ausência dessa entidade é, a meu ver, a grande lacuna do Estatuto do Torcedor.
Como já disse o major Marcelo Pessoa, ex-comandante do Gepe, é necessário tratar os torcedores com dignidade, pois são cidadãos, também consumidores, e não criminosos que devem ser fichados). Experiências na Europa mostram que o cadastro leva a uma pulverização das torcidas e as torna ainda menos controláveis. Melhor é um atendimento que reconheça as suas necessidades. Por isso a maioria dos países europeus não faz uso de um cadastro nacional e nem este é uma exigência da Fifa, como declarado pelo Ministério do Esporte. É apenas, em vista da experiência europeia, uma medida perdulária e inútil.
Além disso, é preciso ter cuidado para não destruir a rica cultura dos torcedores brasileiros, que transformam os jogos, com suas canções e bandeiras, naqueles espetáculos coloridos e emocionantes aos quais fomos acostumados. Na Inglaterra, onde não há mais torcidas organizadas e todos são obrigados a assistir aos jogos sentados, o relato mais comum é de que não há mais a bela "atmosfera" do futebol, apenas um espetáculo mercantilizado e pasteurizado do ponto de vista dos ditos "torcedores".
Esse não me parece um bom exemplo a ser seguido. Corremos, assim, o risco de produzir os mesmos "estádios-caixões" ingleses, a prosseguir a atual escalada de regularizações, proibições e sistemas de vigilância, em detrimento da democratização do espetáculo esportivo e da oferta das informações fundamentais para que os eventos evoluam de forma segura.
MARTIN CURI é mestre em sociologia pela Universidade de Hagen (Alemanha) e pesquisador do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Esporte e Sociedade da UFF (Universidade Federal Fluminense), em Niterói, RJ.
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domingo, 15 de março de 2009
Projeto Torcida Legal é lançado no Palácio do Planalto
13/03/2009 às 17:40h -
http://portal.esporte.gov.br/ascom/noticia_detalhe.jsp?idnoticia=5453
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o ministro da Justiça, Tarso Genro, lançaram hoje (13/03), no Palácio do Planalto, o projeto Torcida Legal – medidas para segurança e conforto dos torcedores. A iniciativa é um pacote de três ações que valorizam o futebol como patrimônio cultural e qualificam o Brasil para a preparação da Copa do Mundo de 2014.
O Torcida Legal, segundo o ministro Orlando Silva, surgiu do diálogo com o Ministério da Justiça, Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG). “Nós acreditamos que o ambiente que se cria no país, a expectativa da realização do maior evento do planeta, que é a Copa do Mundo em 2014 no Brasil, deve nos motivar a interferir em vários planos”.
Silva afirmou que é preciso aproveitar a mobilização nacional para mudar o ambiente social, a cultura e o comportamento que existe em torno do futebol. Por isso, a primeira dessas medidas é o projeto de lei que será encaminhado ao Congresso Nacional, tipificando criminalmente uma série de condutas que atrapalham nosso futebol. “É inadmissível que nós continuemos a assistir conflitos e brigas em estádios que muitas vezes têm levado a ceifar vidas”, disse o ministro.
Atitudes violentas da torcida e fraudes em resultados de jogos serão considerados crimes passíveis de punição. Um torcedor que promover tumulto, praticar atos de violência ou portar instrumentos perigosos em eventos esportivos, por exemplo, pode pegar de um a dois anos de reclusão e multa. Caso o réu seja primário, o juiz converterá as penas de prisão em banimento dos estádios por um prazo de três meses a três anos.
Além disso, incorre em conduta criminosa a pessoa que aceitar ou prometer vantagem para fraudar o placar dos jogos. Outro crime tipificado pelo projeto é a venda irregular de ingressos, conhecida como cambismo.
Outra questão abordada pelo Torcida Legal é a estrutura dos estádios. O presidente Lula assinou um decreto que regulamenta o artigo 23 do Estatuto de Defesa do Torcedor, determinando a exigencia de quatro laudos para o funcionamento das arenas: de segurança, de proteção contra incêndio, de condições sanitárias e de engenharia. O ministro falou da necessidade da unificação dos laudos. “Ocorre que hoje não há um padrão, não há um laudo que exija detalhamento. Muitas vezes observamos a precariedade dessas informações. Ainda introduzimos a exigência de um quarto laudo, que é o de engenharia, para apurar a situação da infra-estrutura, de modo a garantir segurança e conforto dos nossos torcedores”, afirmou.
A terceira medida que integra o Torcida Legal é a assinatura de um Termo de Cooperação entre os ministérios do Esporte e da Justiça, CBF, CNJ e CNPG. A ação vai facilitar o controle de acesso e monitoramento de torcedores, de modo que aqueles que cometerem infrações sejam identificados e punidos. Para facilitar a identificação dos torcedores, o Ministério do Esporte vai criar um sistema nacional de cadastro de torcedores, que vai exigir o uso de uma carteirinha na compra do ingresso e entrada na arena.
O sistema de controle do acesso e monitoramento por câmeras estarão implantados nos estádios brasileiros no inicio do Campeonato Brasileiro de 2010. Mas o cadastramento dos torcedores começa em julho deste ano. “Não há tempo limite e a qualquer momento ele será feito. Nós queremos buscar boas práticas, boas experiências. Essas medidas vão ajudar muito para acabar com o anonimato e punir os responsáveis pelo tumulto”, ressalta Orlando Silva.
O presidente Lula afirmou que as medidas são favoráveis aos torcedores. “Se ele [o torcedor] souber que está sendo monitorado, e que se ele cometer uma arte qualquer, alguém vai estar olhando ele, alguém vai identificá-lo e alguém vai pegá-lo na porta do estádio, a gente pode colocar todo mundo junto”.
Outra vantagem do sistema de acesso aos estádio é que ele vai facilitar a aquisição de ingressos. A idéia do governo federal é integrar a rede do Ministério do Esporte com a Caixa Econômica Federal, para que os bilhetes sejam vendidos nas Casas Lotéricas.
O corregedor do CNJ, ministro Gilson Dipp, afirmou que o conselho levará a Justiça ao futebol, através da instalação de Juizados Especiais Criminais móveis em todos os estádios brasileiros. “Essa medida vai aproximar o cidadão do Judiciário”, disse o jurista. O ministro do Esporte elogiou a iniciativa e disse que ela vai ajudar a dirimir rapidamente os conflitos.
O ministro Orlando Silva ressaltou ainda que o Torcida Legal vai qualificar a segurança e o conforto nos estádios do Brasil. “Assim, além da Copa do Mundo, o projeto vai contribuir com o reforço das receitas dos clubes, fortalecer a economia do nosso futebol e nossos clubes, trazendo de volta a família aos estádios”. Ele também chamou atenção para a importância do apoio e do diálogo com os clubes, as federações e as torcidas organizadas.
Clara Mousinho
Foto: Aldo Dias
Ascom - Ministério do Esporte
http://portal.esporte.gov.br/ascom/noticia_detalhe.jsp?idnoticia=5453
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o ministro da Justiça, Tarso Genro, lançaram hoje (13/03), no Palácio do Planalto, o projeto Torcida Legal – medidas para segurança e conforto dos torcedores. A iniciativa é um pacote de três ações que valorizam o futebol como patrimônio cultural e qualificam o Brasil para a preparação da Copa do Mundo de 2014.
O Torcida Legal, segundo o ministro Orlando Silva, surgiu do diálogo com o Ministério da Justiça, Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG). “Nós acreditamos que o ambiente que se cria no país, a expectativa da realização do maior evento do planeta, que é a Copa do Mundo em 2014 no Brasil, deve nos motivar a interferir em vários planos”.
Silva afirmou que é preciso aproveitar a mobilização nacional para mudar o ambiente social, a cultura e o comportamento que existe em torno do futebol. Por isso, a primeira dessas medidas é o projeto de lei que será encaminhado ao Congresso Nacional, tipificando criminalmente uma série de condutas que atrapalham nosso futebol. “É inadmissível que nós continuemos a assistir conflitos e brigas em estádios que muitas vezes têm levado a ceifar vidas”, disse o ministro.
Atitudes violentas da torcida e fraudes em resultados de jogos serão considerados crimes passíveis de punição. Um torcedor que promover tumulto, praticar atos de violência ou portar instrumentos perigosos em eventos esportivos, por exemplo, pode pegar de um a dois anos de reclusão e multa. Caso o réu seja primário, o juiz converterá as penas de prisão em banimento dos estádios por um prazo de três meses a três anos.
Além disso, incorre em conduta criminosa a pessoa que aceitar ou prometer vantagem para fraudar o placar dos jogos. Outro crime tipificado pelo projeto é a venda irregular de ingressos, conhecida como cambismo.
Outra questão abordada pelo Torcida Legal é a estrutura dos estádios. O presidente Lula assinou um decreto que regulamenta o artigo 23 do Estatuto de Defesa do Torcedor, determinando a exigencia de quatro laudos para o funcionamento das arenas: de segurança, de proteção contra incêndio, de condições sanitárias e de engenharia. O ministro falou da necessidade da unificação dos laudos. “Ocorre que hoje não há um padrão, não há um laudo que exija detalhamento. Muitas vezes observamos a precariedade dessas informações. Ainda introduzimos a exigência de um quarto laudo, que é o de engenharia, para apurar a situação da infra-estrutura, de modo a garantir segurança e conforto dos nossos torcedores”, afirmou.
A terceira medida que integra o Torcida Legal é a assinatura de um Termo de Cooperação entre os ministérios do Esporte e da Justiça, CBF, CNJ e CNPG. A ação vai facilitar o controle de acesso e monitoramento de torcedores, de modo que aqueles que cometerem infrações sejam identificados e punidos. Para facilitar a identificação dos torcedores, o Ministério do Esporte vai criar um sistema nacional de cadastro de torcedores, que vai exigir o uso de uma carteirinha na compra do ingresso e entrada na arena.
O sistema de controle do acesso e monitoramento por câmeras estarão implantados nos estádios brasileiros no inicio do Campeonato Brasileiro de 2010. Mas o cadastramento dos torcedores começa em julho deste ano. “Não há tempo limite e a qualquer momento ele será feito. Nós queremos buscar boas práticas, boas experiências. Essas medidas vão ajudar muito para acabar com o anonimato e punir os responsáveis pelo tumulto”, ressalta Orlando Silva.
O presidente Lula afirmou que as medidas são favoráveis aos torcedores. “Se ele [o torcedor] souber que está sendo monitorado, e que se ele cometer uma arte qualquer, alguém vai estar olhando ele, alguém vai identificá-lo e alguém vai pegá-lo na porta do estádio, a gente pode colocar todo mundo junto”.
Outra vantagem do sistema de acesso aos estádio é que ele vai facilitar a aquisição de ingressos. A idéia do governo federal é integrar a rede do Ministério do Esporte com a Caixa Econômica Federal, para que os bilhetes sejam vendidos nas Casas Lotéricas.
O corregedor do CNJ, ministro Gilson Dipp, afirmou que o conselho levará a Justiça ao futebol, através da instalação de Juizados Especiais Criminais móveis em todos os estádios brasileiros. “Essa medida vai aproximar o cidadão do Judiciário”, disse o jurista. O ministro do Esporte elogiou a iniciativa e disse que ela vai ajudar a dirimir rapidamente os conflitos.
O ministro Orlando Silva ressaltou ainda que o Torcida Legal vai qualificar a segurança e o conforto nos estádios do Brasil. “Assim, além da Copa do Mundo, o projeto vai contribuir com o reforço das receitas dos clubes, fortalecer a economia do nosso futebol e nossos clubes, trazendo de volta a família aos estádios”. Ele também chamou atenção para a importância do apoio e do diálogo com os clubes, as federações e as torcidas organizadas.
Clara Mousinho
Foto: Aldo Dias
Ascom - Ministério do Esporte
Torcidas de times de SP e direção do Flamengo apóiam Torcida Legal
13/03/2009 às 17:10h -
http://portal.esporte.gov.br/ascom/noticia_detalhe.jsp?idnoticia=5455
Gaviões da Fiel (Corinthias), Mancha Verde (Palmeiras) e Dragões da Real (São Paulo) marcaram presença no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira (13), onde manifestaram total apoio ao Torcida Legal. Mais que isso, eles se colocaram à disposição para colaborar e construir, junto com o governo e outras esferas do poder público o processo, a estruturação das medidas para segurança e conforto dos torcedores nos estádios brasileiro.
Ao elogiar a iniciativa, Marcelo da Silva, representante da Gaviões da Fiel, afirmou que sua presença é garantida durante o Fórum de Torcidas, cuja realização está programada para o próximo mês. “O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se destaca em relação aos outros governos porque convida a sociedade para discutir. Nós, enquanto torcidas organizadas e principais interessados temos que participar desse processo”, defendeu.
Em concordância com o torcedor da Gaviões, o presidente da Dragões da Real, André Azevedo, disse que este é um bom começo perante a sociedade e a torcida. “Vai melhorar e muito. Acho que a hora de mudar é agora pois as torcidas organizadas vão ser chamadas e ouvidas para debater e ouvir o outro lado”, disse. E aposta: “ espero a partir dessas medidas, seja colocado em prática, o Estatuto do Torcedor. “Quero, com isso, mude também a visão que a sociedade tem em relação as torcidas organizadas”.
Já o representante da Mancha Verde, Robson Galdino, admite que essas medidas são impactantes e que será necessário trabalhar bastante para que as torcidas organizadas sejam adequadas às normas. “Este é um grande passo. Palco do futebol não pode ser cenário de violência. A entidade (torcida organizada) tem que representar seu time do coração e fazer a festa na arquibancada sem violência”, ressalta.
Direção do Flamengo
Para o presidente em exercício do Flamengo, Delair Dumbrosck, está confiante de que as medidas e o cartão Torcedor Legal vão mudar para melhor o cenário dos jogos de futebol no país. “No flamengo, que tem a maior nação torcedora do Brasil, nós já sentimos a necessidade. Esse cadastramento já era um projeto nosso e veio em muito colaborar para saber quem é o torcedor para poder aproveitar e vender nosso produto que é o futebol e as nossas lembranças”, disse, a acreditar que governo realmente esteja iniciando, para a Copa de 2014, uma medida que se fazia necessária.
Carla Belizária
Foto: Aldo Dias
Ascom – Ministério do Esporte
http://portal.esporte.gov.br/ascom/noticia_detalhe.jsp?idnoticia=5455
Gaviões da Fiel (Corinthias), Mancha Verde (Palmeiras) e Dragões da Real (São Paulo) marcaram presença no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira (13), onde manifestaram total apoio ao Torcida Legal. Mais que isso, eles se colocaram à disposição para colaborar e construir, junto com o governo e outras esferas do poder público o processo, a estruturação das medidas para segurança e conforto dos torcedores nos estádios brasileiro.
Ao elogiar a iniciativa, Marcelo da Silva, representante da Gaviões da Fiel, afirmou que sua presença é garantida durante o Fórum de Torcidas, cuja realização está programada para o próximo mês. “O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se destaca em relação aos outros governos porque convida a sociedade para discutir. Nós, enquanto torcidas organizadas e principais interessados temos que participar desse processo”, defendeu.
Em concordância com o torcedor da Gaviões, o presidente da Dragões da Real, André Azevedo, disse que este é um bom começo perante a sociedade e a torcida. “Vai melhorar e muito. Acho que a hora de mudar é agora pois as torcidas organizadas vão ser chamadas e ouvidas para debater e ouvir o outro lado”, disse. E aposta: “ espero a partir dessas medidas, seja colocado em prática, o Estatuto do Torcedor. “Quero, com isso, mude também a visão que a sociedade tem em relação as torcidas organizadas”.
Já o representante da Mancha Verde, Robson Galdino, admite que essas medidas são impactantes e que será necessário trabalhar bastante para que as torcidas organizadas sejam adequadas às normas. “Este é um grande passo. Palco do futebol não pode ser cenário de violência. A entidade (torcida organizada) tem que representar seu time do coração e fazer a festa na arquibancada sem violência”, ressalta.
Direção do Flamengo
Para o presidente em exercício do Flamengo, Delair Dumbrosck, está confiante de que as medidas e o cartão Torcedor Legal vão mudar para melhor o cenário dos jogos de futebol no país. “No flamengo, que tem a maior nação torcedora do Brasil, nós já sentimos a necessidade. Esse cadastramento já era um projeto nosso e veio em muito colaborar para saber quem é o torcedor para poder aproveitar e vender nosso produto que é o futebol e as nossas lembranças”, disse, a acreditar que governo realmente esteja iniciando, para a Copa de 2014, uma medida que se fazia necessária.
Carla Belizária
Foto: Aldo Dias
Ascom – Ministério do Esporte
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sexta-feira, 13 de março de 2009
Governo anuncia medidas para aumentar segurança nos estádios
12/03/2009 às 19:00h -
http://portal.esporte.gov.br/ascom/noticia_detalhe.jsp?idnoticia=5451
O ministro do Esporte, Orlando Silva, explicou hoje (12/03) em uma coletiva de imprensa três ações do governo federal para manter a segurança nos estádios brasileiros. O lançamento das medidas acontece amanhã (13/03), às 10h, no Palácio do Planalto, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará um decreto que estabelece quatro laudos de funcionamento dos estádios e um projeto de lei que tipifica crimes esportivos. Além disso, durante a cerimônia, Silva assina um termo de cooperação em conjunto com o Ministério da Justiça, Conselho Nacional da Justiça (CNJ), Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG).
O PL que o presidente Lula assina amanhã e encaminha ao Congresso Nacional altera o Estatuto de Defesa do Torcedor (Lei 10.671/2003) e tipifica como crime ações hoje inimputáveis tais como tumultos, manipulação de resultados de jogos e venda irregular de ingressos. O projeto conceitua torcida organizada e define as obrigações que cada uma delas terá que cumprir, como efetuar o cadastro atualizado de todos associados e membros.
“Esse projeto de lei, na prática, cria uma espécie de direito esportivo penal e incorpora penalidades a determinadas condutas anti-sociais e que ferem o sentido do esporte. Vejam que de 2003 a 2009, a cada dois meses, em média morreu um torcedor a partir de situações de jogo”, afirmou Orlando Silva.
Já o decreto, que também será assinado pelo presidente Lula, determina quais laudos técnicos de vistoria serão exigidos para liberar um estádio para espetáculos com mais de 10 mil torcedores. Será obrigatória a apresentação de quatro laudos nas áreas de segurança, engenharia, proteção contra incêndios e condições sanitárias. Caso o laudo de engenharia recomende, será exigido, ainda, o laudo de estabilidade estrutural.
O Termo de Cooperação Técnica visa a implantação da política nacional de segurança e prevenção da violência nos espetáculos de futebol. Inclui o cadastramento e monitoramento dos torcedores nos estádios. A ação é o cumprimento de parte das garantias de segurança apresentadas pelo governo brasileiro para a realização da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo FIFA – 2014.
Segundo o ministro do Esporte, Orlando Silva, o cadastramento de torcedores vai inibir uma conduta que fere a convivência democrática e o espírito esportivo. “Além disso, vamos criar condições para o Brasil realizar a maior Copa do Mundo da história”, disse.
O controle de acesso aos estádios de futebol, a instalação de catracas e câmeras filmadoras dentro dos estádios e a implantação da central de monitoramento têm como objetivo proporcionar mais segurança e conforto aos torcedores.
O acordo de cooperação que será aplicado no Brasil segue o exemplo de experiências positivas adotadas por outros países, como a do governo inglês. Ele conseguiu combater a violência dos hollingans, um dos grupos de torcedores de times de futebol mais violentos do mundo.
Rio Grande do Sul é pioneiro no cadastramento de torcedores
Com mais de 85 mil inscritos entre associados e torcedores, o Internacional Sport Clube, de Porto Alegre (RS), é pioneiro no sistema de cadastro de torcedores. Eles são identificados como sócios, torcidas organizadas, menores e idosos e, para entrar no estádio de futebol, usam carteira pessoal e intransferível. No caso das torcidas organizadas, cada torcedor possui carteira de identificação com foto. Para entrar no estádio é exigida a comprovação de digital, além da carteira de identificação.
Em agosto de 2008, o Beira Rio, estádio do Internacional, ganhou um posto da Polícia Civil e um Juizado Especial Criminal (um Posto de Triagem da Polícia Militar já funciona lá há vários anos). Em dezembro do mesmo ano, o time enfrentou em casa o Estudiantes, da Argentina, pela Copa Sul-Americana. Para um público significativo de 52 mil torcedores, todos cadastrados, foram registrados apenas três incidentes leves.
Foto: Francisco Medeiros
Ascom - Ministério do Esporte
http://portal.esporte.gov.br/ascom/noticia_detalhe.jsp?idnoticia=5451
O ministro do Esporte, Orlando Silva, explicou hoje (12/03) em uma coletiva de imprensa três ações do governo federal para manter a segurança nos estádios brasileiros. O lançamento das medidas acontece amanhã (13/03), às 10h, no Palácio do Planalto, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará um decreto que estabelece quatro laudos de funcionamento dos estádios e um projeto de lei que tipifica crimes esportivos. Além disso, durante a cerimônia, Silva assina um termo de cooperação em conjunto com o Ministério da Justiça, Conselho Nacional da Justiça (CNJ), Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG).
O PL que o presidente Lula assina amanhã e encaminha ao Congresso Nacional altera o Estatuto de Defesa do Torcedor (Lei 10.671/2003) e tipifica como crime ações hoje inimputáveis tais como tumultos, manipulação de resultados de jogos e venda irregular de ingressos. O projeto conceitua torcida organizada e define as obrigações que cada uma delas terá que cumprir, como efetuar o cadastro atualizado de todos associados e membros.
“Esse projeto de lei, na prática, cria uma espécie de direito esportivo penal e incorpora penalidades a determinadas condutas anti-sociais e que ferem o sentido do esporte. Vejam que de 2003 a 2009, a cada dois meses, em média morreu um torcedor a partir de situações de jogo”, afirmou Orlando Silva.
Já o decreto, que também será assinado pelo presidente Lula, determina quais laudos técnicos de vistoria serão exigidos para liberar um estádio para espetáculos com mais de 10 mil torcedores. Será obrigatória a apresentação de quatro laudos nas áreas de segurança, engenharia, proteção contra incêndios e condições sanitárias. Caso o laudo de engenharia recomende, será exigido, ainda, o laudo de estabilidade estrutural.
O Termo de Cooperação Técnica visa a implantação da política nacional de segurança e prevenção da violência nos espetáculos de futebol. Inclui o cadastramento e monitoramento dos torcedores nos estádios. A ação é o cumprimento de parte das garantias de segurança apresentadas pelo governo brasileiro para a realização da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo FIFA – 2014.
Segundo o ministro do Esporte, Orlando Silva, o cadastramento de torcedores vai inibir uma conduta que fere a convivência democrática e o espírito esportivo. “Além disso, vamos criar condições para o Brasil realizar a maior Copa do Mundo da história”, disse.
O controle de acesso aos estádios de futebol, a instalação de catracas e câmeras filmadoras dentro dos estádios e a implantação da central de monitoramento têm como objetivo proporcionar mais segurança e conforto aos torcedores.
O acordo de cooperação que será aplicado no Brasil segue o exemplo de experiências positivas adotadas por outros países, como a do governo inglês. Ele conseguiu combater a violência dos hollingans, um dos grupos de torcedores de times de futebol mais violentos do mundo.
Rio Grande do Sul é pioneiro no cadastramento de torcedores
Com mais de 85 mil inscritos entre associados e torcedores, o Internacional Sport Clube, de Porto Alegre (RS), é pioneiro no sistema de cadastro de torcedores. Eles são identificados como sócios, torcidas organizadas, menores e idosos e, para entrar no estádio de futebol, usam carteira pessoal e intransferível. No caso das torcidas organizadas, cada torcedor possui carteira de identificação com foto. Para entrar no estádio é exigida a comprovação de digital, além da carteira de identificação.
Em agosto de 2008, o Beira Rio, estádio do Internacional, ganhou um posto da Polícia Civil e um Juizado Especial Criminal (um Posto de Triagem da Polícia Militar já funciona lá há vários anos). Em dezembro do mesmo ano, o time enfrentou em casa o Estudiantes, da Argentina, pela Copa Sul-Americana. Para um público significativo de 52 mil torcedores, todos cadastrados, foram registrados apenas três incidentes leves.
Foto: Francisco Medeiros
Ascom - Ministério do Esporte
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